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segunda-feira, junho 25, 2012

o colecionador serial killer brasileiro


Maranhense , nascido em 1965, este é o psicopata mais terrível já surgido na história criminal brasileira e o maior serial killer da história tupiniquim. Em seu primeiro julgamento, ele confessou o assassinato de Jonathan Silva Vieira, de 15 anos, em 2003, crime pelo qual foi condenado a vinte anos e oito meses de prisão.
Foi apenas uma das 42 mortes de meninos nos municípios maranhenses de São Luís, Paço do Lumiar e São José de Ribamar e em Altamira no Pará.
A série de assassinatos, ocorridos entre 1991 e 2003, ficou conhecida como
O Caso dos Meninos Emasculados de Altamira
e teve repercussão internacional.
A história do assassino

Abandonado pelo pai, perdeu a mãe quando tinha tinha quatro anos. Foi criado pela avó, uma mulher rude e violenta. Francisco trabalhava vendendo bolos na rua – e apanhava sempre. Chegou a morar com uma mulher, com a qual teve duas filhas, morou no Pará, onde matou pelo menos 12 meninos e no Maranhão, onde pesa sobre ele a acusação de 30 homicídios.
Francisco diz que, apesar de ter parentes, era solitário. Sua “diversão” era ficar sozinho, à noite, jogando pedras em gatos. Durante as várias fases dos processos, assumiu e negou os crimes,  deu várias  declarações confusas e caiu em diversas contradições.
O elemento mais sórdido dos crimes é que Chagas abusava de suas vítimas e as mutilava: cortava dedos e orelhas e, quase sempre, arrancava o pênis dos meninos assassinados. Apesar de todas as evidências e confissões já feitas, Francisco volta e meia ainda nega seus crimes. Nesses momentos, fala de uma imensa conspiração, envolvendo a polícia, a Justiça e a imprensa, para incriminá-lo. "Existe muita coisa suja no meio dessa história. Tem um rio de esgoto, que desce do Brasil e para tudo aqui, no Maranhão", disse certa vez em entrevista. Sua negação revela muito da personalidade psicopata. "Como qualquer criminoso, o psicopata faz de tudo para atenuar sua pena. Mente sem nenhum problema. Mas ele não consegue se manter consistente na mentira, e cai em contradições", diz a psiquiatra forense Hilda Morana.
    
Para negar as emasculações de suas vítimas, Francisco recorre a argumentos curiosos. "Se eu tivesse feito isso, tinha dinheiro. Não moraria humildemente". Como a emasculação de crianças e adolescentes poderia render dinheiro? Francisco tinha uma resposta pronta: tráfico de órgãos. Ao ser informado de que não existe transplante de pênis, a princípio se mostrou um tanto confuso, reiterando apenas que "neste planeta existe cada coisa que a gente fica abismado, não acreditando". Mas, pouco depois, saiu-se com outra explicação: "A pessoa, quando morre, começa a diluir, a desmanchar". As mutilações, portanto, seriam resultado natural da decomposição – ou, ainda segundo as sugestões imaginosas do assassino, da ação de algum inseto ou ave, já que os corpos foram encontrados no meio de matagais.


As vítimas

As vítimas de Francisco das Chagas de Brito eram meninos entre 10 e 14 anos, geralmente. A exceção, aparentemente, é um garoto de 4 anos, parente de sua ex-mulher.
As crianças eram pobres e moravam perto de onde Francisco morava. Muitas eram vendedores ambulantes, como ele também já havia sido. O psicopata as atraía para uma mata fechada, geralmente com algum convite como ir pegar frutas. Durante as investigações, conseguiu apontar com exatidão onde estavam vários corpos.