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quarta-feira, outubro 30, 2013

A HISTORIA DE ELZA SOARES


Elza Soares
Elza da Conceição Soares, mais conhecida pelo nome artístico Elza Soares (Rio de Janeiro, 23 de junho de 1937),  é uma cantora e compositora brasileira de samba, bossa nova, MPB, sambalanço, samba rock e hip-hop.


Biografia  

Elza Soares, filha do operário e tocador de violão Avelino Gomes Soares, e da lavadeira Rosária Maria da Conceição. Nasceu na favela da Moça Bonita, em Padre Miguel, que hoje é a Vila Vintém, e foi criada desde que nasceu no bairro da Água Santa. Em sua infância vivia a brincar na rua, soltar pipa, brincar com piões de madeira, até brigar com os meninos, era uma vida pobre, porém feliz para uma criança, apesar de ter que trabalhar, levando latas d'água na cabeça.


Aos doze anos de idade foi obrigada pelo pai a largar os estudos e a casar-se com Lourdes Antônio Soares, conhecido como Alaúrdes. Aos 13 anos teve seu primeiro filho, João Carlos, que nasceu prematuro e desnutrido. O bebê morreu de fome ainda recém-nascido. Nessa época, antes de seu filho falecer, e com ele ainda doente, fez de tudo para poder comprar os remédios necessários. Como tinha o sonho de cantar, participou do programa de Ary Barroso na Rádio Tupi, e fez sua primeira apresentação ao vivo no auditório da emissora, que era a maior de seu tempo. A princípio não foi levada a sério, por seu jeito bem humilde de falar e se vestir, mas ao cantar mostrou todo seu potencial. Assim ganhou um dinheiro de participação e comprou os remédios do filho, mas nem isto o salvou.

Com 14 anos engravidou novamente, e com 15 o ganhou um menino de parto prematuro, onde a criança nasceu muito desnutrida. Para seu desespero, seu segundo filho também veio a falecer com poucos dias de vida.Para manter o lar, e com o marido doente, teve que ajudá-lo e passou a trabalhar como encaixotadora e conferente na Fábrica de Sabão Véritas, no Engenho de Dentro. 
Aos 20 anos mais um duro golpe do destino se abateu sobre sua vida: Ficou viúva. Seu marido havia morrido de tuberculose.3 Sozinha no mundo, pois toda sua família havia morrido, Elza tinha   filhos para criar, quatro meninos e uma menina, sendo a menina recém-nascida ainda. Tudo isso foi uma situação de extremo sofrimento. Passou a trabalhar em todo tipo de serviço: Foi doméstica, faxineira, lavadeira, passadeira, e sempre mandando os filhos a escola, não os queria sem um bom futuro. Apesar de trabalhar em serviços do lar, seu sonho mesmo era cantar. Quando sobrava algum tempo, fazia algumas apresentações em bares, e crescia a cada dia.


Em 1959, aos 22 anos, vivendo uma situação desesperadora de extrema pobreza, onde passava muita fome, Elza deu um de seus filhos, a única menina, para uma família com mais posses poder criar. A menina estava desnutrido e doente, e não querendo perder mais um filho, se viu obrigada a aceitar o pedido de um casal rico que não podia ter filhos, que queria adotar a criança. Elza quis salvar a vida da menina e pensou que só assim ela teria um bom estudo e um futuro melhor. Foi prometido a Elza sempre que quisesse poderia ver a filha, mesmo que de longe, e que esse casal iria ajudá-la na criação dos outros filhos. Acreditando que não ia perder o contato com sua menina, Elza aceitou, e eles levaram a criança, mas Elza foi enganada, e o casal sumiu com sua filha.3 ficando só com seus 4 filhos, Elza entrou em grande depressão, e passou a fazer de tudo para achar sua filha.


