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quarta-feira, maio 09, 2012

Joseph Balsamo, Count de Cagliostro

Joseph Balsamo, Count de Cagliostro


 
  O mistério envolve os homens que passam suas vidas a serviço da humanidade e mantêm-se extremamente dedicados somente aos seus superiores. Os padrões de julgamento social e a moralidade convencional não podem ser separados de seus caracteres. O mistério que envolve Alessandro, Count di Cagliostro, foi montado por boatos e calúnias sem fundamento a uma tal extensão que, “Sua história aceita é muito bem conhecida para precisar ser repetida, e sua verdadeira história nunca foi contada”. A pesquisa conscienciosa tem dissipado as nuvens dos boatos e da difamação o suficiente para revelar à análise imparcial uma vida nobre permeada com sabedoria e envolvida pela compaixão.
“Não posso”, testemunhou Cagliostro, “falar positivamente com relação ao lugar onde nasci, nem dos pais de quem nasci”. Seus inimigos diziam que ele era José Balsamo, um famoso aventureiro e criminoso da Sicília, mas suas palavras e atos negam essa identificação. Ninguém que reconhecesse Balsamo veio a público para estabelecer a relação. De acordo com o próprio Cagliostro, ele viveu como uma criança chamada Acharat no palácio do Mufti Salahayyam em Medina. Seu governador, um Adepto Oriental chamado Althotas, disse-lhe que ele nascera de nobres pais cristãos, porém se recusou a falar mais. Referências casuais, contudo, levaram Cagliostro a acreditar que ele nascera em Malta. Althotas tratava-o como um filho e cultivava sua aptidão para as ciências, especialmente botânica e química. Cagliostro aprendeu a respeitar a religião e a lei em cada cultura e região. “Ambos nos vestimos como Maometanos e estamos externamente de acordo com a devoção do Islam, mas a verdadeira religião foi impressa em nossos corações”. Quando criança, aprendeu os idiomas árabe e orientais e também muito sobre o Egito antigo.
Aos doze anos, Althotas levou-o a Mecca, onde permaneceram por três anos. Quando Acharat encontrou o Sharif, ambos imediatamente sentiram uma forte ligação e choraram na presença um do outro. Embora passassem muito tempo juntos, o Sharif recusou-se a discutir a origem de Acharat, embora uma vez o tivesse avisado de que “se algum dia eu deixasse Mecca, estaria ameaçado com as maiores infelicidades, e acima de tudo ordenou-me cautela com a cidade de Trebizond”. A uniformidade da vida no palácio falhou em saciar a sede por conhecimento e experiência de Acharat e a tempo ele decidiu ir para o Egito com Althotas. Na hora da partida, o Sharif despediu-se dele chorando, com as palavras, “Filho infeliz da natureza, adeus”.
No Egito, ele aprendeu que as pirâmides continham segredos desconhecidos pelo turista. Foi admitido pelos sacerdotes do templo “a lugares tais, que nenhum outro viajante comum jamais havia entrado antes”. Após três anos de viagem “pelos principais reinos da África e da Ásia”, ele chegou a Rhodes em 1766, onde pegou um navio francês para Malta. Enquanto estava hospedado no palácio de Pinto, Grão Mestre de Malta, o Cavalheiro d’Aquino de Caramanica apresentou-o à ilha. “Foi aqui que eu pela primeira vez assumi o modo de vestir Europeu e com ele o nome de Conde Cagliostro”. Althotas apareceu com a roupa e a insígnia da Ordem de Malta.
“Tenho todas as razões para acreditar que o Grão Mestre Pinto estava familiarizado com minha verdadeira origem. Freqüentemente me falava do Sharif e mencionava a cidade de Trebizond, porém jamais consentiria em entrar em outros detalhes particulares sobre o assunto.” Com base nesta referência, alguém especulou que Cagliostro era o filho do Grão Mestre Pinto e uma nobre senhora de Trebizond, mas Cagliostro, ele mesmo, jamais expressou esta opinião. Enquanto ainda em Malta, Althotas faleceu. Minutos antes de sua passagem, ele declarou a Cagliostro: “Meu filho, conserve para sempre diante de seus olhos o temor a Deus e o amor de suas pequenas criaturas; logo você estará convencido, pela experiência, de tudo aquilo que tenho lhe ensinado”.
Com a permissão relutante do Grão Mestre, Cagliostro deixou Malta na companhia do Cavalheiro d’Aquino para a Sicília, as Ilhas Gregas, e finalmente, Nápoles, o lugar natal do Cavalheiro. Enquanto o Cavalheiro se ocupava com assuntos pessoais, Cagliostro prosseguiu para Roma. Retirou-se para um apartamento para melhorar seu italiano, mas logo o cardeal Orsini solicitou sua presença e, através dele, conheceu vários cardeais e príncipes romanos.
Em 1770, com a idade de vinte e dois anos, ele conheceu e se apaixonou por Seraphina Feliciani. Embora ela fosse a dona do seu amor e devoção pelo resto de suas vidas, ela nunca foi capaz de totalmente romper com a Igreja e seria usada como “a ferramenta dos Jesuítas”. Aconteceu que a natureza de Cagliostro, boa ao extremo, e a total confiança que colocava em seus amigos foram a causa de seus desapontamentos. A generosidade de Cagliostro logo esgotou suas fontes e o casal foi desfeito quando viajavam para visitar amigos em Piemonte e Genova. Mas em julho de 1776, quando chegaram a Londres, estavam outra vez em boas situação, porém a causa de seu progresso fica, como sempre, perdida em mistério.
Eles se hospedaram e logo atraíram admiradores, ainda que ninguém tivesse certeza de onde se originavam, ou qual era seu itinerário recente. Um laboratório foi montado num aposento para estudos de Física e Química. A grande generosidade de Cagliostro levou um grupo de impostores gananciosos a tentar trapaceá-lo através de processos legais que exigiam dinheiro, acusando-o de praticar bruxaria. Esta última acusação foi retirada imediatamente, mas uma coalizão de advogados e juízes desonestos arrancaram-lhe cada centavo que puderam antes que o Conde ficasse livre de suas intrigas. Suas intenções ficaram evidentes pelo fato de que, finalmente, todos eles, de alguma forma, morreram na prisão ou foram executados por fraude, perjúrio e outros crimes. Cagliostro recusou a oportunidade de propor recursos reparatórios, mas decidiu deixar a Inglaterra.
Antes da partida, contudo, tanto ele como a condessa foram admitidos na Loja Esperança da ordem da Estrita Observância. Seu lema era “União, Silêncio, Virtude”, seu trabalho filantropia e seu estudo, ocultismo. Através desta Ordem, Cagliostro espalharia a Maçonaria Egípcia por toda a Europa. Deixando Londres em Novembro de 1777 com apenas cinqüenta guinéus, viajou para Bruxelas “onde encontrei a Providência esperando que enchesse meu bolso outra vez”. Esta é sempre a história de Cagliostro. Quando ele aparece na história, ele tem tudo, não pede nada e deixa tudo generosamente.
