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terça-feira, junho 19, 2012

LEO CANHOTO E ROBERTINHO BIOGRAFIA

http://www.leocanhotoerobertinho.com.br/                 o site oficial da dupla    
          Léo Canhoto e Robertinho
A dupla sertaneja brasileira Léo Canhoto e Robertinho foi criada em 1968 na cidade de Goiânia.
                                             Carreira
O último julgamento é seu grande sucesso. Numa época em que as duplas sertanejas eram muito tradicionais, os músicos já usavam cabelos longos, roupas extravagantes e jóias. Foram eles, também, os pioneiros na utilização de instrumentos eletrônicos, revolucionando a música sertaneja [carece de fontes]. Trechos de suas músicas foram largamente usados por DJs cariocas em montagens de funk, durante a década de 90.
Eles participaram de vários programas de televisão e se tornaram a primeira dupla caipira a ganhar um disco de ouro pela vendagem de seu primeiro LP, isso aconteceu devido ao sucesso da canção "Apartamento 37", lançada em 1969. Em 1977 protagonizaram o filme Chumbo Quente, escrito por Léo Canhoto.
                         
chumbo quente

Sinopse: O coronel Lucas, poderoso e desonesto fazendeiro, ambiciona as pequenas terras de seu vizinho, o delegado de polícia Julião, desde que descobriu a existência, ali, de uma mina de calcário. Incumbe seu filho Rodrigo de propor a Julião a compra das terras, mas o rapaz se apaixona por Marina, filha do delegado, que recusa o namoro por estar noiva. Enfurecido, Rodrigo é expulso por Berto, irmão de Marina, prometendo vingança se o casamento se efetivar. Em viagem ao rancho velho do Jeremias, Berto faz amizade com o andarilho Leonardo, irmão do padre Miguel, que casará Marina. Sabendo dos preparativos para o matrimônio, Rodrigo e seu pai contratam o pistoleiro Corvo e seus capangas para matarem todos na festa. Na véspera, Berto, Leonardo e Jeremias se embriagam, chegando a festa tarde demais para impedir o massacre e o rapto da noiva. Um fotógrafo, entretanto, registra vários instantâneos dos pistoleiros e, revelado o filme, fica também incriminado o coronel Lucas. Leonardo e Berto partem em busca dos criminosos, liquidando-os e resgatando Marina.
Título original: Chumbo Quente
Gênero: Aventura
Duração: 90min.
Lançamento (Brasil): 1978
Distribuição: Cinedistri
Direção: Clery Cunha
Argumento: Léo Canhoto
Roteiro: Jesse J. Costa
Produção: Carlos Raele, Moracy doVal, Hércules Breseghelo, Marcel Hollender
Produção executiva: Jesse J. Costa
Co-produção: Profilbrás
                         
A MATERIA ABAIXO VEM DO EXELENTE SITE  http://www.boamusicaricardinho.com/index_pri_1.html
"Se Tonico e Tinoco se fizeram notar pela fidelidade total às mais puras raízes da Música Sertaneja, Léo Canhoto e Robertinho marcaram presença exatamente pelo motivo oposto, assimilando influências musicais e instrumentais do 'pop-rock', inclusive promovendo-se como 'os hippies do mundo sertanejo' (como diz a capa de um dos quinze LPs - sem contar as coletâneas - que eles gravaram na RCA de 1969 a 1983). Mas, apesar de não hesitarem em usar instrumentos e técnicas de arranjo típicas do 'rock', (como bem se nota em faixas como 'O Presidente e o Lavrador') Léo Canhoto e Robertinho nunca se afastaram muito de suas Raízes Sertanejas, como provam sucessos da dupla como o cateretê 'Vou Tomá Um Pingão', a guarânia 'A Gaivota' e o corrido'Apartamento 37'." 

O comentário acima é de Ayrton Mugnaini Jr. e consta no encarte do CD da Série "Luar do Sertão", lançado pela BMG, e também na página 128 do livro "Enciclopédia das Músicas Sertanejas" (escrito também por Ayrton Mugnaini Jr.) - Editora Letras & Letras - 2001. 

Leonildo Sachi, o Léo Canhoto, nasceu em Anhumas-SP no dia 27/04/1936. José Simão Alves, o Robertinho, nasceu em Água Limpa-GO no dia 09/02/1944. 

