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terça-feira, outubro 09, 2012

BIOGRAFIA LUIS GUSTAVO( ATOR)


LUIS GUSTAVO
Luis Gustavo Sánchez Blanco (Gotemburgo, 2 de fevereiro de 1940 ) é um ator hispano-brasileiro. É também tio dos atores Tato Gabus Mendes e Cássio Gabus Mende

Biografia

É cunhado do escritor Cassiano Gabus Mendes.
Nascido na Suécia, filho de um diplomata espanhol, veio para o Brasil ainda na infância.
Começou na televisão como contra-regra através de seu cunhado Cassiano Gabus Mendes, diretor artístico da TV Tupi. Pouco tempo depois já participou de diversas telenovelas, até que estrelou o anti-herói em Beto Rockfeller, considerada a primeira novela moderna, no formato que dura até a atualidade. A partir de então, consolidou sua carreira participando de dezenas de folhetins brasileiros e filmes.
Outro personagem de Luiz Gustavo em telenovela faria muito sucesso nos anos 1980, o Mário Fofoca de Elas por Elas, um detetive particular que depois estrelaria um seriado e um filme.
Durante vários anos atuou como Vanderlei Mathias, o Vavá, em Sai de Baixo, programa dominical de humor da Rede Globo.

EM BETO ROKFELLER

Intérprete de grandes personagens cômicos da telenovela brasileira, Luis Gustavo também merece um capítulo especial na história da TV por seu pioneirismo. Quem não se lembra de Beto Rockefeller, Mário Fofoca, Victor Valentim ou do Tio Vavá do humorístico Sai de Baixo? Em algumas ocasiões, esses personagens foram tão marcantes que o público não conseguia desassociar o criador de suas criaturas, resultando até em temporadas de desemprego para o ator. Afinal, o carisma, a originalidade de suas improvisações e o talento para a comédia sempre foram as principais características de Luis Gustavo Sanchez Blanco.

Filho do diplomata espanhol Luis Amador Sanchez e da espanhola de origem humilde Helena Blanco Sanchez, Luis Gustavo nasceu em 2 de fevereiro de 1934, em Gotemburgo, Suécia. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde seu pai exerceu a função de embaixador da Espanha no Brasil até o término da Guerra Civil espanhola, em 1939. Seu pai não aderiu ao governo ditatorial do general Franco e optou por permanecer definitivamente com a família no Brasil. E mudou-se para a capital paulista, onde Luis Gustavo cresceu. Ainda pré-adolescente, acompanhava a irmã mais velha, Helenita Sanchez, então uma atriz iniciante, nos programas da Rádio Tupi Difusora. Luis Gustavo ficava na cabine com o sonoplasta Lima Duarte, assistindo a tudo maravilhado. Foi aí que surgiu o seu interesse pelo espetáculo. 
 

                                                                                  victor valentin primeira versao de ti ti ti

Quando a televisão chegou ao Brasil em 1950, seu cunhado, Cassiano Gabus Mendes, então diretor artístico da TV Tupi, o indicou para a vaga de caboman. Luis Gustavo teve o privilégio de estar no estúdio quando, pela primeira vez, uma emissora latino-americana foi ao ar. Durante cinco anos trabalhou atrás das câmeras, sendo boom-man, contrarregra, auxiliar de iluminação e cameraman. Mas o que ele realmente queria era “pular para a parte artística, para a direção de estúdio, que já lidava com cenário, com tudo que não era técnica”, recorda-se.


Passou a ser assistente de direção de vários programas, entre eles o teleteatro TV de Vanguarda. Foi lá que, por acaso, fez a sua estreia como ator. Walter Avancini havia adoecido, e faltava um ator para a peça Mas Não se Matam Cavalos, de Horace McCoy. Luis Gustavo o substituiu e o seu desempenho lhe valeu o registro de ator. Desde então, jamais abandonou a interpretação. Sua primeira novela foi Se o Mar Contasse, de Ivani Ribeiro, na TV Tupi, em 1964. Também na emissora, atuou em O Sorriso de Helena (1964), O Direito de Nascer (1964), O Amor Tem Cara de Mulher (1966) e Estrelas no Chão (1967). Paralelamente ao trabalho na TV, o ator também dava início à sua carreira no teatro. Em 1967, pela atuação em Quando as Máquinas Param, de Plínio Marcos, ganhou o prêmio de melhor ator da Associação Paulista de Críticos de Teatro (APCT).