Veio para Hague, onde foi recebido como um Franco-maçom pela loja local da Ordem da Estrita Observância. Seu discurso sobre Maçonaria Egípcia, a mãe do puro impulso Maçônico, motivou a Loja a adotar o Rito Egípcio tanto para homens como para mulheres. A Condessa Cagliostro foi instalada como Grã-Mestra. Aqui emergiu a missão de Cagliostro de purificar, restaurar e elevar a Maçonaria ao nível de verdadeiro ocultismo. Esta tarefa comanda o centro das atenções pelo do resto de sua vida. Como suas numerosas profecias sobre grandes e pequenos assuntos indicavam, ele tinha uma visão clara da iminente arrancada da ordem social, política e religiosa da Europa. Ele antevia que somente nas Lojas unificadas os servidores dos homens sábios do Oriente poderiam, poderiam atuar junto tanto os nobres e os homens comuns em mútua lealdade aos mais altos ideais e guiar a Europa através da transição em direção a uma era iluminada.
Ao passar por Nuremberg, ele trocou sinais secretos com um Franco-Maçom, hospedando-se no mesmo hotel. Quando indagado quem era, Cagliostro desenhou num papel a serpente mordendo sua cauda. O hóspede, imediatamente, reconheceu um grande ser numa missão importante e, tirando um rico anel de diamante de sua mão, investiu-o em Cagliostro. Quando ele chegou a Leipzig, a Ordem estava preparada para homenageá-lo com um lauto banquete preparado para um dignitário visitante, mas havia chegado a época de ser colocada a Maçonaria Egípcia em sua verdadeira perspectiva. Após o jantar, Cagliostro fez um discurso sobre o sistema e seu significado. Ele convocou os Maçons reunidos para adotarem o Rito, porém a direção da Loja hesitou. Cagliostro avisou que o momento da escolha para Maçonaria havia chegado e profetizou que a vida do chefe – Herr Scieffort – estava na balança: se a Maçonaria Egípcia não fosse abraçada, Scieffort não sobreviveria durante aquele mês. Scieffort recusou a aceitar modificações em sua Loja, e cometeu suicídio poucos dias depois. Abalados e intrigados, os membros da Loja aclamaram Cagliostro, e seu nome foi ouvido pela cidade. Enquanto ele continuava a viagem, as Lojas da Ordem da Estrita Observância calorosamente lhe davam boas vindas.
Seguiu para Mittau, capital de Duchy de Courland e centro de estudos ocultos, ali chegando em março de 1791. Cagliostro explicou o significado da Maçonaria Egípcia em termos de regeneração moral da humanidade. Embora o homem tenha conhecido a natureza da deidade e o mundo, os profetas, apóstolos e padres da Igreja apropriaram-se deste conhecimento para seus próprios fins. A Maçonaria Egípcia continha as verdades que poderiam restaurar este conhecimento numa humanidade renovada. O Marechal Von Medem e sua família convidaram Cagliostro para ficar em Courland e apresentaram-no às pessoas de influência. O longo interesse de Von Medem pela alquimia logo se voltou para outros fenômenos, e ele pediu insistentemente a Cagliostro que demonstrasse os poderes que, segundo boatos, ele possuía. A princípio relutante, ele finalmente produziu uma quantidade de fenômenos, além suas curas medicinais universalmente aclamadas.
Cagliostro agora deixou que soubessem que ele era o Grande Cophta da Loja, um sucessor na linhagem de Enoch, e que ele, obedientemente, recebia ordens de “seus chefes”. Infelizmente, a vontade de apoiar a Maçonaria Egípcia alimentava-se da insaciável fome por mais fenômenos. Cagliostro mostrou seus poderes em numerosas ocasiões, mas recusava-se a ser empurrado para um mercado atacadista de milagres. E pela primeira vez ele se viu chamado de impostor, quando não atendia aos pedidos. “O espiritismo nas mãos de um Adepto se torna magia”, H.P.Blavatsky escreveu, “pois ele é versado na arte de entremesclar as leis do Universo, sem quebrar nenhuma delas e sem por isso violar a natureza”. Ela disse que homens tais como Mesmer e Cagliostro “controlam os Espíritos, em vez de permitir que seus assuntos sejam controlados por eles; e o Espiritismo está a salvo nas suas mãos”. Mas, Cagliostro explicou, tais poderes eram para serem usados para o bem do mundo e não para a gratificação da curiosidade ociosa.
Ele decidiu ir para São Petersburg, onde foi aceito na Loja e inúmeras curas foram testemunhadas, mas não receberam com calor a idéia da Maçonaria Egípcia. Recusando-se a produzir os fenômenos, pensaram que era um curador, não um mago. Varsóvia respondeu melhor, contudo. Lá ele encontrou o Conde Moczinski e o Príncipe Adam Poninski, que insistiu com Cagliostro para ficar em sua casa. Ele aceitou a Maçonaria Egípcia e uma grande parte da sociedade polonesa o seguiu. Dentro de um mês, uma Loja para o Rito Egípcio foi fundada. Em 1780 ele foi recebido em várias ocasiões pelo Rei Stanislaw Augustus. Descreveu o passado e predisse o futuro de uma senhora da Corte que duvidou de seus poderes. Ela, imediatamente, atestou o passado, enquanto a história provou a verdade no futuro.
Cagliostro deixou Varsóvia em 26 de junho e não foi visto até 19 de setembro, quando chegou a Strasburgo. Multidões aguardavam na Ponte de Keehl para ver sua carruagem e ele foi aclamado quando entrou na cidade. Imediatamente, começou a atender aos pobres, libertando devedores da prisão, curando os doentes e fornecendo remédios gratuitamente. Tanto os amigos quanto os inimigos concordavam que Cagliostro se recusava a receber qualquer remuneração ou benefício por seus incansáveis trabalhos. Embora a nobreza se tornasse interessada, ele se recusava a produzir fenômenos, salvo em seus próprios e estritos termos. Logo ficou íntimo do Cardeal de Rohan, para quem ele previu a hora exata da morte da Imperatriz Maria Theresa. O cardeal convidou-o a se hospedar em seu palácio e mais tarde declarou que ele havia testemunhado em várias ocasiões Cagliostro produzir ouro num vaso alquímico. “Posso dizer-lhe com certeza”, ele insistiu com uma senhora que duvidava da habilidade de Cagliostro, “que ele nunca pediu ou recebeu qualquer coisa de mim”.
O General Laborde escreveu que nos três anos que Cagliostro viveu em Strasburgo ele atendeu quinze mil pessoas doentes, das quais apenas três morreram. Sua reputação foi confirmada quando ele salvou o Marquês de Lasalle, Comandante de Strasburgo, de um caso desesperador de gangrena. Durante este período, o primo do Cardeal, Príncipe de Soubise, adoeceu em Paris. Os médicos não lhe deram nenhuma esperança de cura e o Cardeal, alarmado, suplicou a ajuda de Cagliostro. Este viajou incógnito a Paris com o Cardeal, e o Príncipe recuperou a saúde em uma semana. Somente após a cura foi sua identidade anunciada, para espanto da faculdade de medicina parisiense.