Elza sofreu com a miséria e com a morte de entes queridos, e isso a fez muito infeliz, mas seguiu em seu propósito de vida, que era cantar, escrever letras, tinha um dom para música que nem ela sabia explicar, já que o som e a voz sempre foram sua vida. 
Aos 25 anos conheceu o famoso jogador de futebol Garrincha. Ela sofreu muito para estar ao lado dele: Uma cantora de início de carreira se envolve com um jogador de futebol casado, que se separou para assumir o relacionamento dos dois. Isso causou a fúria da sociedade, e Elza era xingada, ameçada de morte, sua casa era alvejada por ovos e tomates, tudo porque seu namorado quis se divorciar da esposa e todos a acusavam de ter acabado com o casamento de Garrincha.
Foram casados por 16 anos, de 1968 a 1982. Após casar-se com ele, os amigos de seu marido não aceitavam Elza como esposa, a xingavam de bruxa, pois ela rodava os bares pedindo para ninguém dar bebida alcoólica ao marido, que era alcoólatra.


Elza e Garrincha tiveram um filho, nascido em 1977, que o jogador queria tanto, pois só teve filhas mulheres com a outra esposa. O menino possuía o mesmo nome de seu pai, e era apelidado de Garrinchinha. Em 1983 Garrincha morreu de cirrose, o que a fez ficar arrasada, mesmo já estando separada dele. Em 1986, outra tragédia em sua vida: Seu filho morreu em um acidente de carro aos 9 anos de idade, ao ir visitar o túmulo do pai em Magé. Ela não aguentou a perda desse filho, estava derrotada, pensava em acabar com sua vida, até que saiu do Brasil e ficou 9 anos morando fora, fazendo turnês com shows na Europa e EUA. Após muitos anos investigando onde sua filha estava, ao voltar ao Brasil descobriu sobre a menina, o que foi um recomeço em sua vida. Sua filha estava formada, tinha uma boa educação e uma vida estruturada, e a aceitou como mãe ao longo do tempo.


Apesar de tantas atribulações, Elza é conhecida na mídia por sempre aparecer feliz e cantando, sorrindo, o que mostra um exemplo de vitória para quem passa por dificuldades como ela passou.

Hoje namora um homem bem mais jovem e tem sua familia formada por seus filhos unidos e muitos netos.

                                             Carreira  

O início de sua carreira musical se deu quando ela ainda se apresentava em show de calouros, apresentado por   
Ary Barroso.                                          

Elza Soares tornou-se popular com as canções "Se Acaso Você Chegasse", "Mas Que Nada", entre outros sambas de sucesso. Recebeu indicações ao GRAMMY Awards e, foi eleita pela BBC de Londres "a cantora do milênio". Em 2007, a cantora foi convidada para cantar o Hino Nacional Brasileiro a cappella na Cerimônia de Abertura dos Jogos Panamericanos Rio 2007. Seu último álbum foi lançado em 2004, Vivo Feliz, que mistura diversos ritmos que vai do samba à música eletrônica.


Elza participou de um show de calouros apresentado pelo renomado músico brasileiro Ary Barroso, e recebeu as maiores notas. No fim da década de 1950, Elza Soares fez uma turnê de um ano pela Argentina, juntamente com Mercedes Batista. Tornou-se popular com sua primeira música "Se Acaso Você Chegasse", na qual introduziu o scat a la Louis Armstrong, adicionando um pouco de jazz ao samba. Mudou-se para São Paulo, onde se apresentou em teatros e casas noturnas. A voz rouca e vibrante tornou-se sua marca registrada. Após terminar seu segundo LP, A Bossa Negra, Elza foi ao Chile representando o Brasil na Copa do Mundo da FIFA de 1962. Seu estilo "levado" e exagerado fascinou o público no Brasil e no exterior.
Nos anos 70, Elza entrou em turnê pelos Estados Unidos e Europa. Sua carreira remonta mais de 50 anos. Em 2000, foi premiada como "Melhor Cantora do Milênio" pela BBC em Londres, quando se apresentou num concerto com Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Virgínia Rodrigues. No mesmo ano, estreou uma série de shows de vanguarda, dirigidos por José Miguel Wisnik, no Rio de Janeiro.
Elza Soares teve inúmeras músicas no topo das listas de sucesso no Brasil ao longo de sua carreira; alguns dos maiores sucessos incluem: "Se Acaso Você Chegasse" (1960), "Boato" (1961), "Cadeira Vazia" (1961), "Só Danço Samba" (1963), "Mulata Assanhada" (1965) e "Aquarela Brasileira" (1974).Alguns dos álbuns de Elza foram relançados em versões remasterizadas de CD: de 1961 – A Bossa Negra (contendo seu maior sucesso no ano, "Boato") – e de 1972, com uma grandiosa banda, Elza Pede Passagem (produzida por Dom Salvador), sendo dois dos seus mais aclamados trabalhos. Elza pede passagem não fez tanto sucesso como seus trabalhos anteriores, quando lançados originalmente no Brasil; no entanto, é considerado um clássico e representante do som "samba-soul" do início dos anos 70.


