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quarta-feira, outubro 31, 2012

biografia Maitê Proença(atriz)

Maitê Proença
Maitê Proença Gallo (São Paulo, 28 de janeiro de 1958 é uma atriz, apresentadora de televisão e escritora brasileira.
Biografia

Filha de Margot Proença e Eduardo Gallo, Maitê Proença nasceu em São Paulo e passou sua juventude em Campinas. Tem ascendência portuguesa, sendo seu avô materno e seu avô paterno portugueses.Aos cinco anos de idade, foi matriculada na Escola Americana de Campinas, um colégio destinado aos filhos de industriais e missionários americanos, ingleses, australianos e sul-africanos. Era coisa pouco comum no Brasil da época e daria as marcas da sua educação.
Aos doze, sua mãe foi assassinada pelo marido, pai de Maitê, e ela foi morar com o irmão em um pensionato luterano, onde ficaram por três anos. Aos dezesseis, vai morar em Paris, a mando do pai. Ao seu retorno, decide sair do pensionato luterano e pede abrigo a um padre. Aos dezenove, prestou vestibular para várias faculdades e chegou a iniciar o curso de graduação em Psicologia, na PUC-SP, mas não o concluiu. Pelos próximos dois anos, saiu pelo mundo em viagem, passando por cerca de trinta países, entre Europa, África e Ásia.
Fez bicos vendendo jornal, cuidando de crianças e distribuindo folhetos nas esquinas parisienses. Falando nisso, foi em Paris a sua primeira experiência com as artes cênicas, quando matriculou-se em curso de mímica com o mestre de Marcel Marceau, Etiènne Decroux. Depois, matriculou-se também em vários cursos na Sorbonne, entre eles, arquitetura do século XVII, pensamento do século XX, pensamento alemão do início do século e outras matérias. Posteriormente, foi conhecer o Oriente Médio, quando soube que seu pai estava muito doente e retornou ao Brasil.
Sua pretensão não era de ficar por muito tempo, pelo contrário, somente o tempo necessário para a recuperação do pai, para que, em seguida, regressasse à França, porém sua vida tomou outros rumos. Enquanto esperava, começou a fazer um curso de teatro com Antunes Filho e a estudar roteiros para cinema no Museu da Imagem e do Som. Nesse momento, o jornalista Mário Prata, um dos palestrantes do curso no MIS, convida-a para um teste na TV Tupi.
Em 1979, estreia como atriz de televisão na novela Dinheiro Vivo. Inicialmente, sua participação estenderia-se somente a uma ponta de uma semana, porém sua personagem acabou ficando até o final da novela. Poucos meses depois, já estava contratada pela Rede Globo e participaria da novela Coração Alado, mas sofre um acidente de carro que a afasta de suas atividades por quase um ano.
Ainda usando bengala, devido ao acidente, é convidada a viver sua primeira protagonista na novela As Três Marias, dividindo o título de mocinha com as experientes Nádia Lippi e Glória Pires. Para viver a personagem, foi obrigada a mudar-se de cidade, e pediu um alto salário, pago na época somente para atores do primeiro escalão. Acordo feito e Maitê topou o desafio de protagonizar a novela, porém, segundo ela mesma diz, o alto salário não pagava todas as críticas e pressões que sofria, fazendo-a odiar o trabalho de atriz.
Maitê chegou a pensar em abandonar a carreira, porém além de ter um contrato com a Globo, já possuía bastante mídia, havia estampado diversas capas de revistas e batido recordes de audiência, dando bastante lucro à empresa contratante, e foi desaconselhada a sair.
Pouco tempo depois, conhece Paulo Marinho, com que casou-se e teve uma filha, Maria, nascida em 1990
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Em 1981, foi convidada a participar da novela Jogo da Vida, sob direção de Roberto Talma, forte influência e principal responsável por fazê-la repensar na decisão de abandonar a carreira artística. Durante a novela conheceu Carlos Augusto Strazzer, que viria a tornar-se um dos seus melhores amigos. Em 1982, encenou o espetáculo Mentiras Alucinantes de um Casal Feliz, tendo como parceiro de cena Armando Bogus.
Em 1983, participou da novela Guerra dos Sexos, na pele da bela e romântica Juliana. Em seguida, transferiu-se para a Rede Manchete, onde protagonizou a minissérie A Marquesa de Santos. Em 1985, retornou à Globo e integrou o elenco da novela Um Sonho a Mais, contracenando com Marco Nanini, grande amigo que já conhecia desde o trabalho de As Três Marias
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Em 1986, recebeu convite para participar do remake de Selva de Pedra, porém recusou, alegando que a Rede Manchete havia apresentado uma proposta melhor. De fato, nesse ano, Maitê viveu um dos melhores momentos de sua carreira, ao fazer a interpretação da cortesã Dona Beija na novela homônima, um dos grandes sucessos da emissora. Dona Beija foi a primeira novela a utilizar o recurso do banho na cachoeira, causando um certo escândalo na época e dando audiência. Maitê protagonizou as primeiras cenas de nudez em uma novela do horário nobre no Brasil, as quais se tornariam ícones daquela produção: a cortesã tomando seus banhos em uma cachoeira.
A partir desse trabalho, após atuar na novela Corpo Santo, de 1987, volta para a Rede Globo e continua a despontar sempre em papéis marcantes na dramaturgia nacional. Ainda nesse ano, trabalhou na novela Sassaricando, como a fotógrafa Camila, contracenando com o ator Edson Celulari, com quem dividiu os sets de filmagens dos longas Sexo Frágil e Brasa Adormecida; esse último lhe rendeu o Prêmio de Melhor Atriz do 2º Rio Cine Fest. Também encenou o espetáculo La Malasangre e protagonizou o filme A Dama do Cine Shanghai, ao lado de Antônio Fagundes, conquistando o Prêmio de Melhor Atriz no II Festival de Cinema de Natal e também no XV Festival dos Melhores do Ano CineSesc. Depois, apresentou dois programas jornalísticos, o Programa de Domingo e Diálogo, ambos pela Rede Manchete.
Em 1989, de volta à antiga casa, protagonizou a novela O Salvador da Pátria, fazendo par romântico com Lima Duarte, que viria a se tornar um dos seus melhores amigos e confidente também, em um momento que seu pai está muito doente e vem a falecer. Também rodou os longas O Beijo e Kuarup, além de encenar a peça Na Sauna.