Quando estava em Strasburgo, Cagliostro recebeu a visita de Lavater, o fisiognomonista de Zurique, que indagou acerca da fonte do grande conhecimento de Cagliostro. “In verbis, in herbis, in lapidibus”, ele respondeu, sugerindo três grandes tratados de Paracelso. Foi naquela época que Cagliostro foi tocado pela condição de pobreza de um homem chamado Sacchi e empregou-o em seu hospital. No espaço de uma semana, Cagliostro descobriu que o homem era um espião de alguns médicos invejosos e havia extorquido dinheiro de seus pacientes a fim de torná-lo desacreditado. Posto para fora do hospital, Sacchi ameaçou a vida de Cagliostro e foi imediatamente expulso de Strasburgo pelo Marquês de Lasalle. Sacchi inventou e publicou uma história difamatória na qual afirmava que Cagliostro era um filho criminoso de um cocheiro napolitano. Esse absurdo estava destinado a ser usado contra Cagliostro pelo resto de sua vida.
O Cardeal de Rohan, que havia instalado um busto de Cagliostro talhado pelo escultor Houdon em seu estúdio em Saverne, surgiu em sua defesa. Três cartas chegaram em março de 1783 da Corte de Versalhes, para o Real Baylor de Strasburgo. A primeira, do Conde de Vergennes, Ministro dos Negócios Estrangeiros, dizia: “O Sr. Di Cagliostro pede apenas por paz e segurança. A hospitalidade lhe assegura ambas. Conhecendo as inclinações naturais de V.S., estou convencido de que se apressará a cuidar para que desfrute de todos os benefícios e amenidades que ele pessoalmente merece”. A segunda veio do Marquês de Miromesnil, Guardador do Selo: “O Conde di Cagliostro tem estado comprometido ativamente no auxílio dos pobres e infelizes, e sou conhecedor de um fato notavelmente humanitário desempenhado por esse estrangeiro, que merece lhe seja garantida proteção especial”. A terceira, do Marechal de Segur, Ministro da Guerra, dizia: “O Rei encarrega V.S. que cuide não somente de que ele não seja atormentado em Strasburgo, como também que deva receber nessa cidade toda consideração totalmente merecida pelos serviços que tem prestado aos doentes e aos pobres”.
Em junho chegou uma carta de Nápoles, informando-lhe de que o Cavalheiro d'Aquino, seu companheiro em Malta, estava seriamente doente. Apressou-se a ir para Nápoles, apenas para encontrar o Cavalheiro morto. A Loja União Perfeita saudou-o com homenagens e ali ficou por vários meses, já que o governo napolitano tinha acabado de remover o banimento da Franco-Maçonaria. Bordeaux convidou-o a ir para lá, e ele decidiu assim fazer, viajando em lentas etapas.
O Conde de Saint-Martin já havia preparado terreno em Bordeaux e Lyons para instituir o Rito Retificado de Saint-Martin, que havia purificado e enobrecido a idéia da Maçonaria. O Duque de Crillon e Marechal de Mouchy pessoalmente lhe deram as boas vindas, mostrando-lhe a cidade e homenageando-o em banquetes. Os pobres afluíam até ele e eram curados. Em Bordeaux, Cagliostro teve um sonho no qual era levado a uma brilhante câmara, na qual sacerdotes egípcios e nobres Maçons estavam sentados. “Esta é a recompensa que você terá no futuro”, uma grande voz anunciou, “mas por enquanto você deve trabalhar ainda com mais diligência” Havia chegado o tempo de enraizar firmemente a Maçonaria Egípcia.
Alquier, Grão Mestre em Lyons, chefiou um grupo de delegações solicitando que ele se estabelecesse ali permanentemente. Aceito com toda a cerimônia dentro da Loja Lyons, foi convidado a fundar uma Loja para a Maçonaria Egípcia. Uma captação feita entre Maçons forneceu fundos para construírem um belo prédio, de acordo com as instruções de Cagliostro. Logo teve início a construção da Loja da Sabedoria Triunfante, a qual foi a Loja Mãe de todos os Maçons Egípcios, e a Cagliostro foi dado completo gerenciamento da Loja de Alquier.
Cagliostro instruiu seus novos discípulos a se retirarem em meditação por três horas diariamente, pois o conhecimento é adquirido pelo “preenchimento de nossos corações e mentes com a grandeza, a sabedoria e o poder da divindade, aproximando-nos dela através de nosso fervor”. Cada um deve cultivar a tolerância por todas as religiões, uma vez que existe a verdade universal em seus âmagos; segredo, porque é o poder da meditação e a chave da iniciação; e o respeito pela natureza, pois ela contém o mistério do divino. Com estas três diretrizes como base, o discípulo poderia esperar pela imortalidade espiritual e moral. A motivação que deverá estar sempre em mente é “Qui agnoscit mortem, cognoscit artem” – aquele que tem conhecimento sobre a morte, conhece a arte de dominá-la.
Tendo estabelecido a Maçonaria Egípcia sobre as firmes fundações erigidas por Saint-Martin, Cagliostro não estava destinado a testemunhar seu florescimento no grande templo para ela construído. O Cardeal de Rohan insistiu com veemência que ele viesse a Paris. A Ordem dos Philaléthes tinha organizado a Convenção Geral da Maçonaria Universal. Maçons proeminentes de todas as Lojas da Europa tinham vindo para a primeira assembléia realizada em novembro de 1784. Mesmer e Saint-Martin foram convidados. Agora era a chance para a bênção final do Rito Egípcio – “onde A Sabedoria triunfará” – fosse confirmada. Cagliostro decidiu ir em janeiro de 1785. Deixando os negócios da Loja em ordem, ele escolheu os oficiais permanentes e lembrou-lhes de seus compromissos.
“Nós, os Grandes Cophtas, fundadores e Grão Mestres da Suprema Maçonaria Egípcia em todas as quadrantes orientais e ocidentais do globo, damos ciência a todos aqueles que verão o que está aqui presente,que em nossa estada em Lyons muitos membros deste Oriente que seguem o rito ordinário, e que carregam o título de “Sabedoria”, tendo manifestado a nós seu ardente desejo de se submeterem ao nosso governo e de receberem de nós a iluminação e os poderes necessários para conhecerem e propagarem a Maçonaria em sua verdadeira forma e pureza original, atendemos aos seus pedidos, persuadidos de que, aos lhes fornecermos sinais de nossa boa vontade, conheceremos a grata satisfação de termos trabalhado para a glória do Eterno e para o bem da humanidade. Em aditamento, instruímos cada um dos irmãos que andem constantemente no estreito caminho da virtude e que mostre, pela propriedade desta conduta, que conhecem e amam os preceitos e o propósito de nossa Ordem.”
Quando Cagliostro chegou a Paris, tentou viver uma vida retirada, de modo a trabalhar pela união das Ordens Maçônicas. Mas os doentes irromperam em sua casa e ele outra vez passou longas horas curando-os. Panfletos surgiram por toda Europa com um retrato do divino Cagliostro, desenhado por Bartolozzi, sob o qual se escreveram as seguintes palavras: “Reconheçam as marcas do amigo da humanidade. Cada dia é marcado por novo benefício. Ele prolonga a vida e socorre o indigente, o prazer de ser útil é sua única recompensa.”
