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sexta-feira, novembro 29, 2013

A HISTORIA DE MARIA MÃE DE JESUS


Maria (mãe de Jesus)
Maria (hebraico: מִרְיָם, Miriam; aramaico: Maryām; árabe: مريم, Maryam; grego: Μαρία, María), também conhecida como Maria de Nazaré, Santa Maria, Mãe Maria, Virgem Maria, Nossa Senhora, Santíssima Virgem Maria, Theotokos, Maria, Mãe de Deus e, no Islã, como Maria, Mãe de Isa é a mulher israelita 5 de Nazaré, identificada no Novo Testamento e no Alcorão como a mãe de Jesus através da intervenção divina (Mateus 1:16-25, Lucas 1:26-56, Lucas 2:1-7). Jesus é visto como o messias — o Cristo — em ambas as tradições, dando origem ao nome comum de Jesus Cristo. Maria teria vivido na Galileia no final do século 1 a.C. e início do século 1 d.C., é considerada pelos cristãos como a primeira adepta ao cristianismo.

Os evangelhos canônicos de São Mateus e São Lucas descrevem Maria como uma virgem  (grego: παρθένος, parthenos).  Tradicionalmente, os cristãos acreditam que ela concebeu seu filho milagrosamente pela ação do Espírito Santo. Os muçulmanos acreditam que ela concebeu pelo comando de Deus. Isso ocorreu quando ela estava noiva de José e aguardava o rito do casamento, que tornaria a união formal.7 Ela se casou com José e o acompanhou a Belém, onde Jesus nasceu.3 De acordo com o costume judaico, o noivado teria ocorrido quando ela tinha cerca de 12 anos, o nascimento de Jesus aconteceu cerca de um ano depois. 
O Novo Testamento começa o seu relato da vida de Maria com a anunciação, quando o anjo Gabriel apareceu a ela anunciando que Deus a escolheu para ser a mãe de Jesus. A tradição da Igreja e os escritos apócrifos afirmam que os pais de Maria eram um casal de idosos, São Joaquim e Santa Ana.
A Bíblia registra o papel de Maria em eventos importantes da vida de Jesus, desde o seu nascimento até a sua ascensão. Escritos apócrifos falam de sua morte e posterior assunção ao céu.

Os cristãos da Igreja Católica, da Igreja Ortodoxa, da Igreja Ortodoxa Oriental, da Igreja Anglicana e da Igreja Luterana acreditam que Maria, como mãe de Jesus, é a Mãe de Deus  (Μήτηρ Θεοῦ) e a Theotokos, literalmente Portadora de Deus. Maria foi venerada desde o início do cristianismo.9 10 Ao longo dos séculos ela tem sido um dos assuntos favoritos da arte, da música e da literatura cristã.
Há uma diversidade significativa nas crenças e práticas devocionais marianas entre as grandes tradições cristãs. A Igreja Católica tem uma série de dogmas marianos, como a Imaculada Conceição de Maria e Assunção de Maria. Os católicos se referem a ela como Nossa Senhora e a veneram como a "Rainha do Céu" e "Mãe da Igreja", porém, a maioria dos protestantes não compartilha dessas crenças,   atribuindo a ela um papel mínimo dentro do cristianismo por conta das poucas referências bíblicas sobre sua vida.

No novo testamento 
“    O Novo Testamento relata sua humildade e obediência à mensagem de Deus e faz dela um exemplo para cristãos de todas as idades. Fora das informações fornecidas no Novo Testamento pelos Evangelhos sobre a dama da Galileia, a devoção cristã e a teologia construíram uma imagem de Maria, que cumpre a previsão atribuída a ela no Magnificat: «Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada.» (Lucas 1:48)    ”
     
— "Mary." Web: 29Sep2010 Encyclopædia Britannica Online.,
O nome "Maria" vem do grego Μαρία, que é uma forma abreviada de Μαριάμ. O nome do Novo Testamento foi baseado em seu nome original em hebraico, מִרְיָם ou Miryam. Ambos, Μαρία e Μαριάμ, aparecem no Novo Testamento.
Maria, a mãe de Jesus, é chamada pelo nome cerca de vinte vezes no Novo Testamento.

Referências específicas 
O Evangelho de Lucas menciona Maria frequentemente em relação aos outros evangelhos, identificando-a pelo nome doze vezes, todas elas na narrativa da infância (Lucas 1:27,30,34,38,39,41,46,56, Lucas 2:5,16,19,34).
O Evangelho de Mateus menciona seu nome por cinco vezes, quatro delas (Mateus 1:16,18,20, Mateus 2:11) na narrativa da infância e apenas uma vez (Mateus 13:55) fora da narrativa da infância.
O Evangelho de Marcos cita Maria apenas uma vez (Marcos 6:3) e a menciona como a mãe de Jesus, sem nomeá-la, em Marcos 3:31.
O Evangelho de João se refere a ela duas vezes, a descreve como mãe de Jesus, mas não a menciona pelo nome. Ela é vista pela primeira vez no casamento em Caná da Galileia (João 2:1-12) que é mencionado apenas neste evangelho, também é o único texto dos evangelhos canônicos em que Maria dirige a palavra a Jesus adulto. A segunda referência em João, também exclusivamente listada neste evangelho, descreve a mãe de Jesus junto à cruz de seu filho com o (também não nomeado) "discípulo a quem Jesus amava" (João 19:25-26).
No livro dos Atos, escrito segundo Lucas, Maria e os irmãos de Jesus são mencionados na companhia dos onze apóstolos que estavam reunidos no cenáculo, depois da ascensão (Atos 1:14).
No livro do Apocalipse (Apocalipse 12:1-6), João não identifica explicitamente a "mulher vestida de sol" como Maria de Nazaré. No entanto, alguns intérpretes fizeram essa conexão.

 Família e infância 


egundo uma tradição católica estima-se que a Virgem teria nascido a 8 de setembro,   num sábado, [carece de fontes] data em que a Igreja festeja a sua Natividade.  Também é da tradição pertencer à descendência de Davi - neste sentido existem relatos de Inácio de Antioquia, Santo Irineu, São Justino e de Tertuliano - consta ainda dos apócrifos Evangelho do Nascimento de Maria e do Protoevangelho de Tiago e é também de uma antiga tradição que remonta ao século II que seu pai seria São Joaquim, descendente de David, e que sua mãe seria Sant'Ana, da descendência do sacerdote Aarão.
Alguns autores afirmam que Maria era filha de Eli, mas a genealogia fornecida por Lucas alista o marido de Maria, São José, como "filho de Eli". A Cyclopædia de M'Clintock e Strong16 diz:
“    É bem conhecido que os judeus, ao elaborarem suas tabelas genealógicas, levavam em conta apenas os varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido desta filha em lugar do filho do avô materno. (Números 26:33).    ”
Possivelmente por este motivo Lucas diz que José era filho de Eli (Lucas 3:23).
Pelo texto Caverna dos Tesouros, atribuído a Efrém da Síria, Ana (Hannâ ou Dînâ) era filha de Pâkôdh e seu marido se chamava Yônâkhîr.  Yônâkhîr e Jacó eram filhos de Matã e Sabhrath.  Jacó foi o pai de José, desta forma, José e Maria eram primos.  Maria nasceu sessenta anos depois que seu pai, São Joaquim, tomou Santa Ana por esposa. 
De acordo com o costume judaico aos três anos, Maria teria sido apresentada no Templo de Jerusalém, é também da tradição que ali teria permanecido até os doze anos no serviço do Senhor, quando então teria morrido seu pai, São Joaquim.
Com a morte do pai teria se transferido para Nazaré, onde São José morava. Três anos depois realizar-se-iam os esponsais. Os padres bolandistas, que dirigiram a publicação da Acta Sanctorum de 1643 a 1794, supõem em seus estudos que São Joaquim era irmão de São José, o que caracterizaria um caso de endogamia, o que era comum entre os judeus.

Palavras de Maria

Nos Evangelhos Maria faz uso da palavra por sete vezes, três delas dirigidas ao Anjo da Anunciação, o Magnificat em resposta a Isabel, duas dirigidas ao seu Filho e uma só e última vez dirigida aos homens (aos servos das bodas de Caná) que a Igreja Católica conserva com todo o valor de um testamento:
Na Anunciação:
Como poderá ser isto, se não conheço varão? (Lucas 1:34).
"Eis aqui a serva do senhor, faça-se em mim, segundo a Tua palavra (Lucas 1:38)
Na Visitação (o Magnificat):
"A minha alma engrandece o Senhor." (Lucas 1:46-55)
Jesus entre os doutores:
"Filho, porque fizeste isto conosco? eis que teu pai e eu te procurávamos angustiados." (Lucas 2:48).
Bodas de Caná:
"Não têm mais vinho"... (João 2:3).
"Fazei tudo o que Ele vos disser" (João 2:5).
Palavras dirigidas a Maria

Nos Evangelhos por oito vezes a palavra é dirigida a Maria:
Na Anunciação:

A saudação do anjo: Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo. (Lucas 1:28).

