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segunda-feira, setembro 09, 2013

BIOGRAFIA,ALMIR SATER


 Almir Sater
Almir Eduardo Melke Sater (Campo Grande, 14 de novembro de 1956) é um violeiro, compositor, cantor e instrumentista brasileiro e atuou em novelas como ator. Seu estilo caracteriza-se pelo experimentalismo e sua música é descrita como folk.


Agrega uma sonoridade tipicamente caipira da viola de 10 cordas, o folk norte-americano e também com influências das culturas fronteiriças do seu estado, como a música paraguaia e andina. E o resultado é único, ao mesmo tempo reflete traços populares e eruditos, despertando atenção de públicos diversos.Com mais de 30 anos de carreira sólida e 10 discos solo gravados,
 Almir tornou-se um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas, sendo reinventada, o músico acrescentou um toque mais sofisticado ao instrumento, estilos como blues e rock, embalados pela pegada do folk, uma mistura de música folclórica, erudita e popular, considerada atemporal. O seu último CD, 7 Sinais (2006), traz um repertório eclético e inovador e conta com participações especiais dos sanfoneiros Dominguinhos e Luiz Carlos Borges.

Nascido em Campo Grande Mato Grosso do Sul desde os doze anos já tocava viola e gostava do mato e sons da natureza. Aos vinte anos mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito, mas desistiu da carreira de Advogado, tornando-se um músico, motivado inicialmente por escutar no Largo do Machado uma dupla tocando viola caipira.Dedicou-se ao seu estudo de música, tendo Tião Carreiro como mestre. Retornou a Campo Grande onde formou a dupla Lupe e Lampião com um amigo, adotando Lupe como nome artístico.


Anos 80 - Comitiva Esperança  
Em 1979 foi para São Paulo, onde iniciou um trabalho com sua conterrânea Tetê Espíndola, acompanhando também a cantora Diana Pequeno. Gravou seu primeiro disco em 1980, contando com a participação de Tetê Espíndola, Alzira Espíndola e Paulo Simões. Fez parte da Geração Prata da Casa no início dos anos 80, sendo uma das principais atrações do movimento que juntou os maiores expoentes da música sul-mato-grossense.Em 1986, juntamente com o parceiro Paulo Simões, com o maestro e violinista Zé Gomes, o jornalista, crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello e do fotógrafo Raimundo Alves Filho, inicou uma comitiva que explorou o Pantanal, realizando registros fotográficos, pesquisando o modo de vida dos pantaneiros, de maneira poética, enquanto percorriam o Paiaguás, Nhecolândia, Piquiri, São Lourenço e Abobral.


Esse projeto, batizado de Comitiva Esperança, resultou em um documentário co-produzido pelo próprio artista juntamente com Paulo Simões. Em 1988 foi escolhido por unaminidade pela crítica para participar da abertura do Free Jazz Festival, em 1989, ao lado de nomes sagrados da música mundial. Dono de um talento ímpar e versatilidade como cantor, compositor, violeiro e instrumentista, sendo reconhecido como um dos artistas mais completos da música brasileira. Único cantor do país a cantar em Nashville, nos Estados Unidos, no mesmo ano (cidade considerada o berço da música country americana).

Anos 90 e 2000 - novelas e prêmios  
Nos anos 90 ganhou dois prêmios Sharp com as canções "Moura" (como melhor música instrumental e instrumentista) e "Tocando em Frente" (esta considerada um "hino" motivacional da música brasileira).Na mesma década estréia como ator na telenovela Pantanal (de Benedito Ruy Barbosa) pela Rede Manchete em 1990. Na trama, Almir deu muito o que falar por sua interpretação como Trindade, um peão misterioso. Em 1991 protagonizou, ao lado de Ingra Liberato a novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, de Marcos Caruso, pela mesma emissora.

Paralelamente na mesma época, Almir Sater estabeleceu ricas parcerias com Renato Teixeira e Paulo Simões, que criou verdadeiras pérolas do cancioneiro regional-popular. Com Sérgio Reis o artista fez parcerias somente em novelas. Exímio violeiro, fez fama com seu estilo caracterizando-se pelo experimentalismo, a utilização de diversas afinações diferentes e o resgate da viola caipira de 10 cordas. Suas influências vão de Al Jarreau Beatles a Pink Floyd às músicas fronteiriças com seu estado MS como andina e paraguaia. Também toca violão folk de 12 cordas e charango. Os personagens vividos pelo ator possuíam essas características similiares como em O rei do gado, de Benedito Ruy Barbosa, pela Rede Globo, em 1996, onde seu personagem fazia dupla com o personagem de Sérgio Reis, "Pirilampo & Saracura", tendo gravado, inclusive, músicas na trilha sonora da novela.


Sua última aparição como ator foi em 2006 na telenovela Bicho do Mato, de Bosco Brasil e Cristianne Fridman (remake da telenovela homônima, de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro exibida pela Rede Globo em 1972), pela Rede Record, em que interpretava a personagem Marian. 
Em 2010 o artista foi um dos convidados para o especial e gravação do DVD "Emoções Sertanejas", em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos. Sua interpretação para a canção "O Quintal do Vizinho", contida e suave, recebeu diversos elogios,sendo apontada por vários internautas como a mais bonita apresentação.