Cagliostro veio para auxiliar o progresso da Maçonaria Egípcia. Rapidamente fundou duas Lojas. Savalette de Langes convidou-o a se unir à Philaléthes, junto com Saint-Martin. Este último recusou, com base em que a Ordem seguia práticas espíritas, porém Cagliostro aceitou provisoriamente, e declarou sua missão:
“O desconhecido Grão Mestre da verdadeira Maçonaria lançou seus olhos sobre os Philalétheanos... Tocado pelo sincero reconhecimento de seus desejos, ele se digna estender sua mão sobre eles, e consente em conceder-lhes um raio de luz dentro da escuridão de seu templo. É o desejo do Desconhecido Grão Mestre provar a eles a existência de um Deus – a base de sua fé; a dignidade original do homem, seus poderes e destino... É por atos e fatos, pelo testemunho dos sentidos, que eles conhecerão DEUS, O HOMEM e as coisas espirituais intermediárias (princípios) existentes entre eles: dos quais a verdadeira Maçonaria dá os símbolos e indica o verdadeiro caminho. Que eles, os Philaléthes abracem as doutrinas desta verdadeira Maçonaria, submetam-se às normas de seu chefes, e adotem sua constituição. Mas, acima de tudo, que o Santuário seja purificado; saibam os Philaléthes que a luz pode apenas descer dentro do Templo da Fé (baseada no conhecimento), não dentro daquele do Ceticismo. Que se dediquem às chamas as vaidades acumuladas em seus arquivos; pois é apenas sobre as ruínas da Torre da Confusão que o Templo da Verdade pode ser erigido.”
Após infrutíferas negociações, ele enviou a seguinte mensagem: “Saibam que não estamos trabalhando para um homem, porém para toda a humanidade. Saibam que desejamos destruir o erro – não somente um simples erro, porém todos os erros. Saibam que esta política é dirigida não contra exemplos isolados de perfídia, porém contra todo um arsenal de mentiras.”
Finalmente, após ter ficado claro que a grande Convenção não chegaria a nenhum acordo, ele enviou a última e triste carta: “Já que vocês não têm fé nas promessas do Deus Eterno ou de Seu ministro na terra, eu os abandono a vocês mesmos, e lhes digo esta verdade: não é mais minha missão ensinar-lhes. Infelizes Philaléthes, vocês semearam em vão; vocês colherão apenas ervas daninhas”. Assim, foi perdida a maior possibilidade de lançar as fundações da Fraternidade Universal à época de Cagliostro.
O restante da vida de Cagliostro é trágico. O cardeal de Rohan desejou obter um lugar na corte, porém Maria Antonieta não gostava dele. Madame de Lamotte, desconhecida da Rainha, viu uma chance para um grande ganho pessoal na frustração do Cardeal. Fazendo-se de confidente da Rainha, ela forjou cartas de Maria Antonieta para de Rohan e fingiu que levava respostas de volta a Versalhes. Finalmente ela induziu o Cardeal a comprar um ostentoso colar no valor de um milhão e seiscentos mil livres para a Rainha, colocando o valor em sua conta. Quando a primeira prestação venceu, a Rainha, que não sabia nada do negócio, não pagou e de Rohan foi forçado a honrá-lo. A batalha que se seguiu na Corte viu Madame de Lamotte defendendo-se e acusando a Rainha de trapaça e Cagliostro de roubar o colar que ela mesma havia quebrado e vendido.
A Rainha ficou furiosa, e todas as partes envolvidas no caso foram encarceradas na Bastilha. Embora Cagliostro fosse completamente inocente, tanto ele como Seraphina passaram seis meses na prisão. O caso alcançou tão horríveis proporções que a velha e abusiva denúncia de Sacchi veio a público e lida contra Cagliostro, mas o Parlamento de Paris ordenou sua supressão por ser “injuriosa e caluniadora”. Finalmente Cagliostro foi declarado inocente e libertado diante de dez mil parisienses que esperavam por ele. O “Caso do Colar de Diamantes” é em geral admitido como sendo o prólogo da Revolução [francesa]. Maria Antonieta considerou a libertação de Cagliostro e do Cardeal como um ataque à sua reputação. O Rei ordenou que Cagliostro deixasse a França e afastou o Cardeal de suas atribuições.
Cagliostro viajou para a Inglaterra, porém seus inimigos, agora completamente cientes da total natureza de sua missão, viram a chance de destruí-lo. Mal havia chegado à Inglaterra quando o famoso editor do vicioso Correio da Europa o atacou. Cagliostro alojou Seraphina com o artista de Loutherbourg e viajou para a Suíça em 1787. Seraphina juntou-se a ele na companhia de Loutherbourg imediatamente depois. A Maçonaria Egípcia era praticada por pequenos grupos em Bale e Bienne, mas não puderam apoiar o casal Cagliostro. Já que seus próprios poderes somente poderiam ser usados para os outros e não para si mesmo, e agora que os outros o rechaçavam, ele era forçado a viajar sem repouso.
Por volta de 1789 ele chegou a Roma para encontrar-se em segredo com Franco-Maçons da Loja Verdadeiros Amigos. A Igreja, porém, totalmente ciente da ameaça espiritual que Cagliostro apresentava para ela, enviou dois Jesuítas fazendo-se de convertidos para a Maçonaria Egípcia. Na ocasião em que eram admitidos à Ordem, eles convocaram a policia papal, e o casal os Cagliostro foi levado para a prisão no Castelo Santo Ângelo em 17 de dezembro. Se Seraphina se voltou contra Cagliostro ou sucumbiu por medo diante da Inquisição, não está claro. Mas seus depoimentos foram prejudiciais. Após dúzias de interrogatórios, nos quais a trama foi ameaçadoramente disposta, a Inquisição soube apenas o que todo mundo sabia: que Cagliostro era um Maçom, um herege pela sua crença de que todas as religiões são iguais, e que desprezava a intolerância religiosa. A farsa terminou em 21 de março de 1791, quando a Inquisição condenou Cagliostro à morte. Entretanto, antes de o Papa assinar a sentença, um estrangeiro apareceu no Vaticano. Dando uma palavra ao Secretário do Cardeal, foi imediatamente admitido em audiência. Após sua saída, o Papa comutou a sentença para prisão perpétua.
Seraphina foi libertada apenas para ser presa por novas acusações e internada no convento de Santa Apolônia de Trastevere. Nada mais se soube sobre ela e seu corpo nunca foi encontrado. Cagliostro foi enviado ao Castelo São Leo e colocado no topo inacessível de um rochedo. Lá ele pereceu até 1795. Uma inscrição que fez na parede de sua cela tem a data de 15 de março. Roma reportou que ele morreu em 26 de agosto. Aqui acaba a história, mas a tradição maçônica sussurra que Cagliostro escapou da morte. Endreinek Agardi de Koloswar relatou que o Conde d’Ourches, que quando criança havia conhecido Cagliostro, jurou que o Senhor e a Senhora de Lasa, saudados em Paris em 1861, não eram ninguém menos que o Conde e a Condessa Cagliostro. Com o nascimento envolto em mistério, Cagliostro saiu desta vida também em mistério, conquanto sua existência tenha sido dedicada ao serviço da humanidade e à esperança da imortalidade espiritual.
