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quarta-feira, maio 09, 2012

Apolônio de Tiana

                                                               

                                     APOLONIO





Ele nasceu há aproximadamente dois milênios. Realizou milagres, curou os doentes, alimentou os famintos e expulsou os demônios. Por onde passava promulgava a paz para as multidões que o seguiam. Denunciava os opressores do povo e por fim foi julgado e condenado em um tribunal romano, até hoje nada se sabe de seu cadáver. Se perguntássemos sobre quem você acha que está lendo, com certeza poderia confundir esse pequeno currículo com o de uma popular lenda urbana. Mas trata-se da vida de Apolônio de Tiana, um misterioso personagem cuja vida é tão apaixonante para os que a conhecem quanto desconhecida para a maioria das pessoas.
Muito do que sabemos de sua vida chegou até nos graças à biografia encomendada pela imperadriz romana Julia Domna ao filósofo e historiador Filostratus. A monarca não viveu para ver o resultado final do texto que ficou pronto alguns anos depois de sua morte. O testemunho de Filostratus, entitulado "A Vida de Apollonius de Tyana", serviu como base para todas as discussões posteriores sobre esta enigmática figura. Trata-se de um livro especialmente importante porque contém trechos de manuscritos disponíveis ao autor mas que já não existem mais, incluindo cartas do próprio Apolônio e o diário de Damis, seu fiel discípulo.
 
Sua obra escrita é bastante vaga e pouco chegou até os dias de hoje. Aqui merece destaque o Nuctemeron, antigo manuscrito atribuído a Apolônio, importante o bastante para ser incluído como apêndice na obra "Dogma e Ritual da Alta Magia" de Eliphas Levi. No Nuctemeron os ensinamentos de Apolônio de Tiana estão dispostos como em um relógio em 12 horas. Cada hora traz uma instrução especial até que o ciclo se feche para recomeçar, nos lembrando da necessidade de sempre reforçá-los. Embora apresentado numa linguagem alegórica de dificil acesso o Nuctemeron ganhou uma grande reputação entre os estudantes de Alta Magia.
 
Leia aqui o Nuctemeron.
A vida de Apolônio de Tiana
A fonte bibliográfica de Filostratus ainda recebe o endosso das fontes do mundo árabe medieval. Entre eles Apolônio recebe o nome de Abuluniyu, Balinas ou ainda Balinus e as lendas descritas são consistentes com o testemunho europeu. Entre estas fontes destacam-se o Kitab Sirr al-aliqa ( Livro da Criação), o Risala fi tair ar-ru?aniyat (Tratado da influência dos seres espirituais nas coisas compostas), o al-Mud?al al-kabir (Introdução ao uso de Talismãs), o Kitab alasim Balinas al-akbar (Grande Livro de Talismãs e Apolônio) e o Kitab Ablus al-?akim (Livro do sábio Apolônio). Todos eles de autoria atribuída ao nosso personagem.
Segundo todas estas narrativas, Apolônio de Tiana nasceu na Grécia, na região da Capadócia turca, aproximadamente no ano 4 A.C. Discipulo da escola neo-pitagórica, destacou-se como notável filósofo e professor. Muitos de seus pensamentos, mesmo após tantos séculos, ainda se encontram presentes nas universidades e academias ao redor do mundo, sendo uma grande influência para o pensamento científico contemporâneo.
Assim como todo personagem que surgiu há mais de mil anos e se envolvia com misticismo, seu nascimento está envolto de mistérios e lendas. Conta-se que sua mãe teve um sonho durante o qual sonhou que estava grávida. Ao acordar passou a encabeçar a lista da mães virgens tão comuns à mitologia universal.
Pouco sabemos sobre sua infância diante da qual os registros históricos se calam. Todavia sabemos que aos quatorze anos foi levado para estudar com Eutidemo, professor de retórica em Tarso. Sentiu tanta repulsa com os costumes do povo de lá que convenceu seu pai adotivo a mudar-se para outra vizinhança. Tornou-se neo-pitagórico e portanto frugal e vegetariano. Se abstinha do vinho, das casas de banho e das mulheres. Andava sempre descalço com roupas muito simples e sentiu-se desde muito jovem atraído a uma  vida de contemplação e ascetismo. Conta-se que até os 15 anos era um rapaz calado pouco dado a conversas e interações sociais, pronunciando sempre o mínimo de palavras necessário. Mais tarde quando seu pai adotivo morreu doou toda sua herança aos pobres da região mostrando definitivamente seu desapego aos bens materiais.
O ponto culminante de sua vida foi a descoberta do túmulo de Hermes Trimegistro, acompanhado de vários manuscritos que são significativos para o hermetismo dos dias de hoje. No Kitab Sirr al-aliqa ele descreve este importante descoberta que serviu de ponte entre as escolas de mistérios egípcias e os taumaturgos do primeiro século. Entre estes manuscritos estavam a famosa Tábua da Esmeralda, por este motivo alguns historiadores a colocam como sendo da autoria do próprio Apolônio, embora ele mesmo negue esta hipótese nas fontes árabes acima citadas. Depois desta descoberta começou aos poucos a ganhar atenção de todos com quem entrava em contato pois apregoava a doutrina hermética abertamente para as massas. Seu estilo obscuro e setencioso aos poucos o fez rodeado de pessoas interessadas. Artesãos abandonavam seus ofícios para ouví-lo e cidades próximas enviavam embaixadores para visitá-lo. Os árabes criaram poemas em sua homenagem e é dito que seu nome chegou com admiração até mesmo aos brahmanes da Índia, aos magos da Pérsia e aos sacerdotes egípcios.