O ano de 1990, se destaca bastante na vida da atriz, pela morte de seu irmão de criação, Zuca, e pelo nascimento de sua única filha, Maria. Apenas seis meses após dar à luz foi protagonista da minissérie O Sorriso do Lagarto, em que fez par romântico com Tony Ramos, que seria repetido várias vezes depois. Ainda em 1991, viveu uma das Helenas mais jovens de Manoel Carlos, ao protagonizar a novela Felicidade
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Em 1993, estreou a peça Confissões de Mulheres de 30 no Rio de Janeiro e depois sai em excursão pelo Nordeste. No final desse ano, encena a mesma montagem em São Paulo, além de atuar também no espetáculo História de Nova York - Dorothy Parker.
Em 1994, fez uma rápida passagem pela dramaturgia da Rede Bandeirantes ao participar de alguns episódios da minissérie Confissões de Adolescente
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Nesse ano, também trabalhou no filme 16060, que lhe rendeu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília. No ano seguinte, encarna a sua primeira vilã na televisão, a Heloísa de Cara e Coroa. Seu papel era uma mulher fraca de caráter que mantinha um relacionamento secreto com o advogado inescrupuloso Mauro, de Miguel Falabella. Durante o trabalho, chegou a iniciar um affair com o colega de elenco Victor Fasano, que durou pouco tempo, tornando-se depois grandes amigos. Após um desentendimento com a produção da novela, foi afastada da trama. Heloísa foi jogada de um penhasco por Mauro, numa das cenas mais marcantes do folhetim. Anos depois, em uma entrevista, o ator Miguel Falabella, declarou ter perdido totalmente o interesse pela trama depois que Maitê foi afastada. Em 1999, também em uma entrevista, Maitê culpou Wolf Maya pela sua saída.
Em 1996, integrou o elenco fixo da série A Vida Como Ela É e, em 1997, rodou o curta Vox Populi, ganhando o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Salvador. Depois, em 1998, filmou os longas A Hora Mágica e Paixão Perdida, além de ter atuado na novela Torre de Babel, em um dos personagens centrais, novamente ao lado de Tony Ramos.
Em 1999, interpretou a rainha da França, Ana da Bretanha, no seriado Os Três Mosqueteiros, da Globo, e é ainda a protagonista de Tolerância. O filme gira em torno de um casal e o confronto que estabelecem entre seus sonhos, ideais, teorias e a realidade, passando por situações , como a de adultério, têm sua tolerância "esticada" e acabam por perceber que talvez sejam menos "civilizados" do que gostariam. É mais uma das ousadias de Maitê, e o filme, como era de se esperar, tem ótima repercussão. Participou também do filme Bufo & Spallanzani e estrelou a novela Vila Madalena, ao lado de Cristiana Oliveira, Edson Celulari, Herson Capri e Marcos Winter.
A partir de então, passou a dedicar mais tempo ao teatro. Em 2000, protagonizou o espetáculo Isabel, pelo qual foi bastante elogiada pela crítica  , além de ter sido indicada à categoria de Melhor Atriz para o Prêmio Shell.
Em 2001, após uma participação especial na novela Estrela Guia como a hippie Kalinda, protagonizou Dona Yatá no filme A Selva, uma co-produção de Espanha, Portugal e Brasil protagonizada também por Cláudio Marzo e pelo ator português Diogo Morgado. Também participou do filme Viva Sapato, na pele de uma cômica jornalista americana.
Em 2002 assinou, pela primeira vez sozinha, uma produção de teatro, levando aos palcos o monólogo Buda. Ainda atuou na comédia Com a Pulga Atrás da Orelha, como Madame Chandebise, uma divertida e desconfiada mulher que tenta tirar à prova a fidelidade do marido, e também encenou o espetáculo Paixão de Cristo, na Nova Jerusalém do sertão pernambucano, como Maria.
O ano de 2003 foi marcado pela sua estreia na revista Época com uma coluna de crônicas. Após quase 25 anos de carreira, Maitê revelou seu talento também para a literatura. As crônicas escritas quinzenalmente conquistaram o público por seu estilo estilo franco, delicado e inteligente. Simultaneamente, destacou-se na temporada daquele ano do seriado adolescente Malhação e também rodou o filme Jogo Subterrâneo.
Em 2004, esteve presente no elenco de Da Cor do Pecado, na pele da cômica Verinha, uma mulher fútil, falida, mãe da antagonista principal da novela, Bárbara de Giovanna Antonelli. Continuou também a publicar suas crônicas para a revista Época e, no ano seguinte, lançou seu primeiro livro, Entre Ossos e a Escrita, que reúne 50 crônicas publicadas na revista Época entre 2003 e 2004.
Também em 2005 fez uma participação especial na novela A Lua me Disse, como a milionária Maria Regina. Sua personagem morre logo no início da trama e deixa toda sua herança para a filha, herança essa que desperta o interesse de muita gente na história. Nesse mesmo ano, ainda escreveu sua primeira peça, Achadas e Perdidas, que ficou em cartaz por três anos consecutivos.
A partir de 2006, passou a integrar o novo time de apresentadoras do programa Saia Justa, do GNT, ao lado da jornalista Mônica Waldvogel, da atriz Betty Lago, da filósofa Márcia Tiburi e da cantora Ana Carolina. Em 2007 finalizou seu segundo livro, Uma Vida Inventada, que mistura ficção a fatos reais num jogo de pistas falsas proposital; lançado em 2008, o livro obteve grande sucesso, ficando em primeiro lugar no ranking da revista Veja, além de permanecer inúmeras semanas entre os dez mais vendidos na categoria Ficção. Também escreveu a peça As Meninas, em parceria com Luiz Carlos Góes, que estrearia somente em 2009. Gravou o programa Saia Justa durante todo o ano e participou das filmagens de Elvis & Madona.
Em 2008 viajou para Bali, na Indonésia, para gravar as primeiras cenas de Três Irmãs, novela que marca seu retorno à TV depois de três anos sem atuar nos folhetins globais. Em seguida, estreou o filme Onde Andará Dulce Veiga?, no papel da protagonista Dulce Veiga, cantora e atriz que após um período de sucesso desaparece misteriosamente nos anos de 1960. Em agosto desse ano, o filme é exibido em Nova York na Mostra Competitiva do Tribeca Cinemas.
