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sábado, agosto 25, 2012

RAMIRO DA CARTUCHEIRA (SERIAL KILLER)

     Ramiro da Cartucheira

Ramiro Matildes Siqueira foi um ladrão, assassino, natural de Jaboticatubas - MG
Era considerado um homem pacato, mas ganhou notoriedade na década de 70 pelos seus crimes.
Por usar espingardas do tipo cartucheiras ganhou o apelido de Ramiro da Cartucheira
Chegou a cometer alguns estupros e, em alguns casos, ao invés de usar a famigerada cartucheira matou a pauladas algumas de suas vítimas.
Causou pânico e histeria no meio rural pelos vários latrocínios que cometeu na época. Algumas mortes na capital Mineira chegaram a ser atribuídas a ele, mas logo a polícia prendeu os verdadeiros autores dos assassinatos e perceberam então que a notícias das mortes na época não tinham nada a ver com Ramiro. Na verdade não passavam de mera especulação da imprensa.
Ramiro da Cartucheira já era uma lenda em Minas quando começaram a aparecer novos assassinatos na cidade de Goiânia, todos eles da mesma forma, tiros de cartucheiras no peito.
Famílias inteiras foram mortas em algum de seus crimes, até que a polícia mineira começou a caçada ao assassino pelas várias cidades percorridas por ele e conseguiram prendê-lo em Corumbaíba - GO.
Curiosamente, um agente do senso do IBGE chegou até um casebre e foi recebido a tiros, de Ramiro da Cartucheira. O mesmo agente do IBGE escapou dos tiros ileso e foi até à delegacia delatar o fato. Daí chegaram até Ramiro.
Na época, o Juiz que o julgou, Dr. Benedito do Prado, tentou interrogá-lo a sós no seu próprio gabinete, perguntando ao acusado se ele era louco ou coisa parecida. Ele logo respondeu: "Se ocês quiserem me mandar pro hospital de loucos como fizeram comigo em Betim, eu mato todos os loucos que estiverem lá a pauladas".
No seu julgamento foi muito difícil formar um júri para mandar Ramiro pra cadeia. Ninguém queria nem olhar para ele, de medo.


  As fotos de 1978, registram a caçada e captura do bandido, procedida pelos policiais da Homicídios de Belo Horizonte. Dentre eles podemos identificar o Inspetor Teixeira, "Tião Remelexo", Zé Maria Zebú, Altair Siqueira e outros que participavam das diligencias. Abaixo a ficha policial do serial killer, quando esteve recolhido na carceragem do "Inferno da Floresta"

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/crime-e-criminosos/bandidos/bandidosmg/155-bandido-cartucheira

Ramiro Matilde Siqueira era um homem comum, da pacata cidade de Jaboticatubas, em Minas Gerais, até se tornar uma fera e ganhar notoriedade nacional pelos seus crimes na década de 70. As armas utilizadas na prática de seus crimes eram sempre espingardas cartucheiras usadas para roubar dinheiro, armas e outros bens que encontrava. Assim como, na execução cruel de suas vítimas, em sua maioria, fazendeiros desprotegidos. Em razão disso, ganhou a alcunha de “O Bandido da Cartucheira”. Foram vários os latrocínios praticados por este indivíduo, causando verdadeira histeria e paranóia no meio rural, pelo temor dos moradores de se tornarem a próxima vítima. Mesmo na capital, algumas mortes foram atribuídas a ele, quando dos assassinatos do comerciante Ajax Lins de Vasconcelos, na Pampulha e posteriormente o vigia de obra, Geraldo Lopes, no Alto da Avenida Afonso Pena. A delegacia de Furtos e roubos conseguiu prender os assaltantes responsáveis pelos latrocínios em Belo Horizonte, descartando a tese alarmista de alguns órgãos de imprensa. Depois de várias mortes em Minas Gerais, começaram a surgir novas vítimas em Goiânia com as mesmas características do “Bandido da Cartucheira”, ou seja, tiros de cartucheira na região torácica, desferidos por um único criminoso. Famílias inteiras eram chacinadas. Pelo menos duas equipes de policiais civis de Belo Horizonte participaram da caçada ao perigoso assassino, dentre eles, “Tião Remelexo”, “Zé Maria Zebú, "Chic Chic" e outros que ainda não temos o registro. Depois de muitas investidas em cidades visitadas pelo criminoso, os policiais civis conseguiram prendê-lo em Corumbaíba, Goiás e transferido para a carceragem a Delegacia de Vigilância Geral. Em 1981 apareceu morto na cela, ao que tudo indica, por ataque cardíaco.

Abaixo, uma reportagem sobre Ramiro na região de Franca-SP.
“Ramiro: o Bandido da Cartucheira na região”

       Ramiro Matilde Siqueira aterrorizou vítimas em vários Estados a partir da década de 70. Costumava usar uma espingarda cartucheira para matar as pessoas e ficou conhecido como o “Bandido da Cartucheira”. O criminoso fez dez vítimas na região de Franca em 1980, a maioria lavradores nas cidades mineiras de Passos e Sacramento. O Comércio da Franca, dirigido por Corrêa Neves na época, cobriu amplamente os casos. Uma das reportagens, em Sacramento, relatou quando Ramiro matou o lavrador José Silvério do Nascimento e a sobrinha dele Maria Martins, a golpes de machado. Antes ele havia estuprado e picado as partes íntimas da mulher. O jornal publicou fotos do local dos assassinatos, entrevistou familiares das vítimas e também Ramiro. O bandido foi preso, aos 33 anos, no dia 11 de setembro de 1980, em Corumbaíba (GO), depois de atirar em um recenseador do IBGE, num casebre na zona rural. O Comércio alugou um avião e enviou uma equipe de reportagem para entrevistá-lo. Ele confessou os crimes aos jornalistas. Ramiro foi encontrado morto em 1981 em sua própria cela.
GCN. NET.BR.   
algumas curiosidades no caso
Seu próprio advogado de defesa disse que o sujeito exalava péssimos fluidos.
Mesmo assim conseguiram julgá-lo e condená-lo. Na sentença ele mesmo disse em tom sarcástico: "somando tudo deve de dar uns 135 anos, vou pagar alguns o restante vocês pagam pra mim".
Foi encontrado morto em 1981 em sua própria cela. Disseram na época que ele teve um ataque cardíaco.