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              MAIS INFORMAÇOES SOBBRE   Cagliostro    Joseph Balsamo, o conde de Cagliostro - Necromancer, Hypnotist, e charlatão.
       No verão de 1893, um mágico que se chama "Cagliostro" foi surpreendente Paris com seus feitos de finde-siècle magia. Sendo um estudante de ocultismo em geral, mas mais particularmente de magia natural e prestidigitação, fui ver o necromante do século XIX exibem suas maravilhas. Eu vi ilusões inteligentes realizados durante a noite, mas nada que animado o meu interesse especial como um devoto do. Estranho e maravilhoso, até que o prestidigitador veio a sua peça de resistência da Máscara de Balsamo Isso despertou a minha atenção a sinalização. O fantaisiste apresentou uma pequena mesa, undraped, que ele colocou no corredor central do teatro, e então repassados ??para exame a máscara de um homem, muito parecido com uma máscara mortuária, mas ao contrário do que mori medonho memento das informações que era finamente mascarado sob modelado em cera e artisticamente colorida.
"Messieurs et mesdames", disse o professor de magia e mistério ", essa máscara é uma perfeita semelhança de Joseph Balsamo, o conde de Cagliostro, o feiticeiro famoso do século XVIII. É uma reprodução de uma máscara mortuária que está contido em o museu secreto do Vaticano em Roma. Eis eu coloco a máscara sobre a mesa em seu meio. Pergunte a qualquer pergunta que você vontade de Balsamo, e ele vai responder. "
A máscara abalou para lá e para cá com efeito estranho na licitação do mágico, batendo para fora respostas a perguntas frequentes colocadas pelos espectadores. Era um truque engenhoso elétrica. Estando já familiarizado com o segredo da experiência surpreendente em magia natural, eu evidenciada nenhuma emoção no comportamento extraordinário da máscara. Mas eu estava muito interessado na própria máscara. Era de fato uma verdadeira figura do grande Cagliostro, o príncipe dos charlatães, o necromante famoso do antigo regime, que predisse a queda da Bastilha, o amigo do peito do cardeal de Rohan, e arco-mestre da Maçonaria Oculta? Eu reparado ao escritório do gerente, no encerramento da "soirée magique" e procurou uma em-mágico que tinha o cognome de Cagliostro.
"É monsieur um amador aspirante que deseja ter aulas de prestidigitação de M. de Cagliostro?"
"Não!" , Eu respondi.
"Perdão! Então senhor está desejoso de adquirir os segredos de alguns dos jeux pouco?"
Eu respondi, como antes, pela negativa. O gerente deu de ombros, brincou com sua pesada corrente de relógio, e elevou as sobrancelhas interrogativamente.
"Gostaria apenas de saber se a máscara de Balsamo foi realmente modelada a partir de uma verdadeira máscara mortuária do assistente do velho mundo."
"Monsieur, posso responder a essa pergunta", disse o homem de teatro, "sem um apelo ao artista que fez esta noite. Ela foi tirada de uma semelhança do feiticeiro do século XVIII, e não uma máscara mortuária como foi dito, mas um gravura velha rara publicado no ano de 1789. Infelizmente, esta imagem não está na nossa posse. No entanto, você pode ser capaz de pegar um nas lojas de antiquários do quai Voltaire. "
Agradeci o gerente para sua informação, e voltei ao meu hotel. A história sobre a morte de máscara na posse do Vaticano era simplesmente uma parte do jargão do prestidigitador, mas tudo é permitido em uma sessão espírita prestidigitação.

Cagliostro! Cagliostro! Fui perseguido durante todo o dia seguinte, e por semanas depois, com visões do mago. "Ah, a máscara de miseráveis ??da Balsamo:" Eu disse dentro de mim, "por que você me enfeitiçou, portanto, com seu sorriso, falsa oleaginosa?" Eu tomei a assombrar o livro, bancas e lojas de antiguidades das quais, na esperança de pegar algumas gravuras raras do arco charlatão. Meus trabalhos não foram em vão. Tive a sorte de descobrir um volume pouco curiosos, a vida de Cagliostro, traduzido do italiano trabalho impresso sob os auspícios da Câmara Apostólica, Roma, 1790. Foi intitulado "Vie de Joseph Balsamo, Connu Sous le Nom Cagliostro Conde de, d'après l'Traduite originais italien, Imprime a la Chambre Apostolique;. Notas enrichie curieuses De, et ornec Retrato filho de Paris ... et Estrasburgo. ... 1791. "O frontispício era um retrato gravado de Cagliostro. Sim, aqui foi o grande mágico me olhando de fora o mofado, desbotada páginas de uma crónica singular de idade. Um mundo de leigos astutos revelado nas profundezas de suas ousadas, os olhos brilhando. Seus lábios grossos com um sorriso de sutileza Luciferiana. Aqui, na verdade, era um estudo de Lavater. De um velho Norman Bouquiniste eu comprei um folheto, escrito em Inglês, tratando da carreira de Cagliostro, durante os anos 1786 e 1787, intitulado: ". Vida do Conde Cagliostro, etc Vendido por T. Hookham Bond Street, Londres, 1787 . " É, também, continha uma gravura de Balsamo, com vista para a Bastilha, onde ele definhou muito cansado
Meses que antecedem o julgamento romântica do "Colar de Diamantes", uma causa célebre conhecido por todos os estudantes da história da França. Eu era incapaz de ressuscitar quaisquer outros retratos do charlatão durante a minha estada em Paris, embora eu passei dias procurando por eles nas lojas pouco escuro do quai Voltaire. Na minha volta para a América, eu visitei a esplêndida biblioteca da Faculdade de Medicina Museu do Exército, em Washington, e me deparei com uma série de belas gravuras do século XVIII do impostor, formando parte de uma notável colecção de retratos de famosos médicos do mundo . Cagliostro, ser lembrado, posou como um médico maravilha. Ele realizou algumas curas notáveis ??que são bem atestadas. Ele fez uso da hipnose em sua prática médica com grande sucesso, sendo familiarizados com Mesmer e suas teorias. Mesmer e Cagliostro, embora charlatães, estavam à frente do seu tempo no reconhecimento do hipnotismo como agente curativo.
A literatura sobre o assunto de Cagliostro não é volumosa, que consiste principalmente de folhetos raros em francês e alemão, escrito por aqueles que tinham conhecimento pessoal com ele. A biografia Inquisição é bastante bom.