O anúncio da Encarnação: Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho a quem porás o nome de Jesus. (Lucas 1:30-33).
Por obra e graça do Espírito Santo: O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o que nascer será chamado Santo, Filho de Deus. (Lucas 1:35-37).

  A Profecia de Simeão:
Simeão Lhe fala da espada que trespassará o coração: ...e uma espada trespassará a tua própria alma a fim de que se descubram os pensamentos de muitos corações. (Lucas 2:34).
Na Visitação:
Isabel ao responder à sua saudação: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! (Lucas 1:42-45).
Jesus entre os doutores:
O Menino-Deus a responde no templo: Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai? (Lucas 2:49)
Nas Bodas de Caná:
Cristo:Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. (João 2:4)
Stabat Mater:
Por Cristo na Cruz: Jesus, vendo a sua Mãe e, junto d'Ela, o discípulo que amava, disse à sua Mãe: "Mulher, eis aí o teu filho." Depois disse ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe." E daquela hora em diante o discípulo a levou para sua casa. (Lucas 19:26-27).
                            As sete dores de Maria 
Ver artigo principal: Sete dores de Maria
A historiografia de Maria colhe uma tradição fundada nos evangelhos que venera as suas Sete Dores, são sete momentos da sua vida em que passou por sofrimento humano notável:
Primeira dor: a profecia de Simeão.
Segunda dor: a fuga para o Egipto.
Terceira dor: Jesus perdido no Templo.
Quarta dor: Maria encontra o seu Filho com a cruz a caminho do Calvário.
Quinta dor: Jesus morre na Cruz.
Sexta dor: Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe.

Sétima dor: o corpo de Jesus é sepultado.

Devoção cristã 

                                        2ª a 5º Século

A devoção cristã a Maria mostra claros sinais no início do século II e antecede o surgimento de um sistema específico litúrgico mariano no século V, após o Primeiro Concílio de Éfeso em 431. O próprio conselho foi realizada em uma igreja que havia sido dedicada a Maria cerca de cem anos antes.18 19 20 No Egito, a veneração a Maria tinha começado no século III e o termo Theotokos foi usado por Orígenes, o pai da Igreja de Alexandria.
A mais antiga oração mariana que se conhece (o sub tuum praesidium, ou sob vossa proteção) é do início do 2° século e seu texto foi redescoberto em 1917 em um papiro no Egito.22 23 Após o Édito de Milão em 313, imagens artísticas de Maria começaram a aparecer em maior número em grandes igrejas estavam sendo dedicadas a ela, como por exemplo, a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
                                    Idade Média
Durante a Idade Média muitas lendas surgiram sobre Maria, sobre seus pais e até mesmo avós.
                                 Após a Reforma 
Ao longo dos séculos, a devoção a Maria tem variado entre as tradições cristãs. Por exemplo, enquanto os protestantes dão pouca atenção aos hinos e orações marianas, os ortodoxos veneram a mãe de Jesus e a consideram "mais ilustre do que os Querubins e mais gloriosa que os Serafins."
O teólogo ortodoxo Sergei Bulgakov escreveu: "O amor e a veneração a Virgem Maria é a alma da devoção ortodoxa. A fé em Cristo, que não inclui sua mãe, é uma outra fé."
Embora os católicos honrem e venerem Maria, não a vêem como divina e muito menos a adoram. Os católicos creem que Maria é subordinada a Cristo, mas ainda assim, ela está acima de todas as outras criaturas.30 Da mesma forma, o teólogo Sergei Bulgakov escreveu que, embora a Igreja Ortodoxa acredite em Maria como superiora a todos os seres criados e incessantemente ore por sua intercessão, ela não é considerada uma "substituta do único mediador", que é Cristo.29 Também escreve "Que Maria seja honrada, mas a adoração deve ser dada ao Senhor".

Os católicos utilizam o termo hiperdulia para definir a veneração a Maria, ao invés de latria, que se aplica exclusivamente a Deus e dulia, que se aplica aos outros santos e santas.  A definição da hierarquia de culto em três níveis, latria, hiperdulia e dulia, remonta ao Segundo Concílio de Niceia, em 787. 
As devoções a representações artísticas de Maria variam entre as tradições cristãs. Existe uma longa tradição da arte mariana católica romana e nenhuma imagem permeia essa arte como a Virgem com o Menino Jesus.  O ícone da Virgem é, sem dúvida, o ícone mais venerado entre os ortodoxos.35 Tanto católicos romanos quanto ortodoxos veneram as imagens e ícones de Maria, dado que o Segundo Concílio de Niceia, em 787, permitiu essa veneração dos católicos com o entendimento de que aqueles que veneram a imagem estão venerando na realidade a pessoa que ela representa,36 e o Sínodo de Constantinopla em 842, re-estabeleceu a veneração no oriente depois da controvérsia iconoclasta, que varreu o Império Bizantino nos séculos VIII e IX.  Os ortodoxos, no entanto, apenas oram e veneram imagens bidimensionais e não estátuas tridimensionais. 
A posição anglicana em relação a Maria é mais conciliadora do que os protestantes em geral e em um livro sobre a oração com os ícones de Maria escrito por Rowan Williams, Arcebispo de Cantuária, ele diz: "Não se trata apenas de não podermos compreender Maria sem vê-la fazendo referência a Cristo; não podemos entender a Cristo sem dar atenção a Maria."


                                         Títulos 
  
Títulos para homenagear Maria ou para pedir a sua intercessão por determinadas causas são usados ​​por algumas tradições cristãs (tais como a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica) e por outras não (por exemplo, o Protestantismo). Os títulos mais conhecidos são Maria, Mãe de Deus (Theotókos), Santíssima Virgem Maria, Nossa Senhora e Rainha do Céu (Regina Caeli). 
Títulos específicos variam entre os pontos de vista ecumênicos, católicos, ortodoxos, anglicanos, luteranos, protestantes, islâmicos e mórmons.
Maria é chamada de Theotokos pela Igreja Ortodoxa, Igreja Ortodoxa Oriental, Igreja Luterana, Igreja Anglicana e Igreja Católica, um título reconhecido no Terceiro Concílio Ecumênico (realizada em Éfeso, para abordar os ensinamentos de Nestório, em 431). Theotokos (e seu equivalente em latim, Deipara e Dei genetrix) significa literalmente "portadora de Deus". A frase equivalente "Mater Dei" (Mãe de Deus) é mais comum na América e na Igreja Católica de Rito Latino. O Concílio declarou que os pais da Igreja "não hesitaram em falar da Santa Virgem como Mãe de Deus". 
Alguns títulos possuem base bíblica, como por exemplo, Mãe Rainha, título dado a Maria por ela ser a mãe de Jesus, que por vezes é chamado de "Rei dos Reis" devido à sua linhagem que remonta ao rei Davi. A base bíblica para a o termo rainha pode ser vista em Lucas 1:32 e no livro do profeta Isaías 9:6, e Mãe Rainha a partir de 1 Reis 2:19-20 e Jeremias 13:18-19.45 Outros títulos surgiram a partir de milagres relatados, aparições ou ocasiões especiais, como por exemplo, Nossa Senhora do Bom Conselho, Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Conceição Aparecida. 
Os três principais títulos de Maria usados ​​pelos ortodoxos são Theotokos ou Mãe de Deus (em grego Θεοτόκος), Aeiparthenos ou Sempre Virgem (em grego ἀειπαρθὲνος), como confirmado no Quinto Concílio Ecumênico em 553, e Panagia ou toda santa (em grego Παναγία).28 Um grande número de títulos são dados a Maria pelos católicos, e estes títulos têm, por sua vez, dado origem a muitas representações artísticas, por exemplo o título de Nossa Senhora das Dores, que resultou em obras-primas como Pietà de Michelangelo