Juntamente com Irene Ravache gravou o audiobook de Uma Vida Inventada, lançado em agosto na Bienal do Livro de São Paulo.
Em setembro daquele ano, em Ibitipoca, Minas Gerais, numa fazenda de amigos, sofreu um acidente ao cair de um cavalo, no qual fraturou cinco vértebras; ainda assim, continuou gravando Três Irmãs e o programa Saia Justa, narrando ainda o programa Belezas Francesas, além de telebiografias sobre Maria Callas, Brigitte Bardot e Sophia Loren para o canal GNT. Também participou de um sketch dos comediantes portugueses Gato Fedorento, no qual tentava imitar a pronúncia europeia da língua.
Em março de 2009 Onde Andará Dulce Veiga? foi exibido no V Prêmio Fiesp/Sesi do Cinema Paulista, concorrendo em todas as categorias, inclusive na de Melhor Atriz. No mês seguinte, a peça As Meninas começou a ser ensaiada. Além de produzir, envolveu-se também na assistência de direção da peça. Posteriormente, foi convidada pela autora Glória Perez para participar da novela Caminho das Índias, no papel de Nanda, uma mulher rica que sofre um golpe.
Em outubro de 2009, circulou pela internet um vídeo  feito, em 2007, para o programa Saia Justa,  em que a atriz faz alguns comentários satíricos circulando por ruas e monumentos de Portugal.  Junto à fonte do claustro do Mosteiro dos Jerônimos, o vídeo mostra a atriz cuspindo dentro da fonte.  A atriz — em seu blog - diz que estava apenas imitando a estátua da fonte ao lado, que jorra água pela boca.  Após a sua exibição em telejornais portugueses, o vídeo gerou revolta de parte do público  que exigiu da parte dela, através de um abaixo-assinado online, um pedido de desculpas formais.  A retratação da atriz foi feita em 13 de outubro do mesmo ano  e reiterada.  A direção do canal GNT do Brasil também apresentou suas desculpas formais pelo sucedido.
Em 2010, saiu do ar o Saia Justa, e Proença passou a integrar o elenco da novela Passione, da Globo, no papel de Stella, uma mulher rica, mãe zelosa, infeliz com o casamento. Enquanto seu marido dá mais atenção à empresa da família e ao trabalho por ser um importante executivo, ela o trai com rapazes mais jovens.
Considerada por muitos uma das mais belas atrizes brasileiras, já foi capa de revistas masculinas, como a edição brasileira da revista Playboy
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 Foi uma das raras mulheres a ganhar um suplemento especial na revista. Em 1987, após tantas recusas de convites para posar nua, finalmente aceitou, tornando-se um um dos maiores símbolos sexuais do Brasil. A edição vendeu 630 mil exemplares, o maior número de vendas no mercado editorial até então. Posaria uma segunda vez, em 1996, aos 36 anos, na belíssima paisagem siciliana da Itália, e reconfirmaria o sucesso, desta vez, a revista alcançou a marca dos 720 mil exemplares vendidos.
Televisão
1979 - Dinheiro Vivo.... Joaninha
1980 - As Três Marias.... Maria da Glória
1981 - Jogo da vida.... Carla
1982 - Elas por Elas.... Mulher Idealizada por Yeda
1983 - Vídeo Show .... Apresentadora
1983 - Quarta Nobre, Mandrake .... Eliana
1983 - Guerra dos Sexos.... Juliana de Alcântara
1984 - Marquesa de Santos
1985 - Um Sonho a Mais.... Valéria
1986 - Dona Beija.... Dona Beija
1987 - Corpo Santo.... Adriana
1987 - Sassaricando.... Camila
1987/1988 - Diálogo .... Apresentadora
1987/1988 - Programa de Domingo .... Apresentadora
1989 - O Salvador da Pátria.... Clotilde
1991 - O Sorriso do Lagarto
1991 - Felicidade.... Helena
1993 - Contos de Verão .... Pamela
1993 - Você Decide, Máscara Negra
1994 - Você Decide, A Viúva Negra
1994 - Confissões de Adolescente, Barbara Vai a Luta
1995 - Cara e Coroa.... Heloísa
1996 - Você Decide, O Fã
1996 - A Vida Como Ela É .... Várias personagens
1997 - Sai de Baixo, Bonitinho Mas Ordinário .... Patrícia Renata
1998 - Torre de Babel.... Clara Soares
1999 - Mulher, Perdas e Danos
1999 - Vila Madalena.... Eugênia
2001 - Estrela-Guia.... Kalinda/Catherine
2002 - Brava Gente, O Enterro da Cafetina .... Betina
2003 - Malhação.... Daniela Correia Amorim
2004 - Da Cor do Pecado.... Verinha Campos Sodré
2005 - A Lua me Disse.... Maria Regina Benate
2006/10 - Saia Justa .... Apresentadora
2006 - A Diarista, Saia Injusta .... Regiana
2007 - Gato Fedorento, Diz que é uma Espécie de Magazine .... Portuguesa
2007 - Por Toda Minha Vida .... Ela Mesma
2008 - Três Irmãs.... Walquíria
2008 - Faça Sua História, O Califa de Copacabana.... Bebete
2009 - Caminho das Índias.... Nanda
2010 - Passione.... Stela Gouveia
2012 - Gabriela.... Sinházinha Mendonça
Cinema
1979 - O Eterno Adeus
1980 - Prova de Fogo .... Sandra
1983 - História Passional
1986 - Sexo Frágil
1987 - A Dama do Cine Shanghai .... Suzana
1987 - Brasa Adormecida .... Bebel
1989 - Kuarup .... Maureen
1989 - Solidão, uma Linda História de Amor
1990 - Beijo 2348/72 .... Catarina
1995 - 16060 .... Eleanor
1997 - Vox Populi
1998 - A Hora Mágica .... Susana/Lyla
1998 - Paixão Perdida .... Anna Rondi
2000 - Tolerância .... Márcia
2001 - Bufo & Spallanzani .... Delfina Delamare
2001 - A Partilha .... Ela Mesma
2001 - Atlantis - O Reino Perdido.... Helga
2002 - A Selva .... Dona Yayá
2003 - Viva Sapato! .... Caroline
2003 - Jogo Subterrâneo .... Mercedes
2005 - Sal de Prata .... Estrela de Cinema
2007 - Barros
2007 - Onde Andará Dulce Veiga? .... Dulce Veiga
2009 - Elvis & Madona .... Soraya
2012 - Primeiro Dia de um Ano Qualquer.... Consuelo Castilhos
Teatro
1982 - Mentiras Alucinantes de Um Casal Feliz
1988 - As Guerreiras do Amor
1988 - La Malasangre
1989 - Na sauna
1994 - História de Nova York - Dorothy Parker
1994/95 - Confissões das Mulheres de 30
2000/01 - Isabel
2002/03 - Com a Pulga Atrás da Orelha
2005/07 - Achadas e Perdidas
2009 - As Meninas
Literatura
2003/04 - Crônicas para a Revista Época
2005 - Entre Ossos e a Escrita
2006 - Achadas e Perdidas
2008 - Uma Vida Inventada: Memórias Trocadas e Outras Histórias
2008 - As Meninas (parceria com Luís Carlos Góes)
Prêmios e indicações

