TERROR GENERO


TERROR (GÊNERO) TERROR OU HORROR É UM GÊNERO LITERÁRIO, CINEMATOGRÁFICO OU MUSICAL, QUE ESTÁ SEMPRE MUITO LIGADO À FANTASIA E À FICÇÃO ESPECULATIVA, E É CRIADO COM INTUITO DE CAUSAR MEDO, ATERRORIZAR. TAMBÉM PODE SER VERIFICADO NA PINTURA, NO DESENHO, NOS FILMES E FOTOGRAFIA. A ABSTRATA IDEIA DE TERROR OU O ATO DE TRANSMITIR O SENTIMENTO DE TERROR OU HORROR PODE SER VERIFICADO EM TODAS AS FORMAS DE ARTE. AO DECORRER DA DÉCADA DE 1990, ATÉ OS DIAS DE HOJE, O GÊNERO TAMBÉM COMPREENDE UM ESTILO DE DESENVOLVIMENTO DE JOGOS ELETRÔNICOS. TERROR NA LITERATURA A LITERATURA DE TERROR É UM GÊNERO LITERÁRIO E É COMUM QUE AS OBRAS LIGADAS AO HORROR SEJAM CONFUNDIDAS COM AS DE TERROR, POIS TANTO NAS LIVRARIAS E BIBLIOTECAS COMO NA MENTE DE GRANDE PARTE DOS LEITORES E DOS CRÍTICOS, FICAM NA MESMA SEÇÃO. A VERDADE É QUE AS DUAS POSSUEM UMA ENORME DIFERENÇA. DE FATO, A LITERATURA DE TERROR (ENCONTRADA EM MUITOS DOS CONTOS DE POE) VOLTA-SE PARA A CRIAÇÃO DE UMA ATMOSFERA DE SUSPENSE CUJA EXPLICAÇÃO NADA POSSUI DE SOBRENATURAL, SENDO ESSENCIALMENTE PSICOLÓGICA. É POR EXEMPLO O CASO DE O BARRIL DE AMONTILLADO, DO CITADO AUTOR. NADA EXISTE ALI DE SOBRENATURAL: É APENAS O RELATO DA VINGANÇA DE MONTRESOR, QUE EMPAREDA VIVO AO DESAFORTUNADO FORTUNATO. O LIVRO CUJO, DO CONSAGRADO ESCRITOR STEPHEN KING, TRADUZIDO NO BRASIL COMO CÃO RAIVOSO, É A HISTÓRIA, EVIDENCIADA PELO TÍTULO, DE UMA FAMÍLIA, ATERRORIZADA POR UM CÃO DA RAÇA SÃO-BERNARDO CHAMADO CUJO, QUANDO ELE É MORDIDO POR UM MORCEGO PORTADOR DE HIDROFOBIA. POR SEU LADO, A LITERATURA DE HORROR CONTÉM INDISSOCIAVELMENTE ELEMENTOS DO SOBRENATURAL, MUITAS VEZES ASSOCIADOS A COMPONENTES TÍPICOS, POR EXEMPLO, DA FICÇÃO CIENTÍFICA. É O CASO DE FRANKENSTEIN, NO QUAL UM CIENTISTA (NO CASO, UM MÉDICO) DECIDE CRIAR UM SER (UM NOVO PROMETEU) UNINDO PARTES RETIRADAS DE CADÁVERES E USANDO A ELETRICIDADE COMO FLUIDO VITAL. MAS ELA TAMBÉM RECORRE AO FOLCLORE E À CULTURA TRADICIONAL (É O CASO DE DRÁCULA E CARMILLA), À RELIGIÃO (APRISIONADO COM OS FARAÓS, DE LOVECRAFT), ISTO É, AO SOBRENATURAL - OU MESMO A SUPOSTOS PODERES LATENTES NO SER HUMANO: LEIA-SE O CONTO O ESTRANHO CASO DO SR. WALDEMAR (POE), NO QUAL O DITO SR. WALDEMAR, PRESTES A MORRER, É MESMERIZADO E PERMANECE VIVO ENQUANTO DURA O TRANSE. A IDEIA DE ESCAPAR À MORTE É RECORRENTE NA LITERATURA DE HORROR; ALÉM DO ÓBVIO FRANKENSTEIN, TEMOS VENTO FRIO, DE LOVECRAFT, CUJO PERSONAGEM PRINCIPAL, MESMO ESTANDO MORTO, CONSEGUE SE MANTER VIVO MEDIANTE SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO INSTALADO EM SEU APARTAMENTO. TAMBÉM DE LOVECRAFT, EXISTE O CASO DE CHARLES DEXTER WARD, COM A IDEIA DA REENCARNAÇÃO PREMEDITADA. O GÊNERO DE TERROR OU HORROR NA LITERATURA TEM A INTENÇÃO OU CAPACIDADE DE ATEMORIZAR OU ASSUSTAR OS SEUS LEITORES, ATRAVÉS DA INCLUSÃO DE SENTIMENTOS DE HORROR E TERROR. EM SUAS DIVERSAS MANIFESTAÇÕES, É NATURAL A EXISTÊNCIA DE UMA ASSUSTADORA ATMOSFERA DE ESTRANHEZA. O TERROR PODE SER TANTO SOBRENATURAL, COMO NÃO-SOBRENATURAL. COMUMENTE A CENTRAL AMEAÇA POR TRÁS DE UMA OBRA DE FICÇÃO DE TERROR PODE SER INTERPRETADA COMO UMA METÁFORA PARA OS GRANDES MEDOS DA SOCIEDADE. AS ANTIGAS ORIGENS DO GÊNERO FORAM REFORMULADAS NO SÉCULO XVIII COMO TERROR GÓTICO, COM A PUBLICAÇÃO DE O CASTELO DE OTRANTO (1764) DE HORACE WALPOLE. HISTÓRIA O TERROR NA LITERATURA TEM SUAS ORIGENS NO FOLCLORE E EM TRADIÇÕES RELIGIOSAS, FOCANDO NA MORTE, NA IDEIA DE VIDA APÓS A MORTE, NO MAL, EM DEMÔNIOS E NO PRINCÍPIO DE ALGO INCORPORADO À PESSOA. ESTES MANIFESTARAM-SE EM HISTÓRIAS DE BRUXAS, VAMPIROS, LOBISOMENS, FANTASMAS E PACTOS COM DEMÔNIOS, TAIS COMO O QUE VERIFICA-SE NO FAUSTO DE GOETHE.

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