Leonildo nasceu na roça, onde passou fome e viveu muitas dificuldades. Passou um período com sua família italiana num sítio no município de Sertanópolis-PR onde, até os 18 anos de idade, enfrentou todo tipo de trabalho, inclusive capinar a roça. 

Foi devido a uma doença que acometeu o pai de Leonildo que ele acabou se tornando cantor: Para custear o tratamento, Leonildo resolveu fazer um roçado de algodão ajudado por uma de suas irmãs. Fez dívida com a compra de equipamentos diversos e inseticidas, porém, nada colheu, devido a uma chuva inesperada que destruiu toda a platanção, ainda em floração. 

Leonildo começou então sua aventura na cidade grande, onde se viu obrigado a tentar a sorte, procurando emprego em circos mambembes, com seu Violão, que havia aprendido a tocar em volta das fogueiras nos diversos sítios onde morou. 

O nome artístico com o qual Leonildo ficou conhecido foi devido ao fato dele realmente ser canhoto. 

Seu aprendizado musical foi "de ouvido" e Léo Canhoto chegou a participar de algumas duplas, dentre as quais, a mais conhecida, com Maurinho: a dupla "Maurinho e Zé Canhoto" participou de alguns programas de rádio na Difusora de Londrina-PR e também tentou a sorte na Capital Paulista, tendo gravado um disco, porém, com o nome de "Os Canarinhos do Sertão", já que o nome "Maurinho e Zé Canhoto" não foi aceito. O sucesso não aconteceu e a dupla logo se desfez. 

Léo Canhoto passou a fazer parte do trio "Campanha, Léo Canhoto e Perigoso", o qual também não durou muito tempo. Na mesma época, porém, Léo Canhoto começou a se firmar como compositor, tendo tido diversas de suas músicas gravadas por intérpretes do quilate de Zilo e Zalo, Pedro Bento e Zé da Estrada, Zico e Zeca e Luizinho, Limeira e Zezinha. 

Na mesma época, Léo Canhoto também começou a empresariar duplas famosas tais como Vieira e Vieirinha e Sulino e Marrueiro. Léo Canhoto no entanto desejava realizar o seu próprio trabalho musical! 

José Simão Alves, por sua vez, também enfrentou diversas dificuldades. Orfão de mãe com bem pouca idade, foi levado por seu pai para Buriti Alegre-GO, onde trabalhou na roça e também foi sapateiro, tintureiro e tratorista. 

Gostava de cantar desde criança. Bastante tímido, no entanto, quando alguém pedia, ele só aceitava cantar se fosse de costas para o público; e, quando acabava a música, saia correndo... 

Na mesma Buriti Alegre-GO, José Simão formou com mais dois amigos o trio "Jota, Jotinha e Marquinho"que cantava na Rádio Clube local. Algum tempo depois o trio foi para a Capital Paulista, onde chegou a gravar um disco o qual não obteve sucesso. 

José Simão seguiu para Goiânia-GO e continuou mantendo contato com o meio sertanejo, em meio às dificuldades que enfrentava. Tinha uma única calça e apenas duas camisas, além de passar semanas comendo somente arroz com tomate. 

José Simão escolheu o nome artístico de "Robertinho" em homenagem a seu grande ídolo que é Roberto Carlos. 

E foi numa viagem a Goiânia-GO que os dois componentes da dupla se conheceram: Robertinho, que era fã de Léo Canhoto como compositor, foi ao Hotel J. Alves para conhecê-lo e, por intermédio do Acordeonista Inhozinho, foi a ele apresentado. Léo Canhoto, por sua vez, ouvindo Robertinho cantar, gostou bastante da sua voz e, após cantarem juntos algumas músicas, decidiram formar a nova dupla. 

Robertinho não hesitou em se mudar de imediato para a Paulicéia Desvairada onde, de início, morou durante dois anos na mesma residência de Léo Canhoto. Antes da gravação do primeiro LP, Léo Canhoto e Robertinho tiveram que fazer diversos"bicos", acompanhando outras duplas, fazendo portaria nos circos, vendendo livros e, sempre que surgia alguma oportunidade, faziam algumas pequenas apresentações nos respectivos locais. 

Mas a nova dupla estava para iniciar então uma"mudança radical" e (por que não dizer?), uma verdadeira "revolução" no panorama da Música Sertaneja de um modo geral! 