 Festas Marianas

As primeiras festas relacionadas a Maria cresceram fora do ciclo de festas que celebravam a natividade de Jesus. Segundo o Evangelho de Lucas (Lucas 2:22-40), quarenta dias após o nascimento de Jesus, juntamente com a apresentação de Jesus no templo, Maria foi purificada de acordo com os costumes judaicos, a Festa da Purificação começou a ser celebrada por volta do século V e se tornou a Festa de Simeão em Bizâncio.
Nos séculos VII e VIII, quatro festas marianas foram criadas na Igreja Oriental. Na Igreja Católica de Rito Latino uma festa dedicada a Maria, pouco antes do Natal, foi comemorada nas Igrejas de Milão e Ravenna, na Itália, no século VII. As quatro festas marianas da Purificação, Anunciação, Assunção e Natividade de Maria foram gradativamente e esporadicamente, introduzidas na Inglaterra no século XI.
Com o tempo, o número e a natureza das festas (e dos títulos associados a Maria) e as práticas venerativas que as acompanham têm variado muito entre as diversas tradições cristãs. De um modo geral, são significativamente mais títulos, festas e práticas venerativas marianas entre os católicos do que quaisquer outras tradições.50 Algumas festas fazem referência a eventos específicos, por exemplo, a festa de Nossa Senhora da Vitória foi baseada na vitória em 1571 dos Estados Papais na Batalha de Lepanto.
A diferenças nas festas também podem se originar a partir de questões doutrinárias – a Assunção de Maria e a Dormição de Maria são um exemplo, dado que não há um acordo entre todos os cristãos sobre as circunstâncias do fim da mãe de Jesus.  Enquanto a Igreja Católica celebra a festa da Assunção em 15 de Agosto, alguns católicos orientais celebram a Dormição da Theotokos em 28 de Agosto, se eles seguirem o calendário juliano. A Igreja Ortodoxa também celebra a Dormição da Theotokos, uma de suas doze grandes festas. Os protestantes não celebram estas ou quaisquer outras festas marianas.

Doutrina cristã 

Há uma diversidade entre as doutrinas marianas das igrejas cristãs, as principais delas podem ser descritas resumidamente da seguinte forma:
Mãe de Deus: afirma que Maria, por ser a mãe de Jesus é, portanto, a mãe de Deus.
Nascimento virginal de Jesus: afirma que Maria concebeu Jesus milagrosamente pela ação do Espírito Santo, permanecendo virgem após o parto.
Dormição: afirma que Maria entrou em sono profundo, antes de sua morte natural.
Assunção: afirma que Maria foi levada de corpo e alma para o céu.
Imaculada Conceição: afirma que Maria foi concebida sem pecado original.
Perpétua Virgindade: afirma que Maria permaneceu virgem durante toda a sua vida.
A aceitação destas doutrinas por cristãos podem ser classificadas como se segue: 
DoutrinaDefinida emAceita por
Nascimento virginal de JesusPrimeiro Concílio de Niceia, 325Católicos Romanos, Ortodoxos, Anglicanos, Luteranos
Protestantes, Mórmons
Mãe de Deus ("Theotokos")Primeiro Concílio de Éfeso, 431Católicos Romanos, Ortodoxos, Anglicanos, Luteranos, Metodistas
Mórmons (como Mãe do Filho de Deus)
Perpétua VirgindadeSegundo Concílio de Constantinopla, 533
Artigos de Esmalcalde, 1537
Católicos Romanos, Ortodoxos, alguns Anglicanos e alguns Luteranos
Imaculada ConceiçãoIneffabilis Deus
encíclica do Papa Pio IX, 1854
Católicos Romanos, alguns Anglicanos e alguns Luteranos
Assunção de MariaMunificentissimus Deus
encíclica do Papa Pio XII, 1950
Católicos Romanos, Ortodoxos, alguns Anglicanos e alguns Luteranos

No Credo de Niceia (constituído no Primeiro Concílio de Niceia, em 325) a Igreja se referia a Jesus Cristo como o próprio Deus. Posteriormente, no Primeiro Concílio de Éfeso, realizado na Igreja de Maria em 431, o dogma Mãe de Deus (Theotokos) foi proclamado. Esta doutrina é aceita por algumas das principais tradições cristãs. A New Catholic Encyclopedia diz: "Maria é realmente a mãe de Deus, se se satisfizerem duas condições: que ela é realmente a mãe de Jesus e que Jesus é realmente Deus."60 O termo Mãe de Deus já havia sido usado na mais antiga oração a Maria que se conhece, sub tuum praesidium, que data de aproximadamente 250 AC.61 Segundo São Tomás de Aquino: "A Santíssima Virgem, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade, de certo modo infinita, derivada do bem infinito que é Deus".

O nascimento virginal de Jesus tem sido uma crença universalmente aceita entre os cristãos desde o século II,  ela está incluída nos dois credos cristãos mais utilizados, o Credo Niceno-Constantinopolitano e o Credo dos Apóstolos. O Evangelho de Mateus descreve Maria como a virgem que cumpre a profecia de Isaías 7:14. Os autores dos Evangelhos de Mateus e Lucas consideram a concepção de Jesus não como resultado de relações sexuais com José ou qualquer outra pessoa (afirmam que Maria "não teve relações com homem algum" antes do nascimento de Jesus em Mateus 1:18, 25 e Lucas 1:34), mas sim como obra de Deus, pela ação Espírito Santo. 
As doutrinas da Assunção ou Dormição de Maria estão relacionadas com a morte e assunção corpórea da virgem ao céu. Enquanto a Igreja Católica Romana criou o dogma da assunção (ou seja, que a Maria foi para o céu de corpo e alma, embora não se saiba ao certo que tenha acontecido a dormição) a Igreja Ortodoxa acredita na Dormição , embora nem todos os teólogos aceitem a Assunção, ainda que essa seja uma tradição antiquíssima. 
Os católicos romanos acreditam na Imaculada Conceição de Maria, proclamada em Ex Cathedra pelo Papa Pio IX em 1854. Este dogma afirma que ela estava cheia de graça, desde o momento de sua concepção no ventre de sua mãe, sendo preservada da mancha do pecado original. A Igreja Católica Romana tem uma festa litúrgica com esse nome, que é comemorada em 8 de Dezembro.67 A Igreja Ortodoxa rejeita a Imaculada Conceição, principalmente porque a sua compreensão do pecado original difere das idéias da Igreja Católica Romana. 
A virgindade perpétua de Maria afirma que Maria foi virgem antes, durante e após o nascimento do filho de Deus feito homem. O termo Sempre Virgem (em grego: ἀειπάρθενος) é aplicado neste caso, afirmando que Maria permaneceu virgem durante toda a sua vida, fazendo com que a concepção e nascimento de Jesus, seu filho único, sejam considerados atos milagrosos

Perspectivas cristãs 
 
As perspectivas cristãs marianas incluem uma grande variedade de opiniões. Enquanto alguns cristãos, como os católicos romanos e ortodoxos orientais, têm bem estabelecido tradições marianas, protestantes em geral dão pouca atenção para esse tema. A Igreja Católica Romana, Igreja Ortodoxa, Igreja Ortodoxa Oriental, Igreja Anglicana e Igreja Luterana veneram a virgem maria, cada um de um modo diverso.
A veneração pode assumir a forma de oração, pedindo a intercessão dela juntamente com o seu Filho, Jesus Cristo, e também de composições de poemas e canções, pinturas e esculturas, títulos em sua homenagem, revelando uma posição de destaque em relação aos demais santos e santas.

No Catolicismo Romano

Na Igreja Católica, Maria é reconhecida pelo título de bem-aventurada, em reconhecimento a sua assunção ao céu e a sua capacidade de interceder em favor daqueles que recorrem a ela por meio de orações e práticas devocionais. Os ensinamentos católicos deixam claro que Maria não é considerada divina e orações a ela dirigidas não são respondidas por ela, mas por Deus. Os cinco dogmas católicos em relação a Maria são: Mãe de Deus, Nascimento virginal de Jesus, Perpétua Virgindade de Maria, Imaculada Conceição e Assunção de Maria.
Mais do que em qualquer outro grupo cristão, a Santíssima Virgem ocupa um lugar destacado entre os católicos, que além de possuírem doutrinas e ensinamentos teológicos relacionados a Maria, também celebram as festas em honra aos seus títulos, cantam hinos, rezam uma variedade de orações e peregrinam a templos marianos.  O Catecismo da Igreja Católica diz que "A devoção da Igreja à Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão".
Os católicos romanos têm realizado atos de consagração a Maria em diferentes níveis, seja pessoal, social ou regional. Ensinamentos católicos afirmam que a consagração a Maria não diminui ou substitui o amor por Deus, muito pelo contrário, o reforça, portanto, todas as consagrações são de certa forma feitas a Deus.
O crescimento da devoção mariana no século XVI, inspirou santos católicos a escreverem livros como Glórias de Maria (de Afonso de Ligório) e Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria (de Louis-Marie Grignion), que enfatizam a veneração mariana e ensinam que "o caminho para Jesus é por intermédio de Maria".  Devoções marianas são, às vezes, ligadas à devoção cristocêntrica, como por exemplo, a Aliança dos Corações de Jesus e Maria.
As principais devoções a Maria incluem as Sete Dores de Maria, o Santo Rosário e o Escapulário,78 79 e as principais orações são Ave Maria, Angelus, Salve Rainha, Lembrai-vos e o Magnificat.80 Os meses de Maio e Outubro são meses tradicionalmente marianos para os católicos romanos. Em Outubro, o rosário diário é incentivado e em Maio, práticas devocionais tem o seu ápice em muitas regiões. 
Papas emitiram uma série de encíclicas e cartas apostólicas marianas para incentivar a devoção e veneração a Virgem Maria, como por exemplo, Redentoris Mater de João Paulo II, onde ele começou com a frase "A Mãe do Redentor tem um lugar bem preciso no plano da salvação",  enfatizando a participação de Maria no processo de salvação e redenção.