1982 - Atriz Revelação pela Associação Paulista de Críticos de Arte, por Jogo da Vida.
1983 - Melhor Atriz no Festival Internacional de Cali, Colômbia, por História Passional.
1984 - Melhor Atriz do 2º Rio Cine Fest, por Brasa Adormecida
1987 - Melhor Atriz no II Festival de Cinema de Natal e XV Festival dos Melhores do Ano CineSesc, por A Dama do Cine Shanghai.
1995 - Melhor Atriz no Festival de Brasília Cinema Brasileiro, por 16060.
1997 - Melhor Atriz no Festival de Salvador, pelo filme Vox Populi.
1998 - Melhor Atriz Coadjuvante no 3º Brazilian Film Festival of Miami, por A Hora Mágica.
2000 - Indicada ao Prêmio Shell como Melhor Atriz de teatro, pela peça Isabel.
2004 - Indicada ao Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz Coadjuvante de televisão.
2009 - Indicada ao Prêmio Fieso por Onde Andará Dulce Veiga?
2010 - Prêmio APTR de Melhor Autora de Teatro pela peça As Meninas.

terça-feira, outubro 30, 2012

Pato Donald


 
 Pato Donald
O Pato Donald (em inglês: 'Donald Duck') é um personagem de desenhos animados e arte sequencial dos estúdios de Walt Disney, criado em 1934. Donald é um pato branco, de pernas e bico alaranjados, veste sempre uma camisa e quepe de marinheiro. O motivo para isto é que na época em que foi feito, todos os personagens precisavam vestir roupas. Seu nome completo é Donald Fauntleroy Duck.

  A voz de Donald

                                                                            Nos Estados Unidos
A voz "grasnada" de Donald foi criada pelo dublador Clarence Nash que até então era apenas um homem vindo da zona rural de Watonga, Oklahoma. Nash tinha o dom natural para imitar animais, inclusive sons de patos. No início dos anos 30, mudou-se para a Califórnia, onde fez locução de propaganda numa rádio. A voz que Nash criou para Donald consistia em falar palavras através de um tipo de "ruido", feito com o canto da boca e os dentes molares, que lembrava o grasnado de um pato. Após Walt Disney o escutar recitando o poema "Mary Tinha um Carneirinho" (Mary Had a Little Lamb) com sua "voz de pato", chamou-o para uma audição e imediatamente o contratou, adivinhando que havia escolhido a voz certa para o seu novo personagem, Donald. Nash o dublou pela primeira vez no curta A Galinha Esperta ("The Wise Little Hen") (primeira aparição sonora) Nessa animação, além de Donald, há também o Porco Peter ("Peter Pig") que também fala palavras através de sons que lembram grunidos de porco, além da própria Galinha Esperta que emite cacarejos na pronúncia. Clarence Nash voltou a dublar o pato novamente no desenho "Orphan's Benefit" (traduzido como "Show Para os Órfãos" ou "Em Benefício dos Órfãos"), onde Donald recita novamente o poema que fez com que Walt Disney contratasse Nash. E outro chamado "Little Boy Blue, come blow your horn" (ou "Menininho Triste, toque sua corneta" na dublagem brasileira);
Ficheiro:Clarence Nash San Diego Comic Con 1982.jpg

Clarence Nash, voz do donald estados unidos,brasil,espanha


  este desenho foi feito originalmente em preto e branco em 1934 e refeito em cores mais tarde, no ano de 1941 (As duas versões do curta, no entanto, contaram com o mesmo áudio e as mesmas falas, gravadas em 1934).
Clarence Nash deu voz ao Donald em mais de cem desenhos animados inclusive em outras línguas como português e espanhol, em filmes como: The Three Caballeros e Saludos Amigos (ele teve ajuda de roteiros escritos foneticamente, para que pudesse falar as palavras estrangeiras usando as pronúncias corretas); no caso destes dois filmes, os três dubladores, de Donald, Zé Carioca e Panchito, tiveram que dublar as versões em outras línguas para outros países (no DVD de "Você já Foi a Bahia", estão presentes as três versões, dos EUA, Brasil e México). A pedido de Walt Disney, Nash também dublou Donald em outras línguas em alguns dos seus curtas de 7 minutos, sendo que nas versões feitas para o Brasil naquela época, o narrador era Aloysio de Oliveira, que inclusive também fez a narração de alguns desenhos em que o Pateta aparece sem falas, por exemplo o curta Como Jogar Golfe ("How to Play Golf").