Havia na década de 1960 diversas excelentes Duplas Caipiras no auge do sucesso. Léo Canhoto, experiente que era como Empresário no meio fonográfico, sustentava que a nova dupla que nascia precisava ser "diferente" de tudo que rolava na época. E, com seus famosos óculos escuros, Léo falava em"reciclar", "romper estruturas arcaicas" e "ampliar o público". E, lógico, as gravadoras, de um modo geral, gostavam de tais idéias, principalmente por aumentar as vendagens... 

E foi assim que, no ano de 1969, Léo Canhoto e Robertinho aproveitaram a "janela" que já havia sido aberta pela Jovem Guarda e mostraram pela primeira vez ao público sertanejo o característico visual que misturava o Sertanejo com o Country Americano, além de misturar também o Boiadeiro com o Rockeiro. 

O primeiro disco foi gravado no mesmo ano de 1969 na RCA Victor, contendo dentre outras músicas, um de seus maiores sucessos, que foi o corrido "Apartamento 37" (Léo Canhoto) (a música cujo trecho o Apreciador ouve ao acessar essa página): 

"Briguei com ela só prá ver ela chorando
Porque sabia que ela gostava de mim
Queria apenas ver seu pranto derramando
Jamais pensei que aquela briga fosse o fim.

Ela foi embora sem dizer prá onde ia
E eu fiquei triste e sozinho a chorar,
O sol desceu e a lua veio novamente,
Eu esperava mas meu bem não quis voltar.

Segui seu rastro na areia da estrada
Na esperança de encontrar o meu benzinho,
Mas de repente veio a chuva e apagou
Lá da estrada o sinal do seus pezinhos.

Fiquei tão triste sem saber o que fazia
Pus um anúncio no jornal dizendo assim:
-Se alguém achar meu amorzinho tenha pena,
Faça o favor de devolver ela prá mim.

Meu endereço vou deixar esclarecido
Porque talvez alguém a possa encontrar:
Moro na Rua da Amargura, 25
Apartamento 37, Quinto Andar."
                                                                                                                                     
 

E, em 1972, Léo Canhoto e Robertinho ganharam um Disco de Ouro com o sucesso de "Apartamento 37" (Léo Canhoto), tendo sido a primeira dupla sertaneja a conquistar tal prêmio no Brasil. 

Algumas boas Duplas Sertanejas do quilate de Tibagi e Miltinho e Belmonte e Amaraí já haviam iniciado uma "inovação" na Música Caipira, com a inclusão de Orquestras, Trompetes e Guitarras Elétricas nos arranjos, além de terem incluído no repertório ritmos latinos tais como Boleros, Guarânias e Rancheiras, além dos trajes típicos mexicanos, tão bem utilizados por Pedro Bento e Zé da Estrada. 

No entanto, quem até então imaginaria uma Dupla Sertaneja cabeluda usando medalhões no peito e vestindo camisas abertas até a metade, com estampas psicodélicas? Sem dúvida, um verdadeiro "escândalo", já que Léo Canhoto e Robertinho também gostavam de aparecer com guitarras elétricas, órgãos e contrabaixos e andando de motocicletas, em vez de montados em cavalos!! 

Críticas não faltaram e não poderia ter sido diferente: Léo Canhoto e Robertinho eram discriminados tanto nas emissoras de rádio como também no famoso "Café dos Artistas", além de terem sido considerados como "loucos". Amigos do mundo sertanejo insistiam em que eles largassem tais inovações e "voltassem às origens". 

A dupla também não tinha nenhum programa de rádio. Mas mesmo com pouco dinheiro para divulgação e sem acesso à TV, Léo Canhoto e Robertinho conquistaram o país, tornando-se na década de 1970 a mais popular entre as Duplas Sertanejas, quebrando recordes de disco e bilheteria. 

Léo Canhoto e Robertinho gravaram 15 LPs na RCA, os quais foram produzidos pelo ex-rockeiro Tony Campelo, que também produziu uma infinidade de discos de Sérgio Reis. Foi por sinal na mesma gravadora que surgiu o repertório inovador com músicas que tinham até mesmo clichês inspirados por filmes de "bang-bang italiano", aqueles "faroestes de segunda categoria" que estavam na moda na década de 1970, com direito inclusive aos tão característicos "diálogos" entre mocinho e bandido e"efeitos sonoros" diversos como tiros de revólver! Como exemplo, podemos citar "Jack O Matador" (Léo Canhoto - Nenete) e "O Homem Mau" (Léo Canhoto). Uma verdadeira mistura de "Rádio-Teatro" com Country Americano e Sertanejo Brasileiro... 