Católicos colocam grande ênfase sobre o papel de Maria como protetora e intercessora, o Catecismo da Igreja Católica se refere a Maria como "Mãe de Deus cuja proteção é fiel em todos os perigos e necessidades".
No século XX, João Paulo II e o cardeal Joseph Ratzinger enfatizaram o foco mariano na Igreja. O futuro Bento XVI, quando sugeriu um redirecionamento de toda a Igreja ao programa do Papa João Paulo II, a fim de assegurar uma abordagem autêntica à cristologia através de um retorno à "verdade sobre Maria".  , escreveu:
    É necessário voltar-se a Maria se quisermos retornar à verdade sobre Jesus Cristo, a verdade sobre a Igreja e a verdade sobre o homem.    

No Protestantismo
rotestantes em geral rejeitam a veneração e invocação dos santos.  Protestantes sustentam que Maria era a mãe de Jesus, porém, era uma mulher comum dedicada a Deus, portanto, não há nenhuma veneração, festas, peregrinações, artes, músicas ou algum tipo de espiritualidade dedicada a Maria nas comunidades protestantes de hoje. No âmbito destas opiniões, crenças e práticas católicas romanas, são por vezes rejeitadas. O teólogo Karl Barth, por exemplo, escreveu que "a heresia da Igreja Católica é a sua Mariologia".
Alguns dos primeiros protestantes veneravam e honravam Maria. Martinho Lutero escreveu que: "Maria é cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado. A graça de Deus enche-la com tudo de bom e faz com que ela desprovida de todo o mal".96 No entanto, a partir de 1532, Lutero deixou de celebrar a festa da Assunção de Maria e também interrompeu o seu apoio à Imaculada Conceição.97
No texto do Magnificat (registrado em Lucas 1:46-55), Maria proclama "Minha alma se alegra em Deus meu Salvador" e esta necessidade de um salvador pessoal é vista pelos protestantes como a expressão de que Maria nunca pensou em si mesma como "concebida sem pecado".

João Calvino disse: "Não se pode negar que Deus, na escolha e destinação de Maria para ser a Mãe do seu Filho, concedeu-lhe a maior honra".98 No entanto, Calvino rejeitou firmemente a ideia de que alguém, além de Cristo, tenha poder de interceder pelo homem.
Embora Calvino e Ulrico Zuínglio honrem Maria como a Mãe de Deus no século XVI, eles fizeram-no menos do que Martinho Lutero.100 Assim, a idéia de respeitar e honrar Maria não foi rejeitada pelos primeiros protestantes, porém, chegaram a criticar os católicos romanos pelo modo como veneravam Maria. Após o Concílio de Trento no século XVI, a veneração mariana tornou-se associada aos católicos e o interesse protestante em Maria diminuiu. Durante a idade do Iluminismo, o interesse em Maria dentro de igrejas protestantes quase desapareceu, embora anglicanos e luteranos continuassem a honrá-la de algum modo.
Protestantes reconhecem que Maria é "bendita entre as mulheres" (Lucas 1:42), mas não concordam que Maria deve ser venerada. Ela é considerada um excelente exemplo de uma vida dedicada a Deus.
No século XX, os protestantes reagiram em oposição ao dogma católico da Assunção de Maria. O tom conservador do Concílio Vaticano II começou a reparar as diferenças ecumênicas e protestantes começaram a demonstrar interesse em temas marianos. Em 1997 e 1998, houve diálogos ecumênicos entre católicos e protestantes, mas até agora, a maioria dos protestantes dão pouca atenção a questões marianas, muitas vezes enxergam esse assunto como um desafio à autoridade das Escrituras.55
Alguns livros de orações luteranos e anglicanos contém a oração "Ave Maria" em sua versão pré-Trindentina que não possuia a frase: Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós agora e na hora de nossa morte, que foi adicionada pela Igreja Católica Romana em 1566
 

                                        No Luteranismo
Apesar de ásperas polêmicas de Martinho Lutero contra os seus adversários católicos romanos sobre questões relativas à Maria e aos santos, teólogos parecem concordar que Lutero aderiu ao decretos marianos dos concílios ecumênicos e dos dogmas da igreja. Ele apegou-se à crença de que Maria era virgem perpétua e Mãe de Deus (Theotokos).  Uma atenção especial é dada a afirmação de que Lutero, cerca de trezentos anos antes da dogmatização da Imaculada Conceição pelo Papa Pio IX em 1854, era um firme adepto dessa visão. Outros sustentam que Lutero, nos últimos anos, mudou sua posição em relação a Imaculada Conceição, que naquele tempo era indefinido na Igreja (entretando, mantinha-se a idéia da impecabilidade de Maria ao longo de sua vida).  Para Lutero, nos primeiros anos de sua vida, a Assunção de Maria foi um fato compreendido, embora posteriormente ele tenha deixado de celebrar essa festa afirmado que a Bíblia não diz nada sobre isso.  "Ao longo de sua carreira como um padre, professor e reformador, Lutero pregou, ensinou e argumentou sobre a veneração a Maria com uma verbosidade que variava de piedade infantil a polêmicas sofisticadas. Suas opiniões estão intimamente ligadas à sua teologia cristocêntrica e suas conseqüências para a liturgia e a piedade".  Lutero, ao mesmo tempo em que reverenciava Maria, chegou a criticar os "papistas" por ofuscar a admiração da alta graça de Deus com serviços religiosos dados a outras criaturas. Ele considerou a prática católica romana de celebrar o dia dos santos e fazer pedidos de intercessão dirigindo-se a eles e a Maria como idolatria.  Suas considerações finais sobre a devoção e veneração mariana são preservadas em um sermão em Wittenberg, um mês antes de sua morte:

(Portanto, quando pregamos a fé de que não devemos adorar nada além de Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, como dizemos no Credo: "Creio em Deus Pai todo-poderoso e em Jesus Cristo", então estamos permanecendo no templo de Jerusalém. Mais uma vez, "Este é meu Filho amado, ouvi-lo". "Você vai encontrá-lo numa manjedoura". Ele somente faz isso. Mas a razão diz o oposto: "O que, nós? Devemos adorar somente a Cristo? Na verdade, não deveríamos também homenagear a santa mãe de Cristo? Ela é a mulher que esmagou a cabeça da serpente. Ouve-nos, Maria, porque o teu Filho a ti honra e ele não pode recusar-te nada. Aqui Bernardo foi longe demais em sua Homilies on the Gospel: Missus est Angelus.  Deus ordenou que devemos honrar os pais, por isso clamo a Maria. Ela vai interceder por mim com o Filho e o Filho com o Pai, que vai ouvir o Filho. Então você tem a imagem de Deus com raiva e Cristo como juiz; Maria mostra a Cristo seu seio e Cristo mostra suas chagas para o Pai irado (...) Maria é a mãe de Cristo, certamente Cristo irá ouvi-la; Cristo é um juiz severo, por isso clamo a São Jorge ou a São Cristóvão. Não, temos sido por ordem de Deus batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, assim como os judeus eram circuncidados. )No entanto, certas igrejas luteranas, como a Igreja Católica Anglo-Luterana, continuam a venerar Maria e os santos da mesma forma que os católicos romanos fazem, sustentando todos os dogmas marianos como parte de sua fé.