Tony Anselmo.     dublador brasileiro

Márcio Gianullo dublou donald no brasil


Uma curiosidade é que nos clássicos desenhos de cinema em que Huguinho, Zezinho e Luizinho aparecem, todos os três tem a mesma voz, que também é feita por Clarence Nash (porém, mais fina que a de Donald). Pois, naquele tempo os três sobrinhos tinham a mesma personalidade, falavam e agiam em sncronia e algumas vezes dizendo frases fragmentadas como: "Olá!" "Tio!" "Donald!" (eles foram os primeiros gêmeos nos desenhos animados a falarem frases fragmentadas desta maneira, e foram seguidos depois também por Pipeye, Pupeye, Poopeye e Peepeye, os sobrinhos quadrigêmeos do Popeye). Em séries produzidas mais recentemente como Duck Tales e TV Quack Pack, os três sobrinhos tem personalidades diferentes uma da outra, e não falam todos com a mesma "voz de pato" de Donald.


don rosa

Carl Barks


 A pata "Donna Duck" que aparece no curta "Don Donald" em 1937 (e que é como um protótipo da Margarida) também foi dublada por Clarence Nash mas somente em episódios posteriores a esse. A namorada de Donald ganhou a sua própria voz e recebeu o nome de "Daisy Duck".
Clarence Nash permaneceu como a única voz do pato nos Estados Unidos até a sua morte em 1985, e, logo após, Donald passou a ser dublado por Tony Anselmo, que foi treinado pelo próprio Nash quando este ainda era vivo; mesmo com Anselmo fazendo uma voz um pouco mais aguda do que a que Donald tinha nos desenhos mais antigos.
Referências:


                                                                    Primeiras dublagens em português de Clarence Nash
Bem antes das vozes brasileiras mais recentes do Pato Donald, as primeiras dublagens em português de alguns desenhos, foram feitas pelo próprio dublador americano Clarence Nash. Clarence já havia dublado a voz do personagem desta forma nos filmes Você Já Foi à Bahia? e Saludos Amigos (não só em português mas também em outras línguas como em espanhol), e chegou também a fazer isso, a pedido de Walt Disney, em alguns curta-metragens comuns do Donald que foram dublados na mesma época, para as distribuições em vários países estrangeiros.  Contudo, as falas de Donald nessas dublagens, ficavam mais dificeis de se entender, algumas vezes dando a impressão de que ele falava com sotaque de um americano tentando falar português.

Hoje em dia sobraram poucos episódios dublados por Clarence Nash em português, pois a maioria tem as dublagens brasileiras feitas mais tarde (algumas das versões hispânicas feitas por Clarence Nash para o México, chegaram a sair em alguns lançamentos em DVD, como por exemplo no filme "Os Vilões da Disney" no qual foi incluido o curta "Donald e o Gorila" com a dublagem de Clarence Nash falando em espanhol). Três episódios que ainda podem ser encontrados com a dublagem de Nash em português são:

"Lake Titicaca" (que estava incluido em "Saludos Amigos"), "No Hunting" de 1955, e "Sea Salts" de 1949, neste episódio além de Clarence Nash, também participa Aloysio de Oliveira dublando um besouro que fica amigo de Donald em uma ilha (Aloysio era o narrador de Você Já Foi à Bahia?, e havia feito a voz do Capitão Gancho em Peter Pan). Um fato curioso é que o curta "Sea Salts", já foi lançado com esta dublagem antiga, em um dos VHS da coleção "Donald & Cia" (onde recebeu o título de "Os Lobos do Mar"), e "No Hunting" já foi lançado na fita "Pato Donald no Oeste", com a dublagem de Clarence Nash falando em português.

Curioso também é que o episódio "Sea Salt" tem uma dublagem mais nova, com Cláudio Galvan, que é exibida na TV algumas vezes, e nela o pato já fala normalmente frases mais longas ou complexas; mas na versão de Clarence Nash lançada em VHS, Donald diz frases mais curtas e com mais dificuldade, como por exemplo quando ele e um besouro estão bebendo água de coco, e Donald diz com sotaque americano: ("Agorua" a poupa!) pedindo que o besouro entre dentro da casca do coco, e pegue a poupa que restou lá.


                                                                                          Dubladores brasileiros
No Brasil, Donald foi feito por vários dubladores, duas das vozes mais conhecidas até hoje são de Márcio Gianullio e Cláudio Galvan:
Márcio Gianullo - O Pato Donald foi provavelmente o seu único trabalho na área de dublagem, pois Márcio se dedica mais à seus trabalhos com música e culinária (é produtor musical e também chef de cozinha atualmente) no ramo musical já atuou no "Estúdio Lua Nova" na produção de músicas e trilhas de comerciais de TV como os da Faber Castell, Bubbaloo e da C&A, e mais recentemente da Jequiti para o SBT. Junto com o atual dublador Cláudio Galvan, ele é uma das vozes mais conhecidas de Donald, e que mais se aproximam da voz original criada por Clarence Nash.