A dupla também foi pioneira na introdução das Guitarras Elétricas na Música Sertaneja, como podemos notar, por exemplo em "Vou Tomá Um Pingão" (Léo Canhoto). Léo Canhoto e Robertinho também "parodiaram" Roberto Carlos, falando sobre"carros e velocidade" em "Meu Carango" (Léo Canhoto). 

Léo Canhoto e Robertinho também "pagaram o preço do pioneirismo", já que nos seus shows em circos de cidades interioranas as instalações elétricas muitas vezes eram precárias e ocorriam panes com muita freqüência, fazendo com que eles tivessem que esquecer a guitarra elétrica e pegar o Violão e a Viola e soltar a voz tal qual Tonico e Tinoco no início da carreira "na beira da tuia". 

Léo Canhoto e Robertinho foi também a única dupla sertaneja que recebeu o "Brasão Da República", homenagem prestada pelo então Presidente Ernesto Geisel em 1976, pela beleza da música "O Presidente e o Lavrador" (Léo Canhoto). 

A dupla, no entanto, acabou se desfazendo em 1983. Léo Canhoto e se queixava pelo fato das emissoras de TV darem espaço para a Música Country Americana e deixar de lado o "Novo Caipira Brasileiro" que eles cultivavam. Apesar das inovações Léo Canhoto e Robertinho jamais conseguiram chegar aos "horários nobres" do Rádio e da TV. 

A dupla chegou a se unir novamente no ano de 1989, no entanto, sem obter o sucesso anterior, apesar do enorme sucesso que já estava sendo experimentado por duplas já famosas tais como "Chitãozinho e Xororó", "César e Paulinho" e "Chrystian e Ralf", duplas essas que haviam aproveitado o estreito caminho aberto por Léo Canhoto e Robertinho e"alargado a estrada" por onde passaram a transitar duplas tais como "Leandro e Leonardo", "Zezé di Camargo e Luciano" e "Bruno e Marrone", "rotuladas comercialmente" como novos nomes da Música (que não é mais) Sertaneja, mas sim uma "mistura romântico/brega" também conhecida como "breganejo" ou "sertanojo". 

Os trabalhos mais recentes de Léo Canhoto e Robertinho foram em 1996 quando lançaram um CD com destaque para "O Messias" (Léo Canhoto) e "Na Trilha dos Animais" (Leo Canhoto) e também a participação da dupla no CD "Clássicos Sertanejos" de Chitãozinho e Xororó, interpretando "Vou Tomá Um Pingão" (Léo Canhoto) juntamente com a famosa dupla paranaense. 

Bem antes dos "breganejos e sertanojos", aproveitando a "trilha" aberta por Léo Canhoto e Robertinho, haviam surgido Milionário e José Rico e também o Trio Parada Dura. E, sobre essa inovação experimentada pela Música Sertaneja, merece ser citado o comentário de Inezita Barroso, citado na página 333 do Livro "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio" de Rosa Nepomuceno, citação essa que nos mostra o quanto a "Madrinha" dá valor ao que é autêntico, ao que é da Nossa Terra: 

"... não é que eu não goste, mas eles quebraram aquela unidade caipira. Então dali pra cá começaram a aparecer as duplas ditas modernas, né? Criou-se nesse momento, não uma inimizade, mas uma prevenção contra esse tipo de música. Os caipiras resolveram se unir, porque não havia mais lugar para eles, eles estavam indo embora, pro interior." 

Nessa citação, Inezita se referiu aos que "inovaram a linguagem do mercado" que misturaram alhos com bugalhos, violas com guitarras, os quais Inezita sempre viu "com reservas"; isto na época em que "estouravam nas paradas de sucesso" Léo Canhoto e Robertinho, Milionário e José Rico e o Trio Parada Dura. Lembrar que ainda não eram conhecidos "Leandro e Leonardo" nem "Zezé di Camargo e Luciano", ou seja, ainda não existiam os "breganejos e sertanojos"... 