 No Metodismo

Na Igreja Metodista Unida, bem como em outras igrejas metodistas, não há escritos oficiais ou ensinamentos sobre a Virgem Maria, exceto o que é mencionado na Bíblia e nos credos ecumênicos. Acreditam que Cristo foi concebido no ventre de Maria por meio do Espírito Santo e que ela deu à luz como uma virgem. John Wesley, clérigo anglicano fundador do movimento metodista, acreditava que a Virgem Maria foi uma virgem perpétua, ou seja, ela nunca teve relações sexuais.117 118 A Igreja sustenta que Maria era virgem antes, durante e imediatamente após o nascimento de Cristo. Enquanto muitos metodistas rejeitam este conceito, outros acreditam. (John Wesley, em uma carta a um amigo católico romano, declarou que:
"A Santíssima Virgem Maria, que, assim como depois, quando ela o trouxe, continuou uma pura e imaculada virgem." O artigo II dos Artigos de Religião da Igreja Metodista afirma que:
O Filho, que é a Palavra do Pai, o Deus verdadeiro e eterno, de uma substância com o Pai, tomou a natureza humana no ventre da Virgem Maria, de modo que duas naturezas inteiras e perfeitas, isto é, a divina e a humana, foram unidas em uma só pessoa, para nunca mais ser dividida, e do qual é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que realmente sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, para reconciliar seu Pai conosco, para ser um sacrifício, não só pela culpa original, mas também pelos pecados atuais dos homens.

A partir daí, a Virgem Maria é considerada a Theotokos (ou Mãe de Deus) na Igreja Metodista, embora o termo normalmente seja usado pela "Alta Igreja" e por evangélicos católicos.
O artigo II de A Confissão de Fé do Livro da Disciplina" afirma:
Nós acreditamos em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, em quem as naturezas divina e humana são perfeitamente e inseparavelmente unidas. Ele é o Verbo eterno feito carne, o Filho unigênito do Pai, nascido da Virgem Maria pelo poder do Espírito Santo. Como servo ele viveu, sofreu e morreu na cruz. Ele foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu para estar com o Pai, de onde ele deve retornar. Ele é eterno Salvador e Mediador, que intercede por nós e por ele todas as pessoas serão julgadas.A partir desta afirmação, metodistas rejeitam as idéias católicas de Maria como corredentora e medianeira da fé. As Igrejas Metodistas não concordam com a veneração dos santos, de Maria e de relíquias, acreditando que a reverência e louvor são unicamente para Deus. No entanto, estudando a vida de Maria e as biografias de santos, é considerado adequado a visão deles como exemplos de bons cristãos.122 As Igrejas Metodistas rejeitam as doutrinas da Imaculada Conceição e da Assunção de Maria, afirmando que Cristo foi a única pessoa a viver uma vida sem pecado e subiu de corpo e alma ao céu)

  Na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias 
Na primeira edição do Livro de Mórmon (1830), Maria foi referida como "a mãe de Deus, à maneira da carne",124 frase que foi alterada por Joseph Smith para "mãe do Filho de Deus" em todas as seguintes edições (1837 -). 
                                         No Antitrinitarismo 
Antitrinitários, como os unitaristas, cristadelfianos e as testemunhas de Jeová  consideram Maria como a mãe de Jesus. Eles não consideram Jesus como Deus e não consideram Maria como a Mãe de Deus. Igrejas não trinitárias costumam crer no mortalismo, orações e práticas devocionais a Maria (a quem eles consideram estar em "sono profundo" aguardando a ressurreição) não fazem parte de suas doutrinas.128 Emanuel Swedenborg diz que Deus não poderia abordar diretamente os maus espíritos para resgatar os bons espíritos sem destruí-los (Êxodo 33:20, João 1:18), assim, Deus engravidou Maria dando a Jesus Cristo o acesso para o mal da hereditariedade da raça humana, a qual ele poderia se aproximar, redimir e salvar.

 No Islamismo
Maria, a mãe de Jesus, é mencionada como Maryam no Alcorão, onde aparece mais do que em todo o Novo Testamento.130 131 Ela desfruta de uma posição singularmente distinta e honrada entre as mulheres no Alcorão. Uma Sura (capítulo) do Alcorão é intitulada "Maryam" (Maria), a única Sura do Alcorão com o nome de uma mulher, em que a história de Maria (Maryam) e Jesus (Isa) é contada segundo a visão islâmica. 
Ela é mencionada no Alcorão com o título de Nossa Senhora (syyidatuna), filha de Imran e Hannah. 
Ela é a única mulher nomeada diretamente no Alcorão, declarada (junto com Jesus) ser um sinal de Deus para a humanidade (Al-Muminun, 23:50); aquela que guardava a sua castidade; a obediente (At-Tahrim, 66:12); escolhida por sua mãe e dedicada a Deus, enquanto ainda estava no ventre (Al-i-Imran, 3:36); exclusivamente (entre mulheres) aceita em serviço de Deus, entregue aos cuidados de um dos profetas do Islã, Zakariya (Zacarias) (Al-i-Imran, 3:37); em sua infância residiu no Templo de Salomão e tinha acesso exclusivo ao Al-Mihrab (entende-se como o Santo dos Santos) (Al-i-Imran, 3:37). 

Maria também é chamada de a escolhida, a purificada (Al-i-Imran, 3:42); a sinceríssima (Al-Ma'ida, 5:75); seu filho foi concebido por meio da ação de Deus (Al-i-Imran, 3:45); e exaltada acima de todas as mulheres da humanidade (Al-i-Imran, 3:42).
O Alcorão relata narrativas detalhadas de Maryam (Maria) em dois lugares, Sura 3 e Sura 19. As crenças de que Maria foi concebida sem pecado e que ela permaneceu virgem após o parto são aceitas pelos muçulmanos.134 135 136 O relato feito na Sura 19 do Alcorão é quase idêntica ao Evangelho de Lucas, ambos começam com a visita de um anjo a Zakariya (Zacarias) com a boa nova do nascimento de Yahya (João Batista), seguido pela anunciação. 
Na tradição islâmica, Maria e Jesus eram as únicas crianças que não poderiam ser tocadas por Satanás no momento de seu nascimento, pois Deus impôs um véu entre eles e o anjo caído.138 Segundo o autor Shabbir Akhtar, a perspectiva islâmica sobre a Imaculada Conceição de Maria é compatível com a doutrina católica de mesmo nome. 
O Alcorão diz que Jesus foi o resultado de um nascimento virginal. O relato mais detalhado da anunciação e nascimento de Jesus é fornecido na Sura 3 e 19 do Alcorão, onde está escrito que Deus enviou um anjo para anunciar que ela em breve teria um filho, apesar de ser uma virgem.

    Outras perspectivas 
                                          No Paganismo Romano 
Desde o início do cristianismo, a crença na virgindade de Maria e na concepção virginal de Jesus (como indicado nos evangelhos, fenômenos santos e sobrenaturais), foram usadas por detratores, políticos e religiosos, como tópicos de discussões, debates e escritos, especificamente destinados a desafiar a divindade de Jesus e, portanto, os cristãos e o cristianismo.  No século II, o filósofo grego Celsus, defensor do politeísmo, sugeriu que Jesus era o filho ilegítimo de um soldado romano chamado Panthera, essa foi uma das primeiras polêmicas anti-cristãs.  As opiniões de Celsus chamaram a atenção de Orígenes, padre da Igreja em Alexandria, Egito, que considerou o ponto de vista dele uma história inventada.  O quanto Celsus se baseou em fontes judaicas continua a ser um tema de discussão. 
                                              No Judaísmo 

A questão dos parentes de Jesus no Talmude também afeta a visão de sua mãe. No entanto, o Talmude não menciona Maria pelo nome e é atencioso ao invés de apenas polêmico.  A história sobre Panthera também é encontrada no Toledot Yeshu, as origens literárias não podem ser rastreadas com toda a certeza, mas é improvável que seja anterior ao século IV, sendo tarde demais para incluir lembranças autênticas de Jesus.148 The Blackwell Companion to Jesus afirma que o Toledot Yeshu não tem fatos históricos e talvez tenha sido criado como uma ferramenta para afastar as conversões ao cristianismo.149 O nome Panthera pode ser uma distorção do termo parthenos (virgem), Raymond E. Brown considera a história uma explicação fantasiosa do nascimento de Jesus, que inclui pouquíssimas evidências. 
                                    Na Arábia do quarto século 
De acordo com o heresiologista do século IV, Epifânio, em sua obra intitulada Panarion, a Virgem Maria era adorada como uma deusa mãe na seita árabe conhecida como coliridianismo, grupo composto principalmente por mulheres, tendo ainda muitas sacerdotisas que faziam oferendas de pães para a Virgem Maria, juntamente com outras práticas. O grupo foi condenado como herético pela Igreja Católica Romana.