Márcio Gianullo dublava o Donald junto de Nelson Batista (Pateta) e Orlando Viggiani (Mickey Mouse), nos estúdios da SC-São Paulo, Sigma SP e Megasom, cujo os episódios foram lançados nos VHS da Disney e Abril Vídeo durante o final dos anos 80 até a metade dos anos 90; algumas das primeiras fitas foram "Festa Mágica" de 1987, "Super Festival Disney", "Aventuras na Floresta" de 1989, e "Histórias Arrepiantes de Disney", e depois no início de 1990 as coleções "Meu Amigo Mickey / Donald / Pateta" e "Mickey e seus Amigos / Donald e seus Amigos"(* ver o artigo Abril Vídeo#Lista de filmes lançados pela Abril Vídeo). Ele dublou a voz de Donald também em filmes como:

"Donald no País da Matemágica" na "SC-São Paulo", e "Mickey, O Príncipe e o Mendigo" de 1990, e em curtas como Show Para os Orfãos "Orphan's Benefit" (desenho em que Donald recita os poemas "Mary Tinha um Carneirinho" e "Menininho Triste, toque sua corneta"), e curiosamente também dublou os grasnados de Donald em um comercial live action do chiclete "Ploc Pato Donald" lançado em 1991 (onde Donald interage com "crianças reais"). Uma das principais características na dublagem de Donald feita por Márcio Gianullo é o sotaque paulistano, que aparece principalmente em seus "erres" finais, além da sua entonação que é bem mais alta e "gritada" em relação a atual voz feita por Cláudio Galvan. No início da década de 1990, os desenhos dublados por Márcio (para VHS), começaram a ser exibidos na TV dentro do quadro "Mickey e Donald" da "TV Colosso" e depois "Angel Mix", permanecendo até o ano de 1998, quando os direitos de exibição sairam da Rede Globo, e foram para o SBT. Em 1999 (época em que o SBT passou a exibir os desenhos clássicos da Disney no "Disney Club"), alguns episódios que já haviam sido dublados pela Sigma e Megasom no início de 1990, ganharam novas dublagens (também feitas na própria Sigma), porém agora com o Donald feito por Cláudio Galvan, e o Pateta por Élcio Sodré, mantendo somente Orlando Viggiani dublando o Mickey (ele foi substituído mais tarde por Sérgio Moreno).

Em 2005, a Rede Globo recuperou os direitos de exibição sobre estes desenhos, e voltou a exibir algumas dublagens mais antigas, feitas no início dos anos 90 (com Márcio Gianullo e Nelson Batista), junto também com algumas mais recentes de 1999 (com Cláudio Galvan, e Élcio Sodré) que passavam no Disney Club. Um fato curioso é que o DVD "Contagem Regressiva Para o Natal", trás os nomes de Márcio Gianullo, Nelson Batista e Orlando Viggiani nos créditos de dublagem do curta "O Príncipe e O Mendigo", que foi uma das poucas vezes que os três foram creditados em lançamentos em DVD. Segundo o também dublador Nelson Machado, no início da década de 1990, Gianullo chegou a ser declarado, por escrito, pela própria Disney, como o segundo melhor Donald do mundo (sendo o primeiro o original, Clarence Nash).
Cláudio Galvan - É um dos dubladores mais conhecidos hoje em dia por terem dado voz ao Pato Donald, ele também faz várias vozes para os desenhos da Disney, como Denai em Irmão Urso e os "Irmãos Slim" em Nem que a Vaca Tussa. Junto com Márcio Gianullo, Cláudio Galvan é também um dos que mais se aproximam da voz original do pato feita por Clarence Nash.

Cláudio é o atual dublador oficial do Donald no Brasil, ele começou fazendo o personagem na metade final dos anos 90, em desenhos e séries para a TV, como "TV Quack Pack" de 1996, no estúdio carioca Delart, e depois, já nos anos 2000, em novos desenhos como "OK Mundongo da Disney", "O Point do Mickey" (House of Mouse) e "A Casa do Mickey Mouse" do Disney Channel, além dos novos filmes onde o personagem aparece, como: "Mickey, Donald e Pateta: Os Três Mosqueteiros", "Aconteceu no Natal do Mickey" e "Aconteceu de Novo no Natal do Mickey". Cláudio Galvan também chegou a dublar o Donald em São Paulo, substituindo Márcio Gianullo, no final dos anos 90, quando o estúdio Sigma-SP refez algumas de suas dublagens; apesar das duas vozes serem muito parecidas, a de Cláudio é mais fina, e com menos sotaque, e a de Márcio por sua vez, é um pouco mais grossa e com sotaque paulista em seus erres finais. Outra diferença entre as fases de dublagem de cada um, é que as mais antigas com Márcio Gianullo, ainda contavam com o dublador Nelson Batista fazendo o Pateta, enquanto nas versões com Cláudio Galvan, Pateta passou a ser dublado por Élcio Sodré (substituíndo Nelson Batista que faleceu em 1998).

Somente Mickey e Minnie continuaram sendo feitos por Orlando Viggiani e Denise Simonetto, até um certo tempo, mais tarde, com o lançamento da nova série "The House of Mouse", as vozes dos dois foram assumidas por Sérgio Moreno e Marli Bortoletto, e o Pateta por Tatá Guarnieri e Anderson Coutinho; pelo fato destes personagens terem vozes bem caricatas, eles já passam por vários dubladores, sem que haja muita diferença entre cada um. Curiosamente durante o especial Os Vilões da Disney as vozes de Cláudio e Márcio, aparecem juntas; Cláudio Galvan faz a voz de Donald nas cenas em que ele está interagindo no clube "House of Mouse", mas no momento em que é exibido o curta "Doce ou Truque" (Trick Or Treat - 1954), é usada uma dublagem um pouco mais antiga, do ínício de 1990, onde Donald aparece dublado por Márcio Gianullo, com uma voz um pouco mais grossa, e sotaque diferente. No mesmo filme, é exibido também o curta "Fantasmas Solitários"
pato donald 1950 5 [Quadrinhos] Pato Donald   Edições 02, 03,04, 05 e 06   Raridades de 1950