 Em 2000, foi eleita a cantora do milênio pela BBC de Londres.Em 2002, o álbum Do Cóccix Até O Pescoço garantiu-lhe uma indicação ao Grammy. O disco recebeu críticas estupendas da imprensa da música e divulgou uma espécie de quem é quem de artistas brasileiras que com ela colaboraram: Caetano Veloso, Chico Buarque, Carlinhos Brown e Jorge Ben Jor, entre outros. O lançamento impulsionou numerosas e bem-sucedidas turnês pelo mundo.
Em 2004, Elza lançou o álbum Vivo Feliz. Não tão bem-sucedido em vendas quanto suas obras anteriores, o álbum continuou a executar o tema de fazer um mix de samba e bossa com música eletrônica e efeitos modernos. O álbum apresentou colaborações de artistas inovadores como Fred Zero Quatro e Zé Keti.
Em 2007, nos Jogos Pan-americanos do Brasil, Elza interpretou o Hino Nacional Brasileiro, no início da cerimônia de abertura do evento, no Maracanã.E lançou o álbum "Beba-me" nesse álbum Elza gravou as músicas que marcaram sua carreira.
Como puxadora de samba-enredo  
Elza Soares foi a primeira mulher brasileira a puxar um samba enredo. Já atuou como puxadora de samba-enredo, tendo passagens pelo Salgueiro, Mocidade  e Cubango.


Novos Projetos  
Em 2010, Elza Soares gravou o álbum "Arrepios", em parceria com o músico e compositor, João de Aquino e produzido pela Pivetz.Desde 2008, a vida e obra da cantora é tema do projeto de longa-metragem "http://elzasoaresavozdobrasil.blogspot.com" / www.elzasoares.com, produzido pela IT Filmes, Comunicação e Entretenimento e dirigido pela cineasta e jornalista Elizabete Martins Campos.Ainda em 2010, gravou a faixa "Brasil" no disco tributo de George Israel ao Cazuza. O disco se chama "13 parcerias com Cazuza". Nesta faixa há a participação do saxofonista do Kid Abelha e do despojado Marcelo D2. Como grande amiga do artista, já havia gravado "Milagres" antes, inclusive apresentando-a ao vivo com o próprio Cazuza.
Em 2010 pela primeira vez a artista comandou e poxou um trio eletrico no circuito DODO ( Barra - Ondina), o trio levou o nome de " A Elza pede passagem" arastando uma grande multidão pelas ruas de Salvador- Bahia no carnaval daquele ano.Em 2011, gravou a música "Perigosa", já cantada pelo grupo "As Frenéticas", para a minissérie "Lara com Z", da Globo. Também neste ano, gravou a música "Paciência", de Lenine, para o filme "Estamos Juntos".Em 2012 fez uma participação na música "Samba de preto" da banda paulista Huaska, faixa título do terceiro cd da banda.