  Estudo do Jesus histórico 

Até hoje estudiosos continuam a discutir a data do nascimento de Jesus a partir de várias perspectivas, incluindo análise textual, registros históricos e testemunhas pós-apostólicas.152 Bart D. Ehrman sugeriu que o método histórico nunca poderá comentar sobre a possibilidade de aspectos sobrenaturais.
A declaração em Mateus 1:25 de que "José não conheceu Maria até que ela deu à luz um filho" tem sido debatida entre os estudiosos, alguns sugerindo que Maria não permaneceu virgem durante toda a sua vida.154 Outros afirmam que palavra grega hoes (ou seja, "até") denota um estado até certo ponto, mas não significa que o estado terminou depois desse ponto, e que Mateus 1:25 não confirma ou nega a virgindade de Maria após o nascimento de Jesus.
Outros versos bíblicos também foram debatidos, como por exemplo, a referência em Romanos 1:3 de que Jesus vinha "da descendência de Davi segundo a carne", supondo-se que São José é o pai de Jesus.158 No entanto, a maioria dos estudiosos rejeitam essa interpretação, dado que Paulo usou a palavra grega genomenos (ou seja, tornar-se), a "descendência de Davi" provavelmente se refere a linhagem de Maria. 


                                      Representação nas artes

A devoção e o culto à Virgem Maria têm sido expresso nas artes em especial na arte sacra e na arte religiosa desde os tempos dos Padres da Igreja até os tempos modernos, ressaltando-se sobre o tema os grandes mestres do Renascentismo e do Barroco. No barroco mineiro as obras do Aleijadinho, tanto os afrescos como as esculturas, são também obras notáveis de representação da Virgem.
                                             Literatura 
Muitos autores escreveram sobre Maria e suas virtudes e predicados, dentre eles Dante Alighieri na sua obra A Divina Comédia: És tão grande, Senhora, e tão poderosa, que quem pretenda alcançar uma graça sem recorrer a ti, deseja o impossível de voar sem asas. (Paraíso XXXIII, 13-15). Miguel de Cervantes, em "El licenciado Vidriera"; García Lorca, em "Romancero Gitano"; Tagore, em "La luna nueva" e famoso ainda é o "Poema à Virgem" de José de Anchieta, dentre muitas outras obras literárias e poéticas.

  Escultura 
São inúmeras as esculturas representando Maria. A sua mais famosa representação é a Pietà de Michelangelo que se encontra na Basílica de São Pedro no Vaticano. No Brasil destacam-se, principalmente no período barroco, as obras de Aleijadinho.
                                                   Música 
A música mais conhecida é Ave Maria de Franz Schubert e de Gounod. Vários outros compositores escreveram música para o texto da "Ave Maria", entre os quais pode-se citar também Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini e Bonaventura Somma.

Pintura

 grande a quantidade de pinturas contendo cenas da vida da Virgem Maria, são inúmeras as obras de pintores europeus, do barroco e do renascimento, que se encontram nos principais museus europeus.
Dentre as inúmeras pinturas de cenas da vida de Maria ou que buscaram retratá-La destacam-se as obras de Antonello da Messina, Bayerischer Meister, Caravaggio, Dante Gabriel Rossetti, Diego Velázquez, Dirck Bouts, Domenico di Bartolo, Domenico Ghirlandaio, El Greco, Fra Angelico, Fra Filippo Lippi, Francisco de Zurbarán, Gabriel Wuger, Geertgen tot Sint Jans, Georges de La Tour, Gertrude Psalter, Giotto di Bondone, Gregorio Fernández, Jacques Daret, Jean Malouel, Leonardo da Vinci, Lorenzo Monaco, Luigi Crosio, Melozzo da Forlì, Michelangelo Buonarroti,Murillo, Parmigianino, Peter Paul Rubens, Pietro Lorenzetti, Pietro Perugino, Pompeo Batoni, Raffaello Sanzio, Rogier van der Weyden, Salvador Dalí, Sandro Botticelli, Teófanes, o Grego e Tiziano Vecellio, dentre vários outros.
                Cinema 
A figura de Maria de Nazaré tem sido retratada em vários filmes, inclusive em:
The Miracle (1959)
Jesus de Nazaré (filme)
Ben-Hur
A Maior História de Todos os Tempos
The Nativity Story
A Canção de Bernadette
A Paixão de Cristo
O Rei dos Reis
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A Concepção de Maria segundo o Espiritismo

O Espiritismo é uma ciência de observação e ao mesmo tempo uma doutrina filosófica de consequências religiosas, que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos e de suas relações com a vida material. Além disso, a Doutrina Espírita nos convida a desenvolver uma fé raciocinada, analisando os fatos de forma coerente, buscando compreender a razão daquilo que acreditamos. Allan Kardec defende que a religião deve caminhar em consonância com a ciência, de modo que a primeira não ignore a última e vice-versa. E é baseado nesses princípios que analisaremos a questão proposta neste artigo.

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Para algumas religiões, a concepção de Maria é tida como um milagre, através da ação do "Espírito Santo". Este fato, explicaria uma fecundação assexuada. Já segundo a Doutrina Espírita, não existem milagres, todos os acontecimentos fazem parte da Lei Natural, criada por Deus em sua infinita perfeição, desta forma, não há a necessidade de o Criador realizar milagres para provar sua grandiosidade. A questão dos milagres para o Espiritismo é elucidada em "A Gênese", no tópico, "Faz Deus milagres?":
"Não sendo necessários os milagres para a glorificação de Deus, nada no Universo se produz fora do âmbito das leis gerais. Deus não faz milagres, porque, sendo como são perfeitas as suas leis, não lhe é necessário derrogá-las. Se há fatos que não compreendemos, é que ainda nos faltam os conhecimentos necessários".
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O fato de Jesus ter sido gerado de forma milagrosa contraria as vias normais de reprodução, e para o Espiritismo esta é uma questão relevante, uma vez que a reprodução humana é uma consequência das Leis Naturais de Deus.A doutrina codificada por Allan Kardec não nega a participação do "Espírito Santo" na concepção de Jesus, até porque sua reencarnação foi minimamente planejada pela espiritualidade superior (aqui entra a participação do "Espírito Santo"), entretanto, a fecundação de Maria se deu por vias normais, através de relação sexual entre ela e José, como acontece entre todos os casais.
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Mas então, como surgiu o mito da virgindade de Maria?
Acredita-se que a Igreja tenha disseminado essa tese, a fim de diminuir a promiscuidade entre as pessoas. A prática sexual naquela época era permitida apenas com o intuito de procriação, isso para não provocar a extinção da raça humana. Quanto menor fosse a relação sexual entre os casais, menores seriam os seus pecados.Jesus com o passar do tempo tornou-se uma figura mitológica e, como sendo um Deus, não poderia ter nascido do pecado original cometido por Adão e Eva. Apesar dessas considerações, o Novo Testamento utiliza o termo "O Filho do Homem" 88 vezes. Esse termo refere-se a Jesus como um ser humano, e como tal, seu nascimento só poderia ter acontecido de forma natural.
Nas epístolas de Paulo, que são os registros mais antigos contidos na Bíblia, não há evidências da virgindade de Maria; o apóstolo refere-se a ela apenas como a mãe de Jesus. Os evangelhos bíblicos reforçam ainda que Maria e José tiveram outros filhos, não podendo persistir a virgindade de Maria:
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"Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José Simão e Judas?" (Mateus 13, 55)
A grande diferença em tudo isso é que o Espiritismo não interpreta o ato sexual como um pecado. O que torna o sexo imoral é como as pessoas o praticam. Não devemos viver para a prática sexual, mas o sexo é importante para gerar a vida, sendo um mecanismo natural do ser humano.
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A Visão do Espiritismo sobre Maria
É certo que Maria faz parte de um grupo de Espíritos evoluídos que vieram para preparar a chegada de Jesus. É um Espírito tão puro, que recebeu a missão nobre de conduzir o governador da Terra, modelo e guia da humanidade.Maria é sinônimo de amor, prova disto foi a sua resignação ao presenciar o sofrimento de seu filho, em nome da salvação da humanidade. E é por isso que este Espírito desperta tanta simpatia e admiração entre as pessoas. Há quem acredite que pedir a intercessão de Maria é o método mais eficaz de se chegar a Jesus, pois um filho não negaria o pedido de uma mãe.
Na literatura espírita, encontramos vários registros sobre Maria na espiritualidade. O livro Memórias de um Suicida descreve as atividades da Legião dos Servos de Maria, um grupo de Espíritos especializados no resgate de suicidas nas zonas inferiores. Após o socorro dos réprobos, os mesmos são encaminhados ao Hospital Maria de Nazaré. Esta instituição é dirigida pela mãe de Jesus. Camilo Cândido Botelho, autor espiritual desta obra, relata que a tarefa de cuidar de Espíritos suicidas não poderia ser desempenhada por outro Espírito a não ser Maria, por ela ser a referência de amor e de dedicação fraternal
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Além disso, milhares de fiéis pelo mundo todo dedicam sua fé e devoção a Maria. Em virtude disso, existem Espíritos abnegados que trabalham em seu nome, recebendo os pedidos e as orações e auxiliando aqueles que sofrem.
 importante ressaltar que a Doutrina Espírita alimenta um profundo respeito a qualquer forma de convicção religiosa, mesmo posicionando-se de forma diferente. E sabemos que Maria é um Espírito de luz e trabalha ao lado de Jesus em benefício da humanidade.
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quarta-feira, novembro 27, 2013