O arco-mago apareceu em cena mortal quando os tempos eram "fora do comum." Foi a última parte do que estranho, romântica do século XVIII, de ceticismo e credulidade. O velho mundo como um queijo Cheshire enorme estava sendo mordiscado longe de dentro, até pouco, mas a casca ficou para contar o conto. O tecido podre da sociedade francesa em particular, estava prestes a cair nas chamas sulfurosas da Revolução, e as próprias pessoas que estavam a sofrer mais na calamidade estavam fazendo o seu melhor para ajudar no processo de desintegração social e política, aparentemente descuidado da tempestade iminente cujo nuvens negras foram lentamente se juntando. O mais cético a idade, mais credulidade existente. O homem começa por negar, e, em seguida, duvida de suas dúvidas. Charles Kingsley diz: "E assim aconteceu, que este século XVIII, que é geralmente considerado o mais" materialista "de épocas, era, na verdade, mais um" espiritualista ". O solo foi bem fertilizado para a vinda de Cagliostro, o semeador de superstição. Cada variedade de misticismo apelavam à mente imaginativa. Havia alguns dos illuminati,  rosacruzes, Occult alchemists.and Maçons.
E agora para uma breve revisão da carreira do charlatão mais notável que o mundo jamais visto, um homem que "se profundamente impressionado sobre a história do seu tempo. Príncipes e nobres se aglomeravam para suas operações mágicas. Eles prostraram-se diante dele por horas . seus cavalos e seus treinadores e texturas rivalizava com a de um rei em magnificência. Ele foi oferecido e recusado o trono ducal. " Goethe e Catherine II escreveu peças sobre ele.
Joseph Balsamo, o filho de Peter Balsamo e Braconieri Felicia, tanto da média de extração, nasceu em Palermo, no dia 08 de junho de 1743. Ele recebeu os rudimentos de uma educação no Seminário de St. Roche, Palermo. Na idade de treze anos, de acordo com o biógrafo Inquisição, ele foi confiada aos cuidados do Pai-Geral da Benfratelli, que o levou para o convento dessa ordem em Caltagirone. Lá ele colocou sobre o hábito de noviça, e, sendo colocado sob a tutela do perfumista, ele aprendeu com ele os primeiros princípios da química e da medicina. Ele provou incorrigível, e abandonou o convento para uma vida dissipada em Palermo. Ele foi acusado de forjar os bilhetes de teatro e uma vontade, e, finalmente, teve de fugir da cidade por ter enganado um homem chamado Marano de sessenta peças de oito, prometendo ajudá-lo a desenterrando um tesouro enterrado por meios mágicos. Marano entrou na caverna, e descobriu, não um tesouro, mas uma multidão de cúmplices Balsamo, que, disfarçado de espíritos infernais que lhe foi administrado uma surra terrível. Furiosos com o engano praticado sobre ele, o ourives infeliz jurou assassinar o feiticeiro fingido, Balsamo, mas que a juventude engenhosa tem segurança para Messina, onde ele caiu com um alquimista chamado Althotas passear, ou Altotas, que falava várias línguas. Eles viajaram para Alexandria, no Egito, e, finalmente, trouxe até à ilha de Malta. Lá eles permaneceram por algum tempo, trabalhando no laboratório do Grão-Mestre dos Cavaleiros de Malta. Althotas ter morrido, Balsamo foi para Nápoles. Depois disso, ele visitou Roma, e se casou com uma menina bonita do povo, Lorenza Feliciani. Em companhia de um vigarista que se chama o marquês d'Agliata, ele teve uma série de aventuras de má reputação em Itália, Espanha e Portugal.
Em 1776 ele chegou em Londres, Inglaterra. Ele havia assumido vários apelidos durante o curso de sua carreira, mas agora ele se chamava Conde di Cagliostro, trabalhador das maravilhas, especialmente na medicina. Ele levou cerca de duas substâncias misteriosas - um pó vermelho, conhecido como seu "Matéria Prima", com a qual ele transmuta metais menos nobres em ouro, e seu "Vinho egípcio," com a qual a vida prolongada. Ele predisse os números da sorte em uma loteria e entrou em uma dificuldade com uma quadrilha de estelionatários, que o levaram a fugir da Inglaterra para evitar ser preso. Depois de perambular em vários países - Bélgica, Holanda, Alemanha e Rússia - ele veio a Paris, e criado por um mago verdadeiro, e fundador da ordem oculta da Maçonaria Egípcia, a verdadeira forma do que deveria ter sido comunicada pelo Grande Cophta, ou Sumo Sacerdote dos egípcios, para Cagliostro. Estes graus foram conferidos apenas sobre os Mestres Maçons, mas Balsamo também instituiu uma ordem de maçons do sexo feminino, de modo a não desiludir as senhoras e privá-los dos ramos mais altos de conhecimento oculto. Poder sobre o mundo espiritual foi prometido para aqueles que se tornaram adeptos da Maçonaria egípcia. É difícil dizer onde Cagliostro foi iniciado nos graus da Maçonaria. Eu tive alguma correspondência com estudiosos maçônicos na Inglaterra e no continente, mas eles têm sido capazes de lançar nenhuma luz sobre o assunto. Afirma-se que ele recebeu os graus da Loja Azul no mês de abril de 1776, na Loja Esperança, n º 369, realizada na Taberna do Rei Cabeça, em Londres, mas não há nenhuma evidência real em apoio desta afirmação. Sua primeira loja foi aberta egípcio em Estrasburgo em 1779. Em 1782 ele inaugurou a loja de "Sabedoria Triunfante" (La Sagesse Triomphante) em Lyon, França, e em 1785 a famosa loja em Paris. Cagliostro é considerado o maior impostor maçônica "do mundo. Suas pretensões foram duramente repudiado pelos membros ingleses da fraternidade, e muitas das lojas da Continental. Mas o fato é que ele fez milhares de incautos. Cagliostro declarou que Moisés, Elias e Cristo eram os Superiores Secretos da ordem. As reuniões do culto egípcio eram nada mais do que sessões espíritas, durante o qual as comunicações foram realizadas com os habitantes elfo das esferas celestes.
Sua estada em Paris causou o maior furor. Gravuras, medalhões e bustos de mármore dele todo decorado o montras. Ele foi chamado de "Cagliostro divino." Para um daqueles retratos antigos é acrescentado o seguinte verso:
"De L'Ami des Humains reconnaissez traços Les: Tous ses jours sont marques par de nouveaux bienfaits, Il prolonge la Vie, ele secourt l'indigência; Le plaisir d'être utile est seul recompensa SA".
Havia gravatas e chapéus uma Cagliostro la. Ele deu grandes somas para os pobres e curado as suas doenças de forma gratuita, para o desgosto dos praticantes legítimos. Sua casa estava sempre repleta de convidados nobres, que vieram para testemunhar as sessões estranhos. As pessoas iam para cear com os tons de Voltaire, Rousseau, e outras celebridades mortas, antigas e modernas - convocados a partir do "profundo vasty" para divertir uma aristocracia frívola. Como foram esses fantasmas evocados? Espelhos côncavos, escondida confederados, e imagens lançadas sobre a fumaça de incenso queima, constituem a arte da fantasmagoria.