Durante sua fase adulta Apolônio viajou por boa parte do Oriente e Mediterrâneo visitando templos, corrigindo costumes que achava intoleráveis e reformando toda forma de abuso. Seus ensinamentos eram sempre acompanhados de toda sorte de prodígios. Em Éfeso ganhou notoriedade por acabar com uma praga simplesmente repreendendo-a. Em Coríntio realizou exorcismos públicos. Às margens do Eufrates profetizou o futuro do imperador Nerón da Babilônia. Viajou ainda pelo Egito, Etiópia e outros países e povoados sempre rodeado de muitos seguidores. Finalmente, visitou a itália e ressuscitou uma mulher.
Passava ele pelo funeral desta mulher que pertencia a uma importante família consular e, aproximando-se de seus ouvidos, pronunciou algumas palavras místicas. Ela abriu os olhos e levantou-se confusa. Apolônio foi levado para a casa de seus pais, que lhe ofereceram uma considerável quantia em dinheiro, que ele aceitou apenas para dar de volta como dote à donzela. O episódio deu ao mago uma fama sem precedentes e isso bastou para ganhar a desconfiança das autoridades.
Suas viagens foram interrompidas depois que se estabeleceu em Roma. Acusado de atiçar o povo, de conspirar contra o imperador Domiciano e de cometer o sacrilégio de não se curvar perante a éfige de césar, Apolônio foi desnudado, acorrentado e confinado em um calabouço, onde algumas versões da história dizem que finalmente morreu em 97 D.C.. Outra versão conta que foi lhe dada a chance de reconhecer publicamente seu erro e assim ganhar o indulto romano, entretanto Apolônio negou-se a aceitar seus atos como um erro sendo em seguida condenado à morte. Suas últimas palavras teriam sido: ‘Não podem deter minha alma, nem sequer meu corpo’. Tendo dito isso diante do tribunal seu corpo se desvaneceu desaparecendo diante dos olhos de todos os presentes.
Após seu inexplicável desaparecimento houveram ainda relatos de aparecimentos seus em Dicearquia e posteriormente em Creta onde conta-se teria finalmente falecido. Sua fama de milagreiro e a lenda de toda sua vida fizeram com que muitas pessoas acreditassem que ele fosse imortal. Fato é que nunca encontraram seu corpo.
 