BIOGRAFIA,ALICE WHITE(ATRIZ)

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Alice White
Nascida Alva Branco, filha de uma corista, frequentou o Roanoke College na Virginia, seguindo para um curso de secretariado na Hollywood High Scholl. Tornou-se secretária do diretor Josef Von Sternberg. Após conhecer Charles Chaplin, passou a trabalhar com ele.
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Devido à sua personalidade vivaz, chegou a ser comparada com Clara Bow. Depois de fazer alguns filmes, atraiu a atenção do diretor Mervyn LeRoy, que viu potencial nela e a chamou para fazer Show Girl (1928).
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A Atriz abandonou a carreira em 1931, para melhorar suas habilidades, retornando dois anos depois. Mas sua carreira não seguiu, pois a atriz se viu envolvida em um escândalo devido ao seu envolvimento com o ator Jack Warburton.
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secundários, até ser completamente esquecida. Sua última aparição foi no filme Flamingo Road (1949).
Alice morreu de AVC aos 78 anos.
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Filmes

VEJA MAIS FOTOS DELA EM ARQUIVO DO MORTO-VIVO


•  Flamingo Road - Caminho da redenção (1949)
•  Girls' Town (1942)
•  Night of January 16th (1941)
•  Annabel Takes a Tour (1938)
•  King of the Newsboys (1938)
•  Telephone Operator (1937)
•  Big City (1937)
•  Coronado (1935)
•  Sweet Music (1935)
•  Secret of the Chateau (1934)
•  Gift of Gab (1934)
•  A Very Honorable Guy (1934)
•  Jimmy the Gent - Bancando o cavalheiro (1934)
•  Cross Country Cruise (1934)
•  King for a Night (1933)
•  Picture Snatcher (1933)
•  Luxury Liner (1933)
•  Employees' Entrance (1933)
•  Murder at Midnight (1931)
•  The Naughty Flirt (1931)
•  The Widow from Chicago (1930)
•  Sweethearts on Parade (1930)
•  Sweet Mama (1930)
•  Show Girl in Hollywood (1930)
•  Playing Around (1930)
•  The Show of Shows (1929) 
•  The Girl from Woolworth's (1929)
•  Broadway Babies (1929)
•  Hot Stuff (1929)
•  Naughty Baby (1928)
•  Show Girl (1928)
•  Lingerie (1928) 
•  Three-Ring Marriage (1928)
•  Harold Teen (1928)
•  The Big Noise (1928)
•  Mad Hour (1928)
•  Gentlemen Prefer Blondes (1928)
•  The Dove (1927)
•  The Private Life of Helen of Troy (1927)
•  Breakfast at Sunrise (1927)
•  The American Beauty (1927)
•  The Satin Woman (1927)
•  The Sea Tiger (1927)
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ALBERT FISH(SERIAL KILLER)


Albert Fish
Albert Hamilton Fish (19 de Maio de 1870 – 16 de Janeiro de 1936) foi um pedófilo sado-masoquista, serial killer e canibal. É também conhecido como Gray Man, Werewolf of Wysteria (Lobisomem de Wysteria), the Brooklyn Vampire (Vampiro de Brooklyn) e The Bogeyman (Papão). Fish gabou-se de ter “tido crianças em cada estado” e afirmou que molestou cerca de cem crianças. Durante a sua vida foi apenas suspeito de cinco mortes. Fish confessou três homicídios e ter atacado duas outras pessoas. Foi também julgado pelo rapto e assassinato de Grace Budd. Fish foi condenado à cadeira eléctrica.

Biografia 

Albert Fish nasceu em Washington em 1870. O seu pai tinha quarenta e três anos a mais que sua mãe e vários membros da sua família tinham doenças mentais, sendo que possuía um tio que sofria de fixações religiosas.
Quando Fish tinha 5 anos, seu pai sofreu um ataque cardíaco e a mãe deixou-o num orfanato. No orfanato ele era frequentemente agredido. Fish descobriu que gostava da dor física e começou a ter erecções quando era agredido, o que o influenciou a gostar do sadomasoquismo. Aos 7 anos sua mãe o tirou de lá porque havia conseguido um emprego.

Aos 9 ele caiu de uma cerejeira e machucou-se seriamente na cabeça, o que mais tarde causara dores de cabeça e pequenos problemas mentais (é muito comum acontecer isso entre os assassinos em série na infância).
Em 1882, aos 12 anos, Fish começou uma relação homossexual com um rapaz que trabalhava no telégrafo, que o incentivou a beber urina e a praticar coprofagia. Fish começou a visitar casas-de-banho públicas onde observava rapazes a despirem-se e aí passava grande parte dos seus fins-de-semana.
Em 1888 a sua mãe arranjou-lhe casamento com uma rapariga nove anos mais nova. Eles tiveram seis filhos: Albert, Anna, Gertrude, Eugene, John e Henry Fish.

Um ano depois, aos vinte anos mudaram-se para Nova York, onde começou a ter relações sado-masoquistas homossexuais. Em Nova York ele começou a estuprar crianças e participar de "atividades bizarras". Fish começou a trabalhar como pintor e continuava a molestar rapazes, a maioria com menos de seis anos.
Um dia, um dos seus amantes masculinos levou-o a um museu de cera, onde Fish ficou fascinado com a bissetriz de um pénis. Pouco depois desenvolveu um interesse móbido por castração. Durante uma relação com um homem mentalmente retardado, Fish tentou castrá-lo, mas o homem assustou-se e fugiu.
Fish começou a intensificar as suas idas a bordéis, onde podia ser chicoteado e agredido. Em 1903 foi preso por desfalque e cumpriu a sua pena em Sing Sing Correctional Facility, onde tinha relações sexuais com outros presos.

Em Janeiro de 1917 a sua mulher deixou-o por John Straube. Depois disto, Fish começou a ouvir vozes. Uma vez enrolou-se numa carpete, explicando que estava a seguir instruções do apóstolo João.
Por volta desta altura Fish tinha uma grande necessidade de masoquismo: pegava em bolas de algodão, embebia-as em álcool e pegava-lhes fogo no seu ânus, começou a espancar-se a si mesmo com um remo e espetava agulhas no seu corpo, entre o seu recto e o seu escroto. Normalmente ele retirava-as, mas começou a inseri-las tão profundamente que já não as conseguiu tirar. Raios X feitos posteriormente revelaram 29 agulhas na sua região pélvica.

Aos 55 anos começou a sofrer alucinações e ilusões. Fish acreditava que Deus lhe ordenava para torturar e castrar rapazes pequenos. Os médicos afirmaram que Fish sofria de uma psicose religiosa.
Em 1910 começou uma onda de homicídios. Atacou Thomas Bedden, em Wilmington, Delaware. Depois apunhalou um menino mentalmente retardado em 1919 Georgetown, Washington, D.C.. As suas vítimas preferidas eram meninos com doenças mentais ou negros, que ele achava que não seriam procurados.
Por volta de 1920 Fish viajou por 23 estados americanos pintando casas, ele via nesse trabalho como a perfeita oportunidade para cometer suas atrocidades às criancinhas. Fish lia frequentemente a bíblia e dizia que a voz de Deus o mandava matar.

Em Julho de 1924, Fish encontrou Beatrice Kiel, de 8 anos, a brincar sozinha na fazenda de seus pais. Fish ofereceu-lhe dinheiro para o ajudar a procurar ruibarbo nos campos vizinhos. Beatrice esteve quase a ir com Fish, mas a sua mãe afugentou-o. Fish voltou à fazenda e tentou dormir no celeiro, mas o pai de Beatrice encontrou-o e Fish foi-se embora.

Grace Budd 
No dia 25 de Maio de 1928 Edward Budd põe um anúncio na edição de domingo do the New York World: "homem jovem, 18, deseja a posição no campo. Edward Budd, 406 West 15th Street." Três dias depois, Fish, com 58 anos, visitou a família Budd em Manhattan, sob o pretexto de contratar Edward. Ele apresentou-se como Frank Howard, um agricultor de Farmingdale, Nova York. Foi então que conheceu Grace, irmã de Budd, então com 10 anos. Fish prometeu emprego e Edward e disse que o iria mandar buscar em alguns dias. Na sua segunda visita ele aceitou contratar Budd, e convenceu os pais, Delia Flanagan e Albert Budd I, a deixar a Grace acompanhá-lo a uma festa de aniversário naquela tarde, na casa de sua irmã. Grace saiu com Fish e nunca mais voltou.
A 5 de Setembro de 1930, a polícia prendeu Charles Edward Pope por suspeito pelo rapto. Pope foi acusado pela sua mulher e esteve preso durante 108 dias, entre a sua prisão e o seu julgamento, a 22 de Dezembro de 1930.