 Telenovelas - trabalhos como ator 
Recentemente o artista foi convidado para integrar o elenco da novela global "Cordel Encantado", mas recusou em virtude de sua extensa agenda de shows e compromissos o ano inteiro.Bicho do Mato (2006/2007) - Mariano (Rede Record)
O Rei do Gado (1996) - Aparício Pirilampo (Rede Globo)
A História de Ana Raio e Zé Trovão (1991) - Zé Trovão (Rede Manchete)
Pantanal (1990) - Xeréu Trindade (Rede Manchete)



                                      Cinema  
Almir Sater participou antes das novelas de dois trabalhos no cinema como ator.

As Bellas de Billings (1987) - Ozualdo Candeias como protagonista.
Caramujo flor (1988) - participação no curta metragem de Joel Pizzini.

   Discografia  

Álbuns 
Estradeiro (1981)
Doma (1982)
Instrumental (1985)
Cria (1986)
Rasta Bonito (1989)
Instrumental 2 (1990)
Almir Sater Ao Vivo (1992)
Terra de Sonhos (1994)
Caminhos Me Levem (1997)
7 Sinais (2006)
Coletâneas Especiais  
Um violeiro toca (2006)
Varandas (1990)
Pantanal - Alerta Brasil (1987)
Coração de Estudante - Participação - Milton Nascimento (1984)
Participações  
Tiago e Juvenal – Os Violeiros de Paraíso - Dupla Yassir e Rodrigo Sater Som Livre (2009)
Chitãozinho & Xororó - Clássicos Sertanejos (2004)
Pantanal 2000 (2000)
Rei do Gado 2 (Trilha sonora da novela Rei do Gado da Rede Globo, 1996)
A História de Ana Raio e Zé Trovão (trilha sonora da novela na rede Manchete 1991)
Pantanal (trilha sonora da novela na Rede Manchete, 1990)
Meu Reino Encantado - Daniel
Rodrigo Sater
Geração Prata da Casa (1981)


Curiosidades  

Além da multiplicidade de talentos, o artista é um defensor e preservacionista do meio ambiente, sempre engajado em projetos de cunho socioambiental, estimulando à conscientização e "atitudes verdes" para a melhoria do planeta bem como a preservação dos costumes do homem pantaneiro.


Tavinho Moura e Almir Sater Belo Horizonte, MG – 1998.

Citações  

    Eu não sou sertanejo. Eu sou pop. Eu sou roqueiro. Não escuto música sertaneja em casa. Escuto violeiro pontear a viola e não tem nada a ver com sertanejo. Violeiro é instrumentista, é bandeira brasileira!!!    
— Almir Sater sobre a sua música
    Eu sou um violeiro. Violeiro não é algo regional, mas de varias regiões do pais. Violeiro leva a bandeira do Brasil. Toco músicas brasileiras com a influencia do folk mundial. Minha música tem influência do folk americano, da música paraguaia e andina. Esta mistura é bonita, uma música para a alma, difícil de copiar. Quando anunciam - Hoje vai tocar aqui o sertanejo Almir Sater - eu acho equivocado. Mas se a pessoa acha que é quem sou eu para julgar? Se eu não disse qual é o meu estilo, eu deixo a pessoa seguir a intuição dela. Eu sou um violeiro, na verdade. Não é bandeira sertaneja, é brasileira. Meus discos não são caipira. Meu som é uma mistura do que eu gosto. Usar chapéu e estar em contato com a natureza são coisas que fazem parte da minha vida desde que me conheço por gente. É uma coisa minha, assim como tocar viola, mas nunca fui sertanejo. Gosto de passear por esse universo. Na verdade, sou um violeiro popular brasileiro    
— Almir Sater sobre o seu estilo musical


Minha geração veio de um som mais folk. Eu sou um folk rock assim. Mas sempre gostei de música. Eu gosto de Pink Floyd, Jethro Tull. Gosto da música inglesa, ela é referencia mundial, a musica irlandesa é bonita, gosto também de charangos, folclore dos andes, música latina americana, ponteio de viola no Brasil. São as músicas folclóricas que quando misturam com o Pop vira Folk    
— Almir Sater sobre sua geração
    Acho que a reciclagem de lixo é muito importante. Tenho viajado por aí e nota-se o grau de civilização pela quantidade de lixo que encontra-se nas ruas. Se você começar a rodar por esse Brasilzão, você vai ver que têm muitas diferenças com lugares muito sujos, muito mal cuidado e lugares limpos. Acho que é educação. A ecologia começa com a educação em casa    
— Almir Sater sobre a reciclagem de lixo no Brasil
    Trate o mundo igual a gente trata a nossa casa, nosso quarto, o altar de nossa igreja, respeitar a terra como nosso santuário. Acho que é educação. A ecologia começa com a educação em casa    
— Almir Sater sobre o meio ambiente
    O dinheiro não é tudo, a natureza é mais importante e se existe alguma coisa que é tão perfeita a semelhança de Deus é a natureza, acho perfeita...tudo se encaixa, então eu acho que tem que zelar mais por ela    
— Almir Sater sobre a natureza e o dinheiro
    O Mundo precisa de PAZ. Eu acho que o jogo de cintura neste mundo moderno é tudo! Poder sair bem de todas as situações, e tem situações que às vezes fogem do controle. Tem que ter autocontrole, presença de espírito e jogo de cintura. Eu acho que se você tem jogo de cintura, você vai ser mais feliz