A reputação de Apolônio de Tiana
Com o passar dos anos sua figura ganhou contornos populares, sendo inclusive adorado com um semi-deus em certos povoados, onde hinos eram escritos e estátuas levantadas em sua homenagem. Conta-se que o imperador Alessandro Severo tinha um retrato seu em seu oratório pessoal, ao lado das figuras de Cristo, Vopisco e Orfeo. Até o século V sua reputação era forte mesmo entre os cristãos. Prova disso é que Leon, ministro do rei dos visigodos pediu que o bispo de Auvernia traduzisse a obra de Filostrato dedicada a Apolônio. Ao terminar a tradução Sidônio remeteu ao ministro uma carta na qual exaltava todas as grandes virtudes do filósofo dizendo que para ser um ser humano perfeito só faltava que fosse cristão.
A opinião do bispo não foi seguida pelo restante da igreja. Infelizmente as similaridades entre a vida de Apolônio e a vida do Jesus bíblico acabou gerando uma grande desconfiança entre os sacerdotes. Desconfiança essa que culminou numa grande inimizade dentro da igreja romana e em uma campanha de difamação. Apolônio era então apresentado como impostor e falso-profeta que tentava enganar e desencaminhar os fiéis. Num segundo momento seus detratores o elevaram ao título de filho do diabo e perigoso necromante a serviço das forças infernais.  Por fim, sua figura foi largada ao esquecimento geral.
Essa má fama persistiu até meados do século XVI, quando as cabeças pensantes do iluminismo, incluindo Voltaire, começaram a advogar suas próprias ideias ético-religiosas opondo-se à igreja e propondo uma religião não-denominacional mais compatível com a razão. Em 1680 Charles Blunt, publicou a primeira tradução em inglês do livro de Filostratus, incluindo uma poderosa introdução pessoal anti-clerical. Nos anos seguintes as similaridades da vida de Apolônio com a de Jesus dominou a polêmica sobre a originalidade do cristianismo. Teosofistas passaram a considerá-lo duas encarnações do mesmo mestre enquanto Marquês de Sade fazia pouco de ambos em seus contos. Pouco depois Ezra Pound associou Apolônio com o culto solar destacando-o como um rival messiânico de Cristo,  identificado-o com uma cosmovisão de supremacia ariana de mitologia anti-semita.
No século XX Apolônio entra de vez para o universo da ficção e sua figura ganha ares cada vez mais lendários. No livro de Gerald Messadié "O homem que virou deus" Apolônio aparece como um poderoso filósofo e mago contemporâneio de Jesus. Este autor francês narra em sua obra inclusive um encontro entre os dois personagens. No cinema aparece como personagem do filme "As 7 Faces do Dr. Lao" e é ainda retratado na trilogia Illuminatus de Ribert Anton Wilson como tendo uma discussão com Abbie Hoffman, hippie ativista norte-americano.
Conclusão
Com toda a discussão sobre quem copiou e quem foi copiado, a verdade é que suas histórias de Jesus e Apolônio de Tiana são muito semelhantes. Nascidos na mesma época (Cristo também nasceu entre 4 e 6 a.C), mortos no mesmo séculos e com atos que inspiraram muitos... a diferença apontada por muitos pesquisadores é de que a vida de Apolônio recebeu atenção de muitas pessoas que a resgistrou, não apenas na região em que viveu mas nas regiões vizinhas, coisa que não aconteceu com seu xará Galileu, o que faz muitos apontarem para a possibilidade de Jesus ser uma cristificação da imagem de Apolônio. Mais do que isso, muitos dos rituais e símbolos usados nos sacramentos romanos podem ser seguidos de volta no tempo até repousarem nos pés de Apolônio. O missal, o altar, as vestimenta dos padres e muitos outros detalhes não tem qualquer relação com as histórias descritas na bíblia, mas podem facilmente ser atribuidas a uma herança direta aos elementos de alta magia apresentados por Apolônio.                  
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    MAIS INFORMAÇOES SOBRE APOLONIO



              


