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quarta-feira, junho 20, 2012

TIAO CARREIRO E PARDINHO BIOGRAFIA




Tião Carreiro & Pardinho

História


Em 1954, Tião Carreiro conheceu Pardinho no Circo Rapa Rapa, em Pirajuí (SP), quando Tião ainda tinha o pseudônimo de Zé Mineiro. Lá, eles cantaram pela primeira vez. Em 1956, resolveram tentar a sorte em São Paulo, onde conheceram o prestigiado compositor sertanejo Teddy Vieira que, ouvindo a dupla, batizou José Dias Nunes de Tião Carreiro. Em novembro de 1956, gravaram o primeiro disco juntos com destaque para as músicas "Cavaleiro do Bom Jesus" (de João Alves, Nhô Silva e Teddy Vieira) e "Boiadeiro Punho de Aço" (de Teddy Vieira e Pereira).

A dupla Tião Carreiro e Pardinho é tida com uma das principais da música sertaneja de raiz e inventores do pagode, considerados artistas de primeira linha no gênero. Encenaram também duas peças teatrais, "O Mineiro e o Italiano", um melodrama baseado na música, e "Pai João", o drama de um velho carreiro, e gravaram o filme Sertão em Festa, ambos com grande sucesso. Tião Carreiro e Pardinho chegaram a gravar quase 30 LPs, todos remasterizados em CDs, que continuam em catálago.



Discografia

    * 1961 Rei do Gado - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1963 Casinha da Serra - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1964 Linha de Frente - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1964 Repertório de Ouro - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1965 Os Reis do Pagode - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1966 Boi Soberano - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1967 Pagode Na Praça - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1967 Os Grandes Sucessos de Tião Carreiro & Pardinho
    * 1967 Rancho dos Ipês - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1968 Encantos da Natureza - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1968 Tião Carreiro & Pardinho e Seus Grandes Sucessos
    * 1969 Em Tempo de Avanço - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1970 Sertão em Festa - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1970 Show - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1970 A Força do Perdão - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1971 Abrindo Caminho - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1972 Hoje Eu Não Posso Ir - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1973 Sucessos de Tião Carreiro & Pardinho
    * 1973 Viola Cabocla - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1973 A Caminho do Sol - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1974 Modas de Viola Classe "A" - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1974 Esquina da Saudade - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1974 Tangos em Dueto - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1975 Modas de Viola Classe "A" - Volume 2 - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1975 Duelo de Amor - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1976 Rio de Pranto - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1976 Os Grandes Sucessos de Tião Carreiro & Pardinho - Volume 2
    * 1976 É Isto que o Povo Quer - Tião Carreiro em solos de viola caipira
    * 1977 Pagodes - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1977 Rancho do Vale - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1978 Terra Roxa - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1979 Disco de Ouro - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1979 Golpe de Mestre - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1979 Pagodes - Volume 2 - Tião Carreiro & Pardinho


    * 1979 Tião Carreiro em Solo de Viola Caipira
    * 1981 Modas de Viola Classe "A" - Volume 3 - Tião Carreiro &
Pardinho
    * 1982 Navalha Na Carne - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1983 No Som da Viola - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1984 Modas de Viola Classe "A" - Volume 4 - Tião Carreiro &
Pardinho
    * 1985 Felicidade - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1986 Estrela de Ouro - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1988 A Majestade "O Pagode" - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1994 Som da Terra - Tião Carreiro & Pardinho
    * 1994 Som da Terra - Tião Carreiro & Pardinho - Volume 2 -
Pagodes
    * 1994 Som da Terra - Tião Carreiro & Pardinho - Volume 3 - Modas de Viola
    * 1996 Saudades de Tião Carreiro - Diversas Duplas
    * 1998 Sucessos de Ouro de Tião Carreiro & Pardinho - As
Românticas
    * 1999 Popularidade - Tião Carreiro & Pardinho
    * 2001 Warner 25 anos - Tião Carreiro & Pardinho
    * 2003 Os Gigantes - Tião Carreiro & Pardinho
    * 2006 Warner 30 anos - Tião Carreiro & Pardinho

    Tião Carreiro
José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro (Montes Claros, 13 de dezembro de 1934 — São Paulo, 15 de outubro de 1993), foi um cantor brasileiro de música sertaneja de raiz e muitas duplas são influenciadas por sua música.



       Biografia
Natural de Monte Azul, pequena cidade no norte de Minas Gerais, foi criado até os 10 anos de idade nos distritos de Catuti, Rebentão e Pajeú.
Tião é filho de lavradores, Orcissio Dias Nunes e Júlia Alves da Neves. Ele teve 6 irmãos, três homens, Cumercindo, Guilhermino e Valdomiro e três mulheres, Ilda, Maria e Santina.
Levava uma vida humilde, ao fato da falta de emprego ocasionada pela seca que assolava a região norte mineira e com a esperança de um futuro melhor, a família de Tião resolve tentar a vida em São Paulo.
Saíram da região de origem num caminhão tipo pau-de-arara e seguiram rumo a Montes Claros onde embarcariam no trem com destino ao interior do Estado de São Paulo. As crianças não possuíam registro de nascimento e por este motivo a família teve que aguardar 3 dias para obter do juizado de menores uma autorização para prosseguirem. Este é um motivo pelo qual muitos consideram que ele é natural de Montes Claros e não de Monte Azul.
Criado numa fazenda nos arredores de Araçatuba, mais precisamente em Flórida Paulista (região de Adamantina) e Valparaíso, interior do estado de São Paulo, começou a tocar violão ainda pequeno, com 8 anos de idade, quando também já cuidava do arado e dos afazeres na roça.
Aprendeu a tocar viola caipira na adolescência, 


praticamente sozinho, sem nunca ter tido um professor. Isto porque em 1950, com apenas 13 anos, Tião Carreiro trabalhava no Circo Giglio, onde já cantava em dupla com seu primo Waldomiro da dupla Palmeira & Coqueirinho. O dono do circo dizia que "duca, Tião tocava violão.
No mesmo ano, o mesmo circo apresentava em Araçatuba a dupla Tonico & Tinoco. E enquanto os irmãos estavam no hotel, Tinoco havia deixado sua viola no circo e Tião aproveitou para "decorar a afinação escondido".