Ao ouvirmos Léo Canhoto e Robertinho, além dos já mencionados "efeitos sonoros dos bang-bangs" ("Jack O Matador" (Léo Canhoto - Nenete) e "O Homem Mau" (Léo Canhoto)), encontramos os elementos do "rock" da época, em interpretações de sucessos tais como "A Colina do Amor" (Léo Canhoto), "Crioulinha" (Léo Canhoto - Nhô Cido), "O Presidente e o Lavrador" (Léo Canhoto), "A Menina da Piscina" (Pedro Canela) e "Suspiro e Saudade" (Pedro Canela) (música essa que nos faz lembrar o romantismo de Christophe em "Aline"). No entanto (e esses são Léo Canhoto e Robertinho que eu aprecio!), apesar da instrumentação inovadora, ainda sentimos o "Sabor Caipira Raiz" ouvindo sucessos tais como "Vou Tomá Um Pingão" (Léo Canhoto), "A Gaivota" (Léo Canhoto), "A Garça" (Léo Canhoto), "Apartamento 37" (Léo Canhoto), "Inverno Cruel" (Léo Canhoto - Ricieri Faccioli), "Meu Velho Pai" (Léo Canhoto) e "Canção do Carreteiro" (Léo Canhoto - Oswaldo Béttio). E também podemos nos divertir em interpretações bem humoradas como por exemplo "Eu e a Dinha" (Léo Canhoto - Robson Garcia), na qual são utilizados cacófatos, da mesma forma que nos Forrós compostos por Zenílton e Genival Lacerda: 

"...Não sei o que eu faço neste mundo
Se um dia eu perder o amor de Dinha.

Eu estou chorando pela Dinha,
Eu estou sofrendo pela Dinha..."








Entre 1983 e 1989, Robertinho chegou a formar uma dupla com o acordeonista João Silvestre da Silva, o João Roberto, natural de Dourados-MS e que possuía antes o nome artístico de Centavo (quando integrava o trio "Cruzeiro, Tostão e Centavo" o qual ganhou 1º Festão - festival promovido pela TV Morena de Campo Grande-MS, com a música "Estrada de Chão" (Aurélio Miranda)). A dupla "João Roberto e Robertinho" gravou um disco e, logo depois, João Roberto foi morar no Canadá onde viveu durante 13 anos, após os quais retornou ao Brasil e voltou a formar a dupla com Robertinho. 

João Roberto, no entanto, faleceu no dia 14/05/2005, durante um show no qual acompanhava a "Madrinha"Inezita Barroso em Itanhaém-SP: repentinamente ele caiu no palco; foi socorrido imediatamente mas já estava sem vida, vítima de parada cardíaca fulminante, ocasião na qual contava 43 anos de idade.

E, no mesmo ano de 2005, Robertinho retomou a dupla com Léo Canhoto e os "Hippies do Mundo Sertanejo" voltaram a cantar em dupla novamente com o nome de Léo Canhoto e Robertinho. 




Na foto abaixo, a "Madrinha" Inezita Barroso e a Dupla "Léo Canhoto e Robertinho", na gravação doViola Minha Viola no dia 03/09/2008: 



Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Léo Canhoto, Ricardinho, Robertinho e Ramiro Vióla, por ocasião da gravação do Viola Minha Viola no dia 03/09/2008: 




Na foto abaixo, da esquerda prá direita, Léo Canhoto, Ricardinho, Robertinho, Andréia e seu pai, o Pardini(da Dupla Ramiro Vióla e Pardini), por ocasião da gravação do Viola Minha Viola no dia 03/09/2008: 




E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, Léo Canhoto, Ricardinho e Robertinho, quando da gravação do Viola Minha Viola no dia 03/09/2008: 




Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias dos livros "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio" de Rosa Nepomuceno e "Enciclopédia Das Músicas Sertanejas" de Ayrton Mugnaini Jr., além do Site Oficial de Léo Canhoto e Robertinho e também dos sites: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira e Trombeta do Café - Cafemusic. Ver também mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração deste site teria sido impossível. 