  Discografia

                                     
Se Acaso Você Chegasse (Odeon 1960)
Tenha Pena de Mim (Odeon 1960)
Eu e o rio (Odeon 1961)
Beija-me (Odeon 1961)
Mulata Assanhada (Odeon 1961)
A Bossa Negra (Odeon 1961 / Universal 2003)
Sambossa (Odeon 1963)
Na Roda do Samba (Odeon 1964)
Um Show de Beleza (Odeon 1965)
O Samba Brasileiro (Odeon 1965)
Verão do Meu Rio (Odeon 1965)
O Neguinho e a Senhorita (Odeon 1965)
Com A Bola Branca (Odeon 1966)
Palmas no portão (Odeon 1967)
O Mundo Encantado de Monteiro Lobato (Odeon 1967)
Negro Telefone (Odeon 1967)
Com Que Roupa (Odeon 1967)
Elza, Miltinho e Samba (Odeon 1967)
O Máximo em Samba (Odeon 1967)
Balanço Zona Sul (Odeon 1968)
Diálogo de Crioulos (Odeon 1968)
Mestre-Sala (Odeon 1968)
Capoeira (Odeon 1968)
Onde Está Meu Samba (Odeon 1968)
Elza, Miltinho e Samba Vol.2 (Odeon 1968)
Elza Soares e Wilson das Neves (Odeon 1968)
Boggie Woogie na Favela (Odeon 1969)
Heróis da Liberdade (Odeon 1969)
Juntinho de Novo (Odeon 1969)
Elza Carnaval & Samba (Odeon 1969)
Elza, Miltinho e Samba Vol.3 (Odeon 1969)
Samba & Mais Sambas (Odeon 1969)
Sambas e Mais Sambas (Odeon 1970)
Se Acaso Você Chegasse (Odeon 1971)
Sangue, Suor e Raça (Odeon 1972)
Grade do Amor (Odeon 1972)
Elza Pede Passagem (Odeon 1972 / EMI 2004)
Swing Negrão Odeon 1972)
Maria Vai com as Outras (Odeon 1972)
Lendas do Abaeté (Odeon 1973)
Aquarela Brasileira (Odeon 1973)
Salve a Mocidade (Tapecar 1974)
Quem é bom já nasce feito (Tapecar 1974)
Samba, Minha Raiz (Tapecar 1974)
Com Que Roupa (Odeon 1974)
Pilão+Raça=Elza (Odeon 1977)
Elza Negra, Negra Elza (CBS 1980)
Voltei (1988)
Carioca da Gema (1999)
Do Cóccix Até O Pescoço (Maianga / Tratore 2002)
Vivo Feliz (Tratore 2004)
Beba-me - Ao Vivo (Biscoito Fino 2007)
Chega de Saudade - Trilha Sonora do Filme (Universal 2008)
                     Coletâneas
Grandes Sucessos de Elza Soares (Tapecar Brasil 1978)
Salve a Mocidade (Tapecar Brasil 1997)
Meus Momentos – Volumes 1 & 2 (EMI Brasil 1998)
Elza Soares – Raízes do Samba (EMI Brasil 1999)

 Homenagem  
No carnaval 2013, Elza Soares recebeu homenagem do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Bola Preta de Sobradinho, tradicional agremiação do Distrito Federal. Enredo: Elza Soares - Planeta Fome, nasce uma Estrela!



terça-feira, outubro 29, 2013

BIOGRAFIA,Eliana Kertész(ESCULTORA)


Eliana Kertész

Eliana Kertész é uma artista plástica brasileira.
Formou-se em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia, assim como seu ex-marido Mário Kertész. Em sua atuação política, Eliana se tornou a vereadora mais votada da capital baiana pelo PMDB, em 1982, com 17,3% dos votos válidos.

Licenciou-se do mandato de vereadora em dezembro de 1985, assumindo a Secretaria da Educação e Cultura de Salvador, na segunda gestão de Mário Kertész (1986-1989).
Entre várias obras artísticas que fez, estão as famosas esculturas das gordas, como a no bairro de Ondina.

A grande maioria das obras de Eliana Kertész são mulheres bonitas sensuais, tímidas ou ousadas, negras, brancas ou índias, mas todas gordas. Elas querem,,segundo a própria artista, passar ao observador uma mensagem de amor e respeito às diferenças existentes em nosso país.
Desfrutando uma liberdade que os grandes predecessores não tiveram na mesma linha, o pintor e escultor colombiano Botero alcançou fama internacional através de seus personagens extremamente dilatados.
Não podemos esquecer entretanto que a maior parte dos grandes artistas, como Rubens e Rembrandt, Ingres e Renoir, tinha também fascínio pelas formas opulentas.

Da Bahia chega até nós a arte de Eliana Kertész, uma escultora de excelente força criativa e persistente coerência estética. Suas imagens femininas possuem uma realidade corpórea, exuberante ao tato.
Como diria o próprio Botero, trata-se de típica arte latino-americana, tanto literária quanto plástica, em que existe uma tendência à deformação, um exagero total, como se encontra na obra de Gabriel Garcia Marquez. Trata-se, pois, de uma caricatura da realidade que na visão dessa escultora pode ser monumental.