 (Lonesome Ghosts - 1937), com uma dublagem de 1999, onde Donald já é dublado por Cláudio Galvan com o mesmo tipo de voz que ele tem na "House of Mouse", e o Pateta por sua vez, é feito por Élcio Sodré (existe uma outra dublagem do curta "Lonesome Ghosts" feita na SC-São Paulo, que foi lançada em um VHS intitulado "Histórias Arrepiantes Disney" de 1988, onde Pateta ainda era feito por Nelson Batista, e Donald por Márcio Gianullo, o único dublador que participou das duas versões foi Orlando Viggiani). Curiosamente, algumas vezes um mesmo episódio é lançado pela própria Disney com duas dublagens em DVDs diferentes, como por exemplo o desenho "Os Alpinistas", que saiu no DVD "Contagem Regressiva Para o Natal" dublado por Cláudio Galvan, e no DVD "Mickey em Um Verão Muito Louco" dublado por Márcio Gianullo.
Referências
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Dubladores anteriores de Donald: Antes de Márcio e Cláudio em São Paulo, outros dubladores brasileiros que também fizeram o personagem nos estúdios do Rio de Janeiro, foram Januzzi em alguns dos desenhos clássicos dublados para as exibições da TV Globo nos anos 80, Garcia Júnior, que o dublou, por exemplo, no curta "O Conto de Natal do Mickey" no ano de 1983, e depois Marco Antônio Costa, que dublou as aparições de Donald em alguns episódios da série "Duck Tales" de 1988, e também na dublagem carioca de "Uma Cilada para Roger Rabbit" feita para TV (a primeira versão paulista, contava com o Márcio Gianullo no Donald, e foi lançada somente nos primeiros em VHS do filme entre 1989 e 1990). Curioso é que Marco Antônio fazia um tipo de voz bem diferente dos outros dubladores do Donald,

 não era um "barulho de pato" com o canto da boca, mas uma voz um pouco "rouca" e "chiada"; já no caso de Garcia Júnior e Januzzi, a voz já era parecida com os "grasnados" de Clarence Nash que o público conhece. Um outro dublador carioca que também já fez as falas do pato, foi Paulo Vignolo (provavelmente em algum momento nos anos 90). Nos anos 60 e 70, na época em que o Mickey ainda era feito por Luís Manuel, o personagem também chegou a ser feito algumas vezes por Cleonir dos Santos (Cleonir assumiu o Mickey mais tarde nos anos 80). Donald também teve uma outra dublagem antiga, em suas aparições no "Clube do Mickey", que era dublado pelo estúdio BKS, e exibido na TV Tupi em 1978, e depois no SBT durante a década de 80. Neste programa foram exibidos trechos do curta "Donald no País da Matemágica", onde ele aparece dublado com a voz um pouco mais fina.  

           Desenhos

Donald fez sua primeira aparição em 9 de Junho de 1934 no episódio The Wise Little Hen (lançado no Brasil com o título de "A Galinha Esperta") da série Sinfônias Tolas. De lá para cá Donald apareceu em vários desenhos do Mickey, ao lado de personagens como Pateta e Pluto. Mas foi apenas em 1937 que Donald estreou sua própria série animada ao lado de sua amada Margarida. O desenho era Don Donald. Seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho apareceriam um ano mais tarde, no episódio Os Sobrinhos de Donald
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   Pato Donald na Segunda Guerra Mundial
ngariando grande popularidade graças a comicidade dos desenhos animados, os Estúdios Disney foram obrigados a mudar de estilo com a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial em 1942. A produção de desenhos passou a integrar o esforço de guerra norte-americano, abordando a guerra como tema. Em 1942, foi feito um desenho de propaganda anti-nazista, chamado de "A Face do Führer". Esse desenho mostra Donald vivendo na Alemanha Nazista, onde ele é forçado a trabalhar em uma fábrica de produção em série de armamento bélico pesado e de fotografias produzidas em série do Führer Adolf Hitler
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Ficheiro:Donald duck on mustang.JPG
No entanto, o desenho mostra ainda uma certa ingenuidade dos seus produtores, com alguns furos como a crítica à produção em série, algo comum nos Estados Unidos desde a década de 1930. Em outro desenho, "Espírito de 1943", o Pato Donald é convencido a contribuir com parte do seu salário, para os altos impostos de guerra. Nesse desenho ele contracena com sua consciência dividida, gastadora e econômica, cujas aparências personificadas lembram os futuros Tio Patinhas e Gastão.
O Pato Donald não foi o único personagem de desenhos infantis a se mostrar contra o Nazismo. Personagens como Popeye, Patolino, Mickey, O Gato Félix e tantos outros deixaram de lado as piadas do cotidiano, e passaram a mostrar conteúdo violento, usando armas e jogando bombas de avião, dentre outras coisas
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Ainda como parte do esforço de guerra, mas voltando à fórmula da comicidade e da musicalidade, Donald participou de dois longas com temas dirigidos à América do Sul, um interesse estratégico para os militares em guerra: Saludos Amigos (1943), com o papagaio brasileiro Zé Carioca e The Three Caballeros (1944), com Zé, Donald e o mexicano Panchito.
Depois da guerra, Donald estrelou diversos curtas retornando aos temas mais amenos, como as vezes em que foi atormentado por personagens como os esquilos Tico e Teco
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     Televisão
Na televisão, Donald esteve em DuckTales (1987-1990) e TV Quack Pack (1996-1997). Seus desenhos originariamente feitos para o cinema, passaram a ser exibidos em programas como O Point do Mickey ("The House of Mouse"), seu próprio programa a TV Quack que é exibido na Disney Channel. Ele também apareceu no desenho animado infantil A Casa de Mickey Mouse exibido no Disney Channel e Playhouse Disney.