Essa viagem pela Música Caipira Raiz continua:Clique aqui e pegue o trem, que ele agora irá para os Estados de Minas Gerais, Pernambuco e Paraná, passando pelas cidades de Monte Santo-MG, São José do Belmonte-PE e Terra Rica-PR: conheça esse Mineiro e esse Pernambucano criado no Paraná que formaram ao final da década de 1960 uma das duplas de maior sucesso na Música Sertaneja, com seu característico "sincretismo musical". Conheça um pouquinho da trajetória das "Gargantas de Ouro do Brasil": Milionário e José Rico. 


Ou então, se você preferir outro compositor ou intérprete, clique aqui e "pegue outro trem para outra estação", na Página-Índice dos Compositores e Intérpretes.


Léo Canhoto & Robertinho – Discografia             quem quiser baixar entre neste site  

http://saudade-da-minha-terra.com/arquivo/99
(1969)
RCA Camden CALB 5218
Outras Edições:
RCA Camden 106.0014
01 Jack, o Matador (Léo Canhoto-Nenete)
02 Compreensão (Léo Canhoto-Robertinho)
03 Amarga Despedida (Léo Canhoto-Alfredo Soares Filho)
04 Lágrimas de Homem (Léo Canhoto-Ricieri Faccioli)
05 Apartamento 37 (Léo Canhoto)
06 Quem Será (Léo Canhoto- Zalo)
07 Primeira Comunhão (Léo Canhoto)
08 Linda Estudante (Léo Canhoto-José Russo)
09 O Filho do Ladrão (Léo Canhoto-Zilo)
10 Tapinha de Amor (Léo Canhoto-Vieira)
11 Menina Sapeca (Léo Canhoto-Zé Paioça)
12 Garçon Amigo (Léo Canhoto)

 
(1969) O Homem Mau
RCA Camden CALB 5252
Outras Edições:
RCA Camden 106.0020
01 O Homem Mau (Léo Canhoto)
02 Quem Vê Cara Não Vê Coração (Léo Canhoto)
03 Mentirosa (Léo Canhoto-Alfredo Soares Filho)
04 Quatro Horas (Léo Canhoto)
05 Triste Calado (Léo Canhoto-Robertinho)
06 Meu Benzinho (Léo Canhoto-Teixeira)
07 Meu Telefone (Léo Canhoto-José Russo)
08 Brecada (Léo Canhoto)
09 Lágrimas de Sangue (Léo Canhoto-Riccieri Faccioli)
10 Longe dos Olhos Perto do Coração (Léo Canhoto-Nascim Filho)
11 Só Gosto de Você (Léo Canhoto-Cuiabano)
12 Despeito (Léo Canhoto-Nenete)

(1970) Rock Bravo Chegou Para Matar
RCA Camden 106.0033
01 Rock Bravo Chegou Para Matar (Léo Canhoto-Carlos Alberto)
02 Meu Velho Pai (Léo Canhoto)
03 Caixa Postal (Léo Canhoto-Robertinho)
04 Meu Carango (Léo Canhoto)
05 Saudade do Meu Amor (Léo Canhoto-Nenete)
06 Beliscão de Amor (Léo Canhoto)
07 Soldado Sem Farda (Léo Canhoto)
08 O Lobisomem (Léo Canhoto)
09 Sonho Triste (Léo Canhoto-Augusto Toscano)
10 O Calhambeque do Meu Bem (Léo Canhoto)
11 Quarenta Quilos de Amor (Léo Canhoto-Carlos Alberto)
12 Minha Linda Namorada (Léo Canhoto-Riccieri Faccioli)

 
(1971) Buck Sarampo
RCA Camden CASB 5344
01 A Morte de Um Guerreiro (Léo Canhoto)
02 Minha Pátria Amada (Léo Canhoto)
03 Lágrimas de Mulher (Léo Canhoto)
04 Vai Comer Formiga (Léo Canhoto)
05 Burro Tem Que Comer Capim (Léo Canhoto-Marumby)
06 Diabinha Maluca (Léo Canhoto-Ricieri Faccioli)
07 Buck Sarampo (Léo Canhoto-Nenete)
08 Jesus (Léo Canhoto)
09 O Vento Levou (Léo Canhoto-Robertinho)
10 Casamento à Prestação (Léo Canhoto-Nhô Quincas)
11 Discussão (Léo Canhoto-Jorge Paulo)
12 Crioulinha (Léo Canhoto-Nhô Cido)