Com os materiais mais diversos ” terracota, bronze, resina e fiberglass “, Eliana Kertész cria figuras gordas, fartas e redondas, capazes de transmitir uma verdade interior e um intenso sentimento de vida.
A obra “Aurélia”, em pó de mármore e resina, doada ao acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, transmite o humanismo dessa artista que nasce como um processo interior, moldando na própria forma uma presença humana. Trata-se de um sentimento e uma emoção intensa, nascidos de uma observação profunda.

A artista
Eliana Kertész nasceu em Conceição da Feira, no Recôncavo baiano, e ainda criança mudou-se para Salvador, onde reside após algumas mudanças que a levaram para Paris e Rio de Janeiro, cidades em que aprimorou seus conhecimentos na arte, iniciados anteriormente na capital baiana.
Foi em 1993 que iniciou sua carreira com uma exposição individual de esculturas no Escritório de Arte da Bahia, em Salvador.

A partir de então participou de diversas mostras individuais e coletivas em vários Estados brasileiros e no exterior, destacando-se entre elas: Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro, RJ (1995); Galeria de Arte Paulo Darze, Salvador, BA (1997); 100 Artistas Plásticos da Bahia, com o lançamento do livro no Museu de Arte Sacra, bem como da coletiva “Arte Salvador – 450 anos”, no Museu de Arte Moderna da Bahia (1999).

Esta mesma mostra foi apresentada posteriormente no Museu de Arte de Macau, China, no Museu de Arte Primitiva Moderna, Guimarães, Portugal, e no Padrão dos Descobrimentos, Lisboa, Portugal (2001). No mesmo ano realizou sua primeira individual dedicada às “Gordinhas”, na Galeria Inêz Fiuza, Fortaleza, CE.

Participou ainda da mostra “Sensualidade” no Museu Brasileiro de Escultura, São Paulo (2003); V Biennale D’Arte Contemporanea Internazionale, Roma, Itália (2004); “Gordas”, Galeria Spazio Surreale, São Paulo, SP (2006). Possui obras em acervos públicos e particulares no exterior, no Brasil e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. (mlf)

Eliana Kertész na opiniao de EULÂMPIA S. REIBER, Diretora Executiva da Associação Cultural Auguste Rodin.
Eliana Kertész é uma artista de múltiplas possibilidades e de grande força criativa, tornando-se uma das mais importantes escultoras brasileiras da atualidade, contando com reconhecimento internacional e participação constante em exposições dentro e fora do Brasil, entre as quais a V Bienale di Roma, onde foi premiada, no início de 2004, com a terceira colocação na categoria escultura.

Generosa, íntegra, coerente. É assim que vejo e admiro Eliana, um ser de alma plena, forte, carismático, com grande capacidade de renovação. Uma escultora que tem se posicionado e se firmado no universo artístico pela força criativa e pela coerência de uma estética própria, que empresa significação e identidade a cada uma das muitas personagens que tem criado, formando uma imensa galeria a que eu particularmente chamo de "família EK", figuras versáteis, performáticas e admiráveis em suas generosas formas arredondadas, opulentas, plenas de força e vitalidade. É nessa variedade criativa e identitária que "nasceram", entre tantas outras, as generosas Maria da Praça, Maria Dolores, Santinha, Risoleta;

as dos Anjos, Florzinha, Raquel e Hilda, muitas delas fazendo parte hoje dos acervos das galerias de arte, de colecionadores, de instituições de cultura, além de "povoar" e simbolicamente "humanizar" praças das cidades, a exemplo da bela Maria da Praça - misto de bailarina e anjo barroco - na Praça de Arte, Memória e Cultura, situada no corredor das artes, no Centro Histórico de Salvador, escultura que desperta sempre a curiosidade e a admiração de tantos que por lá trafegam no dia-a-dia. Muitas outras personagens certamente ainda virão, todas elas significantes em seu modo de expressão.