    Quadrinhos
Nos quadrinhos,  Donald também se tornou um astro entre o público infantil com grande popularidade internacional, inclusive em Portugal e no Brasil.
Donald passou a ter "vida própria", sem depender de Mickey, quando um dos animadores de Disney, Carl Barks, ao ficar encarregado dos quadrinhos, resolveu adaptar uma história originariamente escrita para Donald, Mickey, Pateta e Pluto, desenhando-a apenas com Donald e seus sobrinhos: Donald Duck Finds Pirate Gold (Donald Encontra o Ouro dos Piratas). Ela foi publicada em 1942 e pertence à serie de revistas da Dell Comics chamada "Four Color"
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O sucesso da Disney nos quadrinhos deve em muito ao cartunista Carl Barks, apelidado de O "Homem dos Patos". O grande artista produziu histórias até 1967. Criou quase todos os personagens coadjuvantes mais importantes das histórias do Donald: dentre outros estão o Tio Patinhas, o pato mais rico do mundo; Professor Pardal, o cientista maluco e Gastão, o primo sortudo, além dos vilões Maga Patalójika e Irmãos Metralha.
Mais recentemente outra figura se destacou realizando os quadrinhos do pato: Don Rosa, que recriou uma complexa árvore genealógica e toda a história do Tio Patinhas.
A Disney italiana criou sua identidade secreta, o Superpato. No Japão, Donald também estrelou em mangás como a adaptação do videogame da Squaresoft: Kingdom Hearts
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 Videogames e jogos
Donald é protagonista de Quackshot (1991), Lucky Dime Caper (1991), World of Illusion Starring Mickey Mouse and Donald Duck (1992), Maui Mallard in Cold Shadow (1995), Disney's Donald Duck: Goin' Quackers (2000), e Disney's PK: Out of the Shadows (2002), e é personagem jogável em Mickey's Speedway USA (2000).
Donald também é um protagonista da série de RPG Kingdom Hearts, junto com Pateta e o menino Sora. Nesse jogo, ele é o mago da corte do rei Mickey. É um mago impetuoso e impaciente, que, a pedido do rei, acompanha Sora na sua jornada para encontrar o rei
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                                                                                                       Desenhistas

Pato Donald tem seu visual concebido por vários artistas não só norte-americanos mas de vários países inclusive do Brasil, que mantêm o design característico do mestre Carl Barks e a personalidade dos desenhos animados, mas adicionando alguns maneirismos ou estilos próprios de cada um. Desses todos, além de Carl Barks destacaram-se Giovan Battista Carpi, Giorgio Cavazzano, William Van Horn, Daan Jippes, Keno Don Rosa (autor da A Saga do Tio Patinhas), Marco Rota (que segue os traços de Barks), Romano Scarpa, Tony Strobl, Al Taliaferro, Tetsuya Nomura (responsável pelo visual do Pato para os jogos Kingdom Hearts) e Shiro Amano (autor da versão manga dos mesmos jogos Kingdom Hearts)Lydia Gonçalves Santos , Bruno Pombo Lemos , Vítor Siqueira Gonçalves e Matheus Cerdeira Martins Klein
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Con Giovan Battista Carpi. Anche questa foto è stata scattata a Roma (Expocartoon) il 17 Maggio 1997.

    No Brasil
No cinema, na televisão, nos quadrinhos e em outros meios, Pato Donald virou mania também no Brasil, conquistando um posto superior entre os personagens Disney e de quadrinhos em geral, rivalizando, e muitas vezes superando, Mickey Mouse em popularidade.
Os quadrinhos protagonizados pelo Donald fizeram estréia no Brasil no Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen em Outubro de 1938. 
Lançada em julho de 1950, a revista O Pato Donald (Pato Donald desde 1980), foi o marco inicial da Editora Abril, o que o torna o título de quadrinhos de mais longa publicação contínua no Brasil.
As revistas Zé Carioca, Tio Patinhas (inicialmente como Almanaque do Tio Patinhas) e Disney Especial são suas derivadas diretas.
Estúdios brasileiros produziram histórias em quadrinhos com Donald entre os anos 60 e anos 90
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Após o encerramento da produção nacional, a Editora Abril se limitou a publicar quadrinhos de outros países, como a Itália. As produções italianas têm sido alvo de críticas negativas Brasil por sua suposta baixa qualidade  , mas são uma presença maciça e constante nas revistas brasileiras ao longo das décadas.
A interpretação do personagem pelos artistas e roteiristas brasileiros era semelhante à italiana, apesar da diferença entre os modos de criação. Tanto no Brasil quanto na Itália as histórias costumam girar em torno de temas como a atuação de Donald como repórter do jornal A Patada, as brigas com seu vizinho Silva e sua eterna postura de folgado (em contraste com a diligência de seu tio Patinhas e com o dinamismo de si mesmo como Superpato). Também foi criada no Brasil a série O Casamento do Pato Donald.
Além de ter seu próprio título de quadrinhos, Donald foi capa do álbum de figurinhas Galeria Walt Disney (1976 e republicações), personagem no Grande Livro Disney (1977) e astro principal do Manual da Televisão (1982)
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Mickey Pateta e Donald Disney Wallpaper
  Desenhos animados
Filmes
O Dragão Relutante (1941)
Saludos Amigos (1942)
The Three Caballeros (1944)
Como é Bom se Divertir (1947)
Tempo de Melodia (1948)
Mickey's Christmas Carol (1983)
Uma Cilada para Roger Rabbit (1988)
Mickey's 60th Birthday (1988)
Mickey - O Príncipe e o Mendigo (1990)
Pateta - O Filme (1995)
Fantasia 2000 (1999)
Mickey's Once Upon a Christmas (1999)
Mickey's Magical Christmas: Snowed in at the House of Mouse (2001)
OS Vilões da Disney (2002)
Mickey's PhilharMagic (2003)
Mickey's Twice Upon a Christmas (2004)
Mickey Donald e Pateta: Os Três Mosqueteiros (2004)
The Lion King 1½ (2004)
Donald's Happy Birthday (1999)

Aparições do personagem

                                                                                         
 Séries de televisão
DuckTales (1987–1990)
Donald Duck Presents (compilação de curtas clássicos da Disney)
Donald's Quack Attack (compilação de de curtas clássicos da Disney)
Bonkers (1993–1995)
Quack Pack (1996–1997)
Mickey Mouse Works (1999–2000)
House of Mouse (2001–2003)
Mickey Mouse Clubhouse (2006)