Em 1968, Luis Gustavo participou da criação de um marco da telenovela brasileira, Beto Rockfeller, que mudaria para sempre a sua carreira. Ele estava na boate do cunhado Cassiano, quando observava um grupo que comemorava o aniversário de uma moça.  “Entrou um rapaz, com uma roupa diferente, simpático. Cumprimentou todo mundo, beijou a mão da aniversariante, pegou flores que estavam na própria mesa e deu a ela, como se ele próprio as tivesse trazido”. Luis Gustavo ainda viu o rapaz comer e beber na mesa, cativar todos com o seu carisma e “sair da boate com uma menina ainda mais linda que a aniversariante”. Era um típico “bicão”, um sujeito que, com sua lábia e esperteza, sempre tirava vantagem em tudo. Assim surgia o personagem Beto Rockefeller, vivido pelo ator na TV Tupi.

Beto Rockfeller foi um dos maiores sucessos da TV Tupi. A inovadora temática urbana e a linguagem moderna influenciaram toda a produção de telenovelas da época, inclusive da TV Globo. A novela foi precursora, também, das ações de merchandising, muitas delas realizadas pelo próprio Luis Gustavo. Após um ano no ar, foi adaptada para o cinema por Olivier Perroy, em filme protagonizado pelo ator. A novela também foi parodiada por Amácio Mazzaropi, em Betão Roncaferro (1970), de Pio Zamuner.

Beto Rockfeller

O sucesso foi tão grande que, quando a trama terminou, Luis Gustavo não conseguia trabalho: sua imagem estava muito associada à do anti-herói espertalhão. Um ano e meio depois, voltou às telenovelas contratado pela TV Record para atuar em Editora Mayo, Bom Dia (1971), de Walther Negrão. Em seguida, novamente na TV Tupi, atuou em Os Inocentes (1974), de Ivani Ribeiro, e O Sheik de Ipanema (1975), de Sérgio Jockyman. 
  

Sua estreia na TV Globo aconteceu em 1976, na novela Anjo Mau, que também marcou a estreia na emissora do autor Cassiano Gabus Mendes. Na trama, o ator deu vida a Ricardo, irmão do protagonista Rodrigo, vivido por José Wilker. Em seguida, atuou em Duas Vidas (1977), escrita por Janete Clair. Seu primeiro grande sucesso na TV Globo veio em 1978, com o personagem cego Léo da novela Te Contei?, de Cassiano Gabus Mendes. O ator compôs o personagem inspirado em um amigo de infância cego: “É um dos personagens que eu tenho mais dentro do coração”, lembra. 
 

Após uma pequena participação no filme Amada Amante, de Cláudio Cunha, e uma passagem pela TV Bandeirantes, Luis Gustavo voltou à TV Globo na pele do detetive Mário Fofoca, em Elas por Elas (1982), também de Cassiano Gabus Mendes. Mas não foi fácil. Apesar da resistência do autor em indicá-lo a um papel menor, uma ponta, nos cinco primeiros capítulos, Cassiano sucumbiu. O sucesso foi tamanho que a trama foi reestruturada para explorar mais as cenas de humor envolvendo o detetive. Terminada a novela e ainda na esteira da popularidade de Mário Fofoca, estrelou o filme As Aventuras de Mário Fofoca (1982), de Adriano Stuart, e o seriado Mário Fofoca (1983), com textos de Luis Fernando Verissimo.

Mário Fofoca

Um novo personagem marcante surgiria na vida de Luis Gustavo dois anos mais tarde: o Victor Valentim, da novela Ti-Ti-Ti. Na trama, mais uma vez de Cassiano Gabus Mendes, o ator viveu Ariclenes, um trambiqueiro, que assumia a identidade de um costureiro espanhol. Na mesma época, no teatro, iniciou uma frutífera parceria com o ator e dramaturgo Juca de Oliveira. Atuou em duas comédias: Baixa Sociedade, com o sobrinho Cássio Gabus Mendes, Eliana Barbosa e Ana Cláudia Bringel; e Meno Male, com Fulvio Stefanini, Nicole Puzzi e Maria Estela.


aqui quando ele ele interpretou mario fofoca em elas por elas o personagem aparece pela primeira vesz mais tarde viraria um seriado e bem mais tarde voltaria a aparecer em uma outra novela

Em 1989 veio o convite de Lauro César Muniz para interpretar um radialista inescrupuloso que seria assassinado nos primeiros capítulos da novela O Salvador da Pátria. O personagem se chamaria Juca Santana, mas Luis Gustavo sugeriu Juca Pirama. Assim, ele poderia usar a frase “Meninos, eu vi...”, do poema Y-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, como bordão a cada inicío de trasmissão do seu programa sensacionalista. Como era de se esperar, o personagem e o bordão fizeram um tremendo sucesso. E apesar de Juca Pirama de fato morrer no início da trama, ele voltava diversas vezes em flashback até o final da novela.