A carta 
Sete anos depois, em Novembro de 1934, uma carta anónima foi enviada aos pais de Grace Budd:
Querida Mrs. Budd
Em 1894 um amigo meu embarcou no Steamer Tacoma, Capt. John Davis. Eles navegaram de S. Francisco para Hong Kong, China . Quando chegaram lá, ele e dois outros desembarcaram e embriagaram-se. Quando eles voltaram o barco tinha ido. Na altura houve fome na China. A carne de qualquer espécie foi de $1-3 por libra. O sofrimento era tão grande entre os pobres que as crianças com menos de 12 anos eram vendidas para comida, para impedir outros morrerem de fome. Meninos e meninas com menos de 14 anos não estavam seguros na rua. Você pode entrar em qualquer loja e pedir bifes. A parte do corpo nu de um menino ou menina era mostrada e eles tiravam apenas que você queria. As partes de trás de um menino ou menina é a parte mais doce do corpo e é vendido como costeleta de carne de vitela pelo preço mais alto. John ficou lá tanto tempo, que adquiriu gosto pela carne humana. No seu regresso a Nova Iork ele roubou dois meninos, de 7 e 11. Levou-os para casa, despiu-os e atou-os num armário. Depois queimou tudo o que eles tinham. Várias vezes durante o dia e noite ele batia-lhes – torturava-os – para fazer a sua carne mais tenra. Primeiro ele matou o menino de 11 anos, porque ele tinha o rabo mais gordo e naturalmente a maior parte de carne dele. Todas as partes do seu corpo foram cozinhadas e comidas excepto a cabeça – ossos e tripas.

Ele foi assado no forno (todo do seu rebo), fervido, grelhado, frito e guisado. O menino mais pequeno foi seguinte, da mesma maneira. Na altura eu vivia em 409 E 100 St, perto deles. Ele dizia-me frequentemente que a carne humana era boa, e eu decidi provar. Num domingo, dia 3 de Junho de 1928, fui chamado por si a at 406 W 15 St. Levei um pote de queijo com morangos. Lanchámos. A Grace sentou-se no meu colo e beijou-me. Decidi-me a comê-la. Sob o pretexto de a levar a uma festa. Tu disseste que sim, que ela podia ir. Eu levei-a para uma casa vazia em Westchester, que já tinha escolhido. Quando chegámos lá, mandei-a ficar fora. Ela apanhou flores silvestres. Eu fui lá para cima e despi toda a minha roupa. Eu sabia que se não o fizesse ficaria com o seu sangue. Quando ficou tudo pronto, fui à janela e chamei-a. Então escondi-me num armário até que ela chegasse ao quarto. Quando ela me viu nu começou a chorar e tentou descer as escadas. Agarrei-a e ela disse que iria contar à mãe. Primeiro despi-a. Como ela lutava – mordia e arranhava. Abafei-a até à morte, depois cortei-a em pequenas partes. Cozinhei e comi. Como era doce e tenro o seu pequeno rabo. Levou-me nove dias para comer todo o corpo. Não a forniquei. Ela morreu virgem.

A senhora Budd não sabia ler, então o seu filho leu-a por ela. Fish admitiu mais tarde ao seu advogado que tinha mesmo violado Grace. Fish era um mentiroso compulsivo, contudo pode ser falso. Ele disse à polícia, que “nunca entrou na sua cabeça” violar a menina.
A carta foi enviada num envelope com um pequeno emblema em forma de hexágono, com as letras "N.Y.P.C.B.A." (New York Private Chauffeur's Benevolent Association). Um zelador da companhia disse à polícia que ele tinha levado alguns artigos de papelaria para casa, mas tinha deixado-os em sua casa no 200 East 52nd Street, quando se mudou. A dona da casa disse Fish tinha deixado o quarto uns dias antes e que o filho de Fish lhe tinha enviado dinheiro e Fish pediu-lhe que guardasse o quarto.
O detective William F. King, esperou pelo regresso de Fish. Mais tarde detiveram Fish, que aceitou ir à sede do interrogatório prestar declarações, mas quando passou a porta investiu sobre King, com uma navalha em cada mão. King conseguiu desarmá-lo e levou-o para a esquadra. Fish não negou o homicídio de Grace Budd, dizendo que foi até à casa do Budd para matar Edward e não Grace.

Descobertas depois da sua prisão 
A 11 de Fevereiro de 1927, Billy Gaffney brincava no corredor de fora do seu apartamento com o seu amigo Billy Beaton. Ambos desapareceram, mas o amigo foi encontrado no telhado do apartamento. Quando perguntaram a Beaton o que tinha acontecido a Gaffney, ele respondeu que o papão o tinha levado.
Inicialmente Peter Kudzinowski foi apontado como suspeito da morte do menino. Mas, Joseph Meehan viu a foto de Fish no jornal e identificou-o como o homem que viu a 11 de Fevereiro, tentanto acalmar um rapaz que transportava dentro de um carrinho de compras. O rapaz não queria vestir o casaco e estava a chorar pela mãe. O rapaz foi então arrastado para fora do carrinho. A polícia afirma que a descrição do rapaz corresponde a Billy Gaffney, cujo corpo nunca foi encontrado.
A mãe de Billy visitou Fish na prisão para tentar saber mais detalhes, ao que Fish respondeu “Eu levei-o para Riker Ave. Uma lixeira. Havia uma casa sozinha, não muito longe dali. Eu levei o corpo para aí. Tirei-lhe a roupa, amarreu-lhe os pés e mãos. Queimei-lhe as roupas e atirei os seus sapatos para a lixeira. Voltei e pus o carrinho na 59 St. No dia seguinte levei ferramentas… ”

Prisões Anteriores 
Fish casou a 6 de Fevereiro de 1930, em Waterloo, New York com “Mrs. Estella Wilcox” e divorciou-se uma semana depois. Fish foi detido em Maio de 1930 por “mandar uma carta obscena a uma mulher negra que respondia a anúncios para criada ”. Foi mandado para o hospital psiquiátrico de Bellevue em 1930 e 1931, depois das suas detenções.

Julgamento 

O julgamento do homicídio de Grace Budd começou a 11 de Março de 1935, em Nova York. Este julgamento demorou dez dias. Fish alegou insanidade e declarou ouvir vozes de Deus, que lhe diziam para matar crianças. Vários testes psiquiátricos testemunharam sobre os fetiches sexuais de Fish, bem como urofilia, coprofilia, pedofilia e masoquismo.
Um psiquiatra testemunhou a insanidade de Fish, mas o testemunho de Mary Nicholas, sua filha adoptiva de 17 anos alterou esta versão. Mary Nicholas afirmou que Fish tentava introduzir nos seus filhos e filhas em práticas masoquistas e molestação de crianças. O juiz declarou-o são e culpado, e condenou-o à pena de morte.
Depois da sentença, Fish confessou o homicídio de Francis X. McDonnell, de 8 anos, morto em Staten Island. No dia 15 de Julho de 1924, Francis brincava em frente de sua casa. A mãe de Francis viu um velho a passar, abrindo e fechando os punhos. Mais tarde, o velho foi visto novamente a observar Francis e os amigos a brincar. O corpo de Francis foi encontrado num bosque, onde um vizinho tinha visto Francis e o velho passarem. Francis foi assaltado e estrangulado com os seus suspensórios.
Fish foi executado a 16 de Janeiro de 1936, na cadeira eléctrica.

Possíveis vítimas 

Fish negou quaisquer envolvimentos com outros homicídios. Contudo é suspeito de 3 outras mortes. O detective William King acredita que Fish é o Vampiro de Brooklyn, um violador e assassino, que atacava preferencialmente crianças.
1927 - Yetta Abramowitz, 12 anos. Foi estrangulada e espancada no telhado de um apartamento de cinco andares. Morreu num hospital pouco depois de ter sido encontrada O assassino escapou, mas 20 detectives e muitos polícias caçavam um “jovem alto”, que se dizia que tentava aliciar jovens raparigas da vizinhança para corredores e becos a 14 de Maio de 1927.
1932 - Mary Ellen O'Connor, 16 anos. O seu corpo mutilado foi encontrado nos bosques em Far Rockaway, Queens a 15 de Fevereiro de 1932, perto de uma casa que Fish pintou.
1932 - Benjamin Collings, 17 anos