Arthur Edward Waite, autor de várias obras sobre a história da magia e alquimia, embora reconhecendo o fato de Cagliostro "truques transcendental", parece pensar o mago chamado estava realmente possuído de dons ocultos de algum tipo que ajudou nenhum pouco sua incomparável rogueries. Ele diz: "O conhecimento místico que além da idade em que ele viveu foi, sem dúvida, dele, e embora ele ainda era superficial, ele tinha um gênio para fazer mais do mesmo". Falando da carreira do charlatão em Paris, Waite diz: "Ele assumiu agora o papel de um mago prático, e surpreendeu a cidade pela evocação de fantasmas, que ele causou a aparecer, por vontade do pesquisador, em um espelho ou em um vaso de água cristalina. Esses fantasmas igualmente representados os seres vivos e mortos, e como às vezes conluio parece ter sido quase impossível, e como a teoria da coincidência é absurda, não há razão para supor que ele produziu resultados que devem, por vezes, ter espantado a si mesmo. Todos Paris, de qualquer forma, foi criado pensando em seus encantos e prodígios, e é sério afirmou que Luís XVI foi tão encantada com "le divin Cagliostro," que ele declarou quem feriu deve ser considerado culpado de traição. No Versailles, e na presença de vários ilustres nobres, ele disse ter causado a aparição em espelhos e vasos, e não apenas dos espectros de pessoas ausentes ou falecidos, mas os seres animados e comovente de uma descrição fantasmagórica, incluindo muitos homens mortos e mulheres selecionados pelos espectadores atônitos ".
Talvez a verdade da questão é que Cagliostro havia tropeçado sobre alguns dos fatos do hipnotismo e telepatia, que quando exibiu com o bom mise-en-scene produzido efeitos maravilhosos semelhantes à magia verdadeira.
Um interessante caneta-retrato do mago está contida nas memórias do Conde Beugnot, que conheci na casa de Madame la Motte, em Paris. Beugnot diz:
"Cagliostro era de estatura mediana, um pouco corpulento, com uma tez de oliva, um pescoço muito curto, rosto redondo, dois olhos grandes em um nível com as bochechas, e um largo, nariz arrebitado .... Seu cabelo estava vestida de uma nova forma de França, sendo dividida em várias pequenas mechas unidas atrás da cabeça, e foram torcido para cima, em que foi chamado então um clube.
"Ele usava naquele dia um casaco cinza-ferro do francês fazer, com rendas de ouro, um colete escarlate enfeitada com rendas espanhol larga, calças vermelhas, com a espada em loop para a saia do casaco e um chapéu atado com uma pena branca, a decoração um último ainda exigido de saltimbancos, dente de gavetas, e outros profissionais médicos que proclamam e varejo suas drogas ao ar livre. Cagliostro partiu este traje de rendas babados, vários anéis valiosos, e sapatos de fivelas que eram, é verdade, do design antigo, mas brilhante o suficiente para ser levado para os diamantes reais .... O rosto, traje e todo o homem fez uma impressão em mim que eu não poderia impedir. eu ouvia a conversa. Ele falou algum tipo de medley, metade francês e metade italiano, e fez muitas citações que podem ser árabe, mas que ele não incomodar-se a traduzir. Eu não conseguia se lembrar mais de suas conversas do que o herói tinha falado do céu, das estrelas, de o Grande Segredo, de Memphis, do sumo sacerdote, da química transcendental, de gigantes e bestas monstruosas, de uma cidade dez vezes maior que Paris, no meio de África, onde teve correspondentes. "
No dia dia 22 de agosto de 1785, Cagliostro foi preso sob uma lettre-de-cachet, e lança-se a Bastilha, acusado de cumplicidade no "Affaire du Collier," como é chamado nos arquivos mofo do Parlamento francês. Absolvido pela Justiça, ele foi banido da França por ordem de Louis XVI. Ele foi para a Inglaterra, e lá, no dia 20 de junho de 1786, previu a queda da Bastilha, declarando que iria ser levantado do chão e convertido em um passeio público. Como esta profecia se cumpriu, a história vai testemunhar.
Cagliostro tinha um negócio peculiar, na qual estavam gravadas as letras misteriosas "LPD" Estas cartas são supostamente para defender a frase latina ", Lilia pedibus destrue", que traduzido significa, "pisa aos pés os lírios" - em alusão à queda do monarquia francesa. Muitos escritores teosóficos têm colocado crença implícita na missão de Cagliostro como o emissário secreto de um Corpo Oculto trabalhar para a regeneração da humanidade.
Levando esta idéia para um tema, Alexandre, o Grande - que da caneta, não pela espada tem construído uma série de romances improváveis ??embora altamente romântica sobre a personalidade de Cagliostro, intitulado "As Memórias de um médico" e "O Diamante Colar ". Em verdade, em verdade, Dumas pai tinha uma imaginação elástica!
Depois de fazer sua profecia sobre a Bastilha, Cagliostro partiu para seu velho posição de vantagem, o Continente. Ele não foi capaz de impressionar os cabeças-duras, práticos ingleses com suas pretensões de poderes ocultos. Os maçons repudiou-o com desprezo, e não é uma cópia rara de idade, muito valorizado por colecionadores, que retrata o desmascaramento do famoso mágico em uma das lojas de Londres. As autoridades policiais dos diversos países teve por este tempo tornar-se plenamente consciente de imposturas de Cagliostro. Ele foi proibido de praticar o seu sistema peculiar da medicina e da Maçonaria na Áustria, Alemanha, Rússia e Espanha. Desenhado como uma agulha de magnetita na rocha, ele foi para Roma. Isso foi em 1791. Ele foi preso pela Santa Inquisição e condenado à morte como um feiticeiro e maçom, mas o Papa Pio VI comutou a pena de prisão perpétua no castelo sombrio de San Leon, Urbino. Aqui em um calabouço subterrâneo, ele preocupava-lhe a vida no silêncio e na escuridão, até o ano de 1795, quando ele morreu. Um inspetor francês de prisões italianas, que visitou a fortaleza de San Leon, 06 de março de 1795, relatou que viu uma frase com autógrafo escrito por Cagliostro na parede calabouço. Cagliostro esposa morreu em um convento, sinceramente arrependido de seus pecados.
Cagliostro casa no bairro de Marais, Paris, continua de pé - um memorial em pedra de seu antigo mestre. Situa-se no St. rue Claude a um ângulo de os Beaumarchais Boulevard. Ele era originalmente propriedade dos Orvilliers Marquês d', e foi selecionado e fornecido pelo cardeal de Rohan como residência para o Grande Cophta. A mansão sombria de idade teve uma história peculiar. Cagliostro desocupado-lo no dia 13 de Junho de 1788, por ocasião do seu exílio da França. Tudo durante a Grande Revolução a casa permaneceu fechada e intacta. Dezoito anos de repouso imperturbado faleceu. A poeira baixou espessa sobre os laboratórios, sobre a sessão de salas e salões; aranhas construíram suas teias sobre os tetos dourados. Finalmente, no ano napoleônica de 1805, as portas da mansão foram desprendeu, e os móveis e objetos antigos raros pertencentes ao ilusionista mortos foram leiloados. Uma multidão ociosa de QUID de freiras se reuniram para testemunhar a venda das retortas, cadinhos, elixires, et cetera; para erguer cerca de, e especular sobre as escadas secretas
que corria através das paredes do edifício. Em 1855 houve alguns reparos feitos. Os salões grandes foram cortados em pequenos apartamentos.