Tião Carreiro cantou em diversas duplas, tendo adotado diferentes nomes artísticos, tais como Zezinho (com Lenço Verde), Palmeirinha (com Coqueirinho) e Zé Mineiro (com Tietezinho). Lenço Verde e Coqueirinho eram pseudônimos do mesmo parceiro, o Waldomiro, que era primo de Tião Carreiro. Suas parcerias mais famosas foram com Antônio Henrique de Lima (o Pardinho) e Adauto Ezequiel (o Carreirinho, Falecido em 2009 e foi o Professor de Tião Carreiro).
Alcançou sucesso ao formar dupla com Pardinho, e foi o inventor do pagode de viola — não se confunda com o pagode do samba — mas hoje em dia, esse termo é muito conhecido entre os violeiros. Dentre os maiores sucessos de Tião Carreiro temos: Pagode em Brasília, que foi o primeiro pagode, criado juntamente com Teddy Vieira e Lourival dos Santos, em 1959, Boi Soberano, Filhinho de Papai, Cochilou Cachimbo Cai entre outros. A discografia de Tião Carreiro soma mais de 45 discos, tornando-se hoje em dia considerada "Cult" pelo admiradores de Música Sertaneja, é encontrada facilmente em qualquer loja de discos do Brasil.
Ao contrário do que se ouve falar, Tião não bebia muito. As bebidas que ele ganhava ele colecionava e mostrava sua coleção aos amigos.
Tião ficou doente ainda no auge de sua carreira, com diabetes. Veio a falecer no dia 15 de outubro de 1993 em São Paulo

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           Pardinho
Antonio Henrique de Lima, conhecido como Pardinho (São Carlos, 14 de agosto de 1932 — Sorocaba, 2 de junho de 2001), foi um cantor brasileiro, famoso por ter formado, com Tião Carreiro, a dupla Tião Carreiro & Pardinho.

       Carreira

Pardinho nasceu em São Carlos na Fazenda São Joaquim. Logo depois, se mudou para a Fazenda Figueira Branca. "Na época da colheita do café havia muita festa e na fazenda Figueira Branca meu pai ganhou um cavaquinho, com 12 anos mais ou menos", contou Carlos Henrique seu filho.
Pardinho começou cantando com o nome de Miranda e formou uma dupla com Zé Carreiro (da dupla Zé Carreiro & Carreirinho) em 1956, para concorrer a um concurso para violeiros lançado pela rádio Tupi. A dupla ganhou o prêmio com o cururu “Canoeiro”. A partir daí, Antonio Henrique adotou o pseudônimo de Pardinho e começou a criar seus próprios sucessos. Pardinho fez sucesso com o companheiro Tião Carreiro com a dupla Tião Carreiro & Pardinho. A discografia de Pardinho e Tião Carreiro soma mais de 45 discos, encontrados facilmente em qualquer loja de discos do Brasil. Pardinho também cantou com outros parceiros, como João Mulato (Wilson Leôncio de 


Melo) e Pardal (Gonçalo Gonçalves), com o qual gravou 7 discos, incluindo o disco "4 Azes", no qual também participam Tião Carreiro e Paraíso. Se destacam entre as suas músicas a trilogia do "Menino da Tábua", que conta a história de um menino que só bebia leite e água em cima de uma tábua onde vivia e suas continuações, que fala de seus milagres depois da morte. Pardinho e Pardal também gravaram a música "O Poder da Viola", que conta a história de uma menina que recebeu várias picadas de aranha enquanto dormia e se salvou depois de ser benzida à toque de viola. A dupla gravou também a música "Sertão do Virador", de Zé Fortuna e Pitangueira, com o nome de "O Poder da Fé", no disco "O Poder da Viola" (1980).
Embora tenha se mudado muito jovem de São Carlos, entre 13 e 14 anos, Pardinho sempre visitava a cidade no dia 15 de agosto, pois era devoto de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia. Em janeiro de 1963, casou-se com Lucília Pires de Lima, e o casal passou a lua-de-mel no município. Tiveram dois filhos, Carlos Henrique e Rosângela Aparecida de Lima, que lhes deram duas netas, Lívia e Daniele de Lima.


       Homenagem

Na noite de 14 de agosto de 2007, dia em que completaria 75 anos, Antonio Henrique de Lima, o músico Pardinho, foi homenageado com a inauguração de um parque que leva seu nome. Um show com apresentações de 15 duplas de viola e do músico Mazinho Quevedo ao lado de Carlos Henrique, filho de Pardinho, com apoio da EPTV Central marcou o evento. São-carlense, Pardinho é reconhecido como um dos maiores músicos do país.
No parque, localizado no início da serra do Cidade Aracy, no bairro Monte Carlo, possuindo 15 mil m², foi erguido um monumento em homenagem ao músico, projetado e confeccionado pela cenógrafa Sueli Russo Paes de Barros, chefe da Divisão de Teatro da Prefeitura do município.