Em seguida, em 1990, protagonizou a novela Mico Preto, de Marcílio Moraes, Leonor Basséres e Euclydes Marinho. Na trama, interpretou Firmino do Espírito Santo, um funcionário público honesto e pacato que é nomeado procurador de uma empresária pouco antes de seu misterioso desaparecimento. Em 1993, participou de O Mapa da Mina, última novela do autor Cassiano Gabus Mendes, que faleceu durante as gravações. No ano seguinte, atuou no seriado Confissões de Adolescente, dirigido e produzido por Daniel Filho, e exibido pela TV Cultura. Na ocasião, concebeu o projeto de um novo humorístico, feito ao vivo e com plateia, o Sai de Baixo, que ocuparia com sucesso a grade da TV Globo de 1996 a 2002. No programa, Luis Gustavo era o Tio Vavá, patriarca de uma louca família composta por Cassandra (Aracy Balabanian), Magda (Marisa Orth), Caco (Miguel Falabella) e os empregados João Canabrava (Tom Cavalcante) e Edileusa (Claudia Jimenez).

Após o trabalho em Sai de Baixo, participou de O Beijo do Vampiro, de Antonio Calmon, no papel de um atrapalhado caçador de vampiros. Dois anos depois, em 2004, atuou ao lado de Marília Pêra na novela Começar de Novo, de Calmon e Elizabeth Jhin. Em 2008, voltou a atuar em uma novela de Antonio Calmon, Três Irmãs, como o trambiqueiro Nereu em dupla cômica com Otávio Augusto. No ano seguinte, integrou o elenco de Cama de Gato, de Duca Rachid e Thelma Guedes. Em 2010, Luis Gustavo reviveu Mário Fofoca, personagem de Elas por Elas, no remake de Ti-Ti-Ti, adaptação de Maria Adelaide Amaral do texto de Cassiano Gabus Mendes. Na trama, o ator foi homenageado em cena memorável: seu personagem, Mário Fofoca, para ajudar o amigo Ariclenes (Murilo Benício), teve que se vestir de Victor Valentim. Assim, Luis Gustavo interpretou dois de seus personagens mais marcantes de uma só vez.

Telenovelas
2011 - A Vida da Gente .... Seu Vidalgo
2010 - Ti Ti Ti .... Mário Fofoca
2009 - Cama de Gato .... Waldemar
2008 - Três Irmãs .... Vidigal (Nereu Vidigal Castro)
2006 - O Profeta .... Piragibe
2005 - Alma Gêmea .... Romeu
2004 - Começar de Novo .... Elvis Doidão
2002 - O Beijo do Vampiro .... Galileu Van Burger
1993 - O Mapa da Mina .... Tony Sgrangatto
1990 - Mico Preto .... Firmino do Espírito Santo
1989 - O Salvador da Pátria .... Juca Pirama
1985 - Ti Ti Ti .... Ariclenes Almeida (Victor Valentin)
1982 - Elas por Elas .... Mário Fofoca
1979 - Cara a Cara .... Fran
1978 - Te Contei? .... Léo
1976 - Duas Vidas .... Osvaldo
1976 - Anjo Mau .... Ricardo
1975 - O Sheik de Ipanema .... Carlos Alberto
1974 - Os Inocentes .... Victor
1973 - A Volta de Beto Rockfeller .... Beto Rockfeller
1972 - Editora Mayo, Bom Dia .... Ray
1968 - Beto Rockfeller .... Beto Rockfeller
1967 - Yoshico, Um Poema de Amor .... Luís Paulo

1967 - Estrelas no Chão .... Jorge
1967 - A Hora Marcada .... Mário
1966 - O Amor Tem Cara de Mulher .... Paulo
1966 - Ciúme .... Alfredo
1965 - Teresa .... Mário
1965 - O Pecado de Cada Um .... Fernando
1964 - Se o Mar Contasse .... Polo
1964 - O Sorriso de Helena
1964 - O Direito de Nascer .... Osvaldo
1963 - Terror nas Trevas
1962 - A Única Verdade
1962 - A Noite Eterna
1956 - E o Vento Levou
1956 - Caminhos Incertos
1955 - Oliver Twist .... Raposa
1955 - Caminhos Sem Fim .... Felismino
1954 - Sangue na Terra .... Pintado
1954 - O Destino Desce de Elevador
1953 - Segundos Fatais

Seriados
2010 - As Cariocas .... Gustavo
2007 - Faça Sua História .... Agostinho
1996/2002 - Sai de Baixo .... Vavá
1994/1996 - Confissões de Adolescente .... Paulo
1983 - Mário Fofoca .... Mário Fofoca
1983 - Caso Verdade, Vida Nova .... Antônio Maciel

Especiais
1953/57 - TV de Vanguarda

Trabalhos no cinema

2005 - O Casamento de Romeu e Julieta .... Alfredo Baragatti
1982 - As Aventuras de Mário Fofoca .... Mário Fofoca
1979 - Sede de Amar .... Jairo
1978 - Amada Amante .... Augusto
1970 - Beto Rockfeller .... Beto Rockfeller

1963 - Mord in Rio
1963 - Casinha Pequenina
1956 - O Sobrado