As pessoas passam e re-passar esse fantasma casa todos os dias, mas não um em cem sabe que o grande mago residia uma vez lá, e prendeu a corte alta. Como uma esfinge enorme, que dormita na luz solar do século XIX, alegremente inconsciente do mundo animado sobre isso, e sonhos do velho mundo sonhos de amor e beleza, de magia e mistério. Se essas paredes mudos pudesse falar, o que histórias fascinantes da superstição e da loucura que possam se desdobrar para os nossos ouvidos se perguntando! Sim, nesta casa antiga, que remonta à pré-revolucionária Paris, ao antigo regime, o necromante grande conhecido como Cagliostro viveu, no auge de sua fama, poderoso como um nobre, admirado, ou melhor, adorado por dupes principescos. Nesses anos dourados de sua vida, ele nunca foi assombrado por visões perturbadoras das masmorras da Santa Inquisição, bocejando para recebê-lo? Ah, quem pode dizer! Graças às fofocas memórias de escritores do período, eu sou capaz de dar uma caneta-retrato, composto se quiser, de algumas das cenas que foram promulgadas na mansão antiquada.
É noite. As lanternas balançando nas ruas de Paris vislumbre de idade irregularmente. Silêncio paira sobre a cidade com asas sombrias. Nenhum som é ouvido salvar o barulho da patrulha em suas rondas. A rue St. Claude, no entanto, é toda a animação e confusão. Um grande "soirée magique" está sendo realizada na casa de Monsieur le Comte de Cagliostro. Pesados ??antigas carruagens moda ficar na frente da porta, com cocheiros pendendo de sono nas caixas, e linkboys jogos rudes uns com os outros no canil. Um estrondo na rua - ha, há, lacaios! Saiam da frente! Aí vem o treinador do meu Senhor Cardeal, Príncipe Louis de Rohan. Há um clarão de tochas. Servos em liveries lindos de vermelho e dourado, com perucas empoadas, abra a porta do veículo, e deixe descer as escadas com um acidente. Monsenhor le Cardinal, celebrante da missa no palácio real de Versalhes, o homem do prazer e do alquimista, desce. Ele está envolto em um manto escuro, como se para disfarçar tribunal, mas é apenas um pretexto educado. Ele entra na mansão de seu amigo do peito, Cagliostro, o mago. Dentro, tudo é uma chama de luz. Um busto em tamanho real dos ornamentos Cagliostro divinas o foyer. Os visitantes são recebidos em um apartamento mobiliado generosamente no segundo andar. Além disso é a sala de sessão, uma câmara misteriosa pendurados com roupagem sombria. Velas de cera em castiçais de prata de altura, dispostos sobre o lugar em pentágonos e triângulos místicos, iluminam o lugar.
No centro da sala está uma mesa com um pano preto, em que são bordadas  em vermelho os símbolos do mais alto grau dos Rosacruzes. Sobre esta shekinah estranho é colocado o aparelho cabalístico do necromante - pouco estranho figuras egípcias de Isis, Osíris, frascos de águas lustrais, e um grande globo cheio de água clarificada. É tudo muito estranho. Atualmente os convidados estão sentados em um círculo em volta do altar, e formar uma cadeia magnética. Como a frase cronistas antigos que, para eles entra Cagliostro, o Grande Cophta, o homem que viveu há milhares de anos, habitadas em roupas vistosas, como o arco-hierofante de um antigo templo egípcio. O clarividente é agora trazido, uma criança de pureza angelical, que nasceu sob uma constelação certa, de nervos delicados, grande sensibilidade, e, além disso, os olhos azuis. Ela é ordenado a ajoelhar-se diante do mundo, e relacionar o que ela vê nele. Cagliostro faz passar por cima dela, e comanda os gênios para entrar na água. A alma do vidente é penetrado com a aura magnética que emana do mago. Ela se torna agitada, range os dentes, e declara que ela vê os eventos que ocorrem naquele momento em Viena, São Petersburgo, Roma e Kamschatka.
Cada um dos presentes é transportado com alegria. Monsenhor le Cardinal de Rohan é encantado, encantado, e elogia o necromante para os céus. Como estranho e maravilhoso! Albertus Magnus, Nostradamus e Apolônio de Tiana não devem ser comparados com o Cagliostro todo-poderoso. Na verdade ele é o descendente dos taumaturgos egípcios.
A sessão é seguida por um banquete. Rosa de folhas são regados ao longo dos convidados do teto dourada, plashes água perfumada em fontes, e uma orquestra oculta de violinos, flautas e harpas toca melodias suaves. A cena lembra uma das festas esplêndidas das voluptuaries romanos nos dias decadentes do império. A bela Lorenza Feliciani, esposa, de enchanter empate, discursos eruditamente de silfos, salamandras e gnomos, no jargão dos Rosacruzes. O cardeal, suas veias em fogo com amor e champanhe, olha amorosamente para ela. Mas ele está pensando o tempo todo da aristocrática Marie  Antoinette, que o trata com desprezo tão cruel. Mas Cagliostro prometeu para ganhar a rainha para ele, para derreter seu coração gelado com amor-philters e talismãs mágicos. Deixe-o, mas possuem a sua alma na paciência um pouco. Tudo vai ficar bem. Sim, de fato, bem o suficiente para pousar o prelado altivo na Bastilha, e iniciar o mágico em que a trajectória descendente da Inquisição em Roma.
A noite se esvai. As luzes do salão de banquete queimar mais e mais. Finalmente, o dames Grandes e os senhores levar a sua partida. Quando o carro último rolou na escuridão Cagliostro, e sua esposa bocejar cansado, e se aposentar aos seus respectivos apartamentos para dormir. Os áugures de Roma, diz um poeta latino, não conseguia olhar para o outro sem rir. Cagliostro e Lorenza em licitação uns aos outros sorrisos boa-noite de câmbio de astúcia incalculável. As máscaras caíram esfinge de seus rostos, e eles sabem uns dos outros para ser - charlatães e impostores, predando sobre uma  sociedade supersticiosa.    O mago está sozinho. Ele coloca a sua luz de cera em cima de uma escrivaninha, e joga-se em uma poltrona diante da lareira grande, entalhada e dourada com a imagem de muitos grotesco. As chamas das toras em chamas tecer todos os tipos de formas fantásticas sobre piso e teto. O vento uiva sem na chaminé como um espírito perdido. As figuras bordadas na tapeçaria assumir formas monstruosas de presságio do mal - alguazils, inquisidores encapuzadas e carcereiros com chaves enferrujados e as correntes.
Mas o mágico não vê nada de tudo isso, não ouve o grito de alerta do vento: ele está pensando em seus alojamentos recém-nascidos do Ocultismo egípcio, e de ouro louis d'or para ser conjurada dos cofres de seus dupes parisienses.
Originalmente publicado na revista Cosmopolitan. Outubro 1899.

SENHOR DESMANIPULADOR