(1972) Lobo Negro
RCA Camden 106.0050
01 Delegado Lobo Negro (Léo Canhoto)
02 Eu Te Amo Jesus Cristo (Léo Canhoto)
03 A Polícia (Léo Canhoto-Nenete)
04 Caminho Sem Saída (Léo Canhoto)
05 Maria Santíssima (Léo Canhoto-Grupo Saracura)
06 Emburrada (Léo Canhoto-Riccieri Faccioli)
07 Meu Irmão da Roça (Léo Canhoto)
08 A Gaivota (Léo Canhoto)
09 Motorista de Caminhão (Léo Canhoto)
10 O Ratinho Malandro (Léo Canhoto)
11 Angústia (Léo Canhoto)
12 Moringa Gelada (Léo Canhoto-Robertinho)


(1973) Amazonas Kid
RCA Camden 106.0055
01 Amazonas Kid (Léo Canhoto)
02 A Praia (Léo Canhoto-José Russo)
03 De Mala e Cuca (Adauto Santos-Gilberto Karan-Getúlio de Oliveira)
04 Divina Luz (Léo Canhoto)
05 Garçon Cara de Pau (Léo Canhoto)
06 Meu Grito de Amor (Léo Canhoto-Robertinho)
07 O Menino (Léo Canhoto)
08 Por Onde Anda o Meu Amor (Akropolis Adieu) (C. Bruhn-G. Buschor-Vrs. Léo Canhoto)
09 Dor de Cotovelo (Léo Canhoto)
10 Minha Velha Mãe (Léo Canhoto)
11 A Marreca (Léo Canhoto-Robertinho)
12 Inverno Cruel (Léo Canhoto-Ricieri Faccioli)
13 Tatu Tem Que Morrer Cavocando (Léo Canhoto)

 
(1974)
RCA Camden 106.0065
01 A Garça (Léo Canhoto)
02 Não Mate o Teu Irmão (Léo Canhoto)
03 O Valentão (Léo Canhoto-Robertinho)
04 Tem Dois Cachorros Nesta Casa (Arthur-Galahad)
05 Cama Vazia (Léo Canhoto)
06 Operário Brasileiro (Léo Canhoto-Benedito Seviero)
07 Moças da Roça (Léo Canhoto)
08 Adeus Menina (Léo Canhoto-Robertinho)
09 A Namorada (Léo Canhoto-Ricieri Faccioli)
10 Não É Hoje Não (Léo Canhoto)
11 Na Areia (Lindomar Castilho-Ronaldo Adriano-C. Mendes)
12 Good Bye My Love (Léo Canhoto)

(1975) O Valentão da Rua Aurora
RCA Camden 106.0074
01 O Presidente e o Lavrador (Léo Canhoto)
02 Carne e Unha (Léo Canhoto)
03 Homem Com H Maiúsculo (Léo Canhoto)
04 Segura a Peteca (Léo Canhoto-Lina)
05 A Ratoeira do Amor (Léo Canhoto)
06 Recordação (Léo Canhoto)
07 O Valentão da Rua Aurora (Léo Canhoto)
08 A Colina do Amor (Léo Canhoto)
09 Convite (Léo Canhoto-Campinho de Jaú)
10 Porta do Céu (Léo Canhoto-Robertinho)
11 O Maior Amor do Mundo (Léo Canhoto-Robertinho)

(1976) O Homem da Cruz
RCA Camden 106.0083
01 O Homem da Cruz (Léo Canhoto)
02 O Tico-tico e o Chupim (Léo Canhoto)
03 A Colheita do Feijão (Léo Canhoto-Robertinho)
04 Troca de Corações (Léo Canhoto)
05 Esteio da Nação (Léo Canhoto)
06 Triste Calado (Léo Canhoto-Robertinho)
07 A Vaca do Belarmino (Léo Canhoto-Antônio Jurca)
08 Mundo Véio Sem Porteira (Léo Canhoto)
09 A Enchente (Léo Canhoto-Compadre Felisbino)
10 Eu e a Dinha (Léo Canhoto-Robson Garcia)
11 Meu Erro (Léo Canhoto)
12 Amigo Fiel (Léo Canhoto)