É difícil para mim falar de Eliana sem excesso de adjetivação, não só por ela ser uma amiga, mas sim por ver nela um ser rico, lúcido, consciente, com uma visão ampliada de mundo e capaz de compartilhar e de se superar a cada momento, seja no plano da arte, seja na sua vida pessoal. Diria eu, um ser exemplar, portanto, que buscou na escultura uma nova expressão de vida, um novo caminho de participação construtiva e de comunicação, transformando conscientemente sua força-fragilidade em confiança e liberdade expressiva; a sua arte em doação, raiz, permanência.

EULÂMPIA S. REIBER, Diretora Executiva da Associação Cultural Auguste Rodin.


08/10/2013 - 19h47
Dilma inaugura exposição de 'gordinhas sexy' no Planalto
A presidente Dilma Rousseff abriu nesta terça-feira (8) exposição no Palácio do Planalto que reúne, segundo ela, um conjunto de "gordinhas sexy" e a "alma da mulher brasileira".As obras em questão são da escultora Eliana Kertész e ficarão expostas no salão oeste do palácio até 8 de novembro. São 62 esculturas em bronze e fibra de vidro --uma reunião do acervo da artista, conhecida por retratar mulheres acima do peso. Dilma tem dois exemplares da artista em casa.
"Nas curvas das esculturas da Eliana têm a alma da mulher brasileira. Mais interessante é que o padrão de beleza que ela mostra é um padrão de beleza que nos envolve e nos cativa, por isso eu disse que são gordinhas sexy --elas são lânguidas, mas elas também tem uma imensa alegria e uma imensa felicidade", disse Dilma, em seu discurso para a inauguração da exposição.

O mote da mostra, de acordo com a presidente, é a campanha do Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama. A inauguração contou com a presença de empresárias de vários setores da indústria brasileira, que reuniram-se com Dilma antes do evento.
A mostra, chamada "As Mulheres do Brasil", será aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos domingos, de 9h às 14h, no Palácio do Planalto, em Brasília.

OUTROS ESCLARECIMENTOS
VEJA MAIS IMAGENS EM  ARQUIVO DO MORTO-VIVO

Há pouco mais de 10 anos, a ex-vereadora mais votada da história de Salvador e exsecretária municipal de Educação, Eliana Kertész, decidiu deixar a política de lado e enveredar no caminho das artes. A Bahia perdia, então, uma de suas mais emblemáticas e aguerridas representantes no cenário político. Mas, em compensação, ganhava uma nova personalidade no mundo das artes. “Muito cedo descobri que minhas mãos faziam coisas bonitas e mágicas.

Com elas, literalmente, eu pintava, bordava e me esbaldava com esse poder, sobretudo nos aniversários dos meus filhos, quando, dando asas à imaginação, pintava os vidros da casa, fazia painéis e modelava bichos, bailarinas, super heróis, palhaços e praias. Nos bolos, tudo que eles quisessem. Preparar essas festas era uma prazerosa tarefa coletiva, que envolvia quase todos da casa. Tão divertida, como as próprias festas. Eram tantas possibilidades, que um dia cheguei a pensar que, com as mãos, eu faria o meu mundo”, relembra Eliana De hobby, o prazer de dar formas com as mãos foi se constituindo em paixão e, em 1993, Eliana deixou de lado a política e o diploma de administração para se dedicar de corpo e alma a arte da escultura, encontrando nos moldes arredondados e recheados de mulheres a sua marca registrada.

Da primeira exposição, realizada em Salvador, na galeria do marchand Paulo Darzé, para o mundo, as gordinhas de Eliana Kertész percorreram um longo caminho. Primeiro, através do barro, da argila, depois experimentações com bronze e resina. Hoje, elas, exuberantemente, se exibem em variados materiais, como as de mais de três metros de altura, em frente do mar de Ondina, representando as três raças “brasileiras”, numa obra monumental, encomendada pela Prefeitura Municipal de Salvador. Desfrutando o sucesso das suas charmosas gordinhas, Eliana hoje já se assume artista plástica e prepara uma nova exposição, prevista para acontecer em 8 de novembro, na Galeria Alvear, em Bueno Aires. Suas peças, porém, são sucesso o ano inteiro e podem ser adquiridas nas principais galerias de arte de Salvador.