 
(1976) No Bang-Bang
[Grandes Sucessos]
01 Jack, o Matador (Léo Canhoto-Nenete)
02 Rock Bravo chegou para matar (Léo Canhoto-Carlos Alberto)
03 Delegado Lobo Negro (Léo Canhoto)
04 O Valentão da Rua Aurora (Léo Canhoto)
05 A Polícia (Léo Canhoto e Nenete)
06 O Lobisomem (Léo Canhoto)
07 O Homem Mau (Léo Canhoto)
08 Buck Sarampo (Léo Canhoto-Nenete)
09 Amazonas Kid (Léo Canhoto)
10 O Valentão (Léo Canhoto-Robertinho)
11 Meu Carango (Léo Canhoto)
12 O Ratinho Malandro (Léo Canhoto)

 
Volume 11
01 O sonhador
02 Vá com Deus
03 O homem da caverna
04 Mão de ferro
05 Menina
06 O que é do homem, o bicho não come
07 Súplica
08 A verdade
09 Delegado Jaracuçu
10 Tim tim por tim tim
11 Adão e Eva
12 Você não presta mas eu te amo

12Volume 12
01 Mundo cão
02 Paixão de minha vida
03 O Lavrador e o operário
04 Zé Fermino
05 Padre Vitor
06 Chumbo quente
07 Tristeza
08 Alucinação
09 Use e abuse
10 O criador de cobra
11 A palavra
12 O massacre

13Volume 13
01 Canção do Carreteiro
02 O vendedor
03 Mola mestra
04 Coração idiota
05 Louco amor
06 Vida canalha
07 Passaporte para o asilo
08 Fofinha
09 O direito de chorar
10 Obrigado meu Deus
11 O infeliz
12 Bendito dia

14Volume 14
01 Terezinha
02 Calça comprida
03 O gatão
04 O bom filho
05 Banho de beijos
06 Vou tomá um pingão
07 Conselho de mãe
08 Salve o lavrador
09Amigo sincero
10 O porquinho
11 O bom jogador
12 Tadinho de mim

15Volume 15
01 Pedro Querosene
02 O motoqueiro
03 Golpe triste
04 Guarânia do adeus
05 Peito estraçalhado
06 Sangue do meu sangue
07 Lição de moral
08 Um Milhão de dólares
09 Agüenta fígado
10 Cachorro amigo
11 Minha sentença
12 O desprezado

16Volume 16
01 O último julgamento
02 Chegou sua vez
03 As cordilheiras
04 Eu, você e a camisola
05 Suspiro e saudade
06 História de um azarado
07 Lágrimas de pai
08 Quero seu perdão
09 A menina da piscina
10 Coisa querida
11 Paixão e lágrimas
12 O macaco e o patinho

17Léo Canhoto
01 Última explosão
02Agüenta cama velha
03 Tombo da árvore
04 Chorando baixinho
05 Filho revoltado
06 Garimpeiro do amor
07 Leito de hospital
08 Tanguinha vermelha
09 Direito de homem
10 O filho do pescador
11 Juízo final
12 Eu, ela e meus capangas

18Volume 18
01 Não volte Jesus Cristo
02 Viagem
03 Homem objeto
04 Lágrimas do coração
05 Página solta
06 Cinco vezes por noite
07 Caminho da paz
08 Grito na noite
09 O Machão da noite
10 Entre o fogo e a espada
11 Sem revanche
12 Canção para um mundo melhor

19Volume 19
01 Cinco beijos
02 Tiro e queda
03 Que o mal pague e Elas
04 Corre corre
05 No pé do ouvido
06 Banho de bacia
07 Rasto da rolinha
08 Kid Bocadura
09 Somos iguais
10 No colo dela
11 Cama dos prazeres
12 Alta tensão

20Volume 20
01 O messias
02 Terra prometida
03 Ainda vou te conquistar
04 Menino-homem, mulher-menina
05 Cachaça nele
06 Na trilha dos animais
07 Mãe
08 Sabor hortelã
09 Põe tudo
10 Mistérios do amor
11 Calça jeans
12 Mal entendido

21Volume 21
01 Karatê e kung fu
02 O Caçador de corruptos
03 Carne de pescoço
04 Baile do mija mija
05 O peladão
06 Índio gosta
07 Namoro de gatos
08 O trem entrou
09 Soca soca
10 Tatuagem na bunda
11 Xixi no garrafão
12 Não às drogas
13 O caipirão
14 O último julgamento