A Sexta Hora


Até onde acaba de chegar a nossa exposição, diz:
"O Espírito permanece impassível.
Ele vê o monstro infernal vir ao Seu encontro e está sem medo."
Pudemos, então, estabelecer que a Quinta Hora foi a "Hora da Vitória", na qual o candidato nos Mistérios Gnósticos, primeiramente, lança um olhar retrospectivo e depois, sob nenhuma condição, toma a decisão de não mais trabalhar com as forças e os métodos da vida antiga; porque, se o fizesse, essas forças, como que automaticamente, passariam a governá-lo.
Em seguida, dirige os seus olhos para o futuro, onde, provido de forças completamente novas, isto é, provido das forças das Grandes Águas, as Forças do Espirito Sétuplo, como servo de Deus e dos homens, toma sobre si a sua tarefa.
Após ter comemorado a sua vitória, o candidato se encontra em seu caminho de desenvolvimento, pela primeira vez, como homem perfeitamente livre, dentro da natureza da morte.
Agora, para ele, valem integralmente as palavras: "Está no mundo mas não é do mundo."
(Nota: S.Estrelas - Vejam aqui os mesmos ensinamentos dos Anciões e de Maria e suas Estrelas, assim como de outras consciências multidimensionais, que nos dizem a mesma coisa, e Apolônio o disse a 2000 anos, o que fica evidente ser a Verdade e o Saber, o mesmo em todo o sempre, ele existe no aqui agora, que pode ter sido a 2000 anos ou nos dias de hoje em nosso momento, a Verdade é a mesma, esta alem de qualquer tempo espaço, simplesmente É ou então não é a verdade, mas a ilusão disfarçada de
verdade, disfarce muito bem feito pelos ditos deuses, que da Luz nos privaram. Mas a Luz agora retorna e nos liberta das sombras dominantes).
Muitos foram os místicos que procuraram dar solução a essas palavras, fugindo, literal e corporalmente, do mundo.
  Ocultaram-se atrás das grossas paredes dos mosteiros, ocultaram-se em lugares inacessíveis das florestas virgens ou das montanhas e, isto não bastando, procuraram ainda, no interior das paredes dos mosteiros, o isolamento em celas.
Mas agora não se trata de paredes e celas em lugares isolados, mas trata-se de estar no mundo, no sentido mais amplo da palavra.
 E, em meio deste mundo, o candidato provará que é uma peça valiosa e atuante a serviço do mundo e da humanidade; uma peça ativa, perfeitamente mergulhada na vida da natureza da morte, tendo como objetivo poder assim aproximar-se de todos os que, nessa mesma natureza, se encontram aprisionados.
E, deste modo, está o candidato no mundo e no entanto não pertence ao mundo!
Esse é o segredo da Arte Hermética.
O "não pertencer ao mundo" não é nenhuma fuga do mundo, nenhuma inimizade pelo mundo ou pela vida, mas é estar no mundo, servi-lo e, através dos Mistérios Gnósticos e com o seu auxilio, vencer interiormente este mundo, por meio do Nascimento da Alma e do Novo Estado de Consciência.
E alcançar o poder, mediante o novo estado de ser, manter impassível o Espirito diante dos ataques e da tirania dialéticos.
Semelhante homem tornou-se um homem sem medo.
Ele se encontra, em sentido gnóstico, enobrecido para o serviço à humanidade.
Ele pode caminhar sossegadamente pelo mundo e, não obstante, contar com perigos, porém ele não os teme, devido a Nova Força interior.
Penetrar nessa superior e profunda Liberdade, deve ser o anseio mais profundo e a meta de todo aluno da Escola Espiritual, porquanto toda forma dialética de liberdade é um grande e fundamental embuste, uma auto-ilusão absoluta e sempre uma forma de aprisionamento.
Permiti, pois, que acompanhemos o rumo da verdadeira Liberdade de um tal servo da humanidade, dentro da vida dialética.
  Ele realiza sua tarefa por incumbência da Luz Universal.
Por isso ele recebe o título de Rei-Sacerdote.
Seu sacerdócio é-nos compreensível porque ele serve a Deus e ao homem, ele é uma luz, na Senda, para o pesquisador.
A sua realeza devemos compreendê-la no sentido clássico.
Um rei, em sentido fundamental, é um monarca, um homem que se tornou autônomo, um homem que, vivendo verdadeiramente o sacerdócio, elevou-se a essa autonomia.
Não há poder algum (afora o da Gnosis,) que esteja acima do dele.
Não há na dialética domínio algum em que ele não poderia penetrar para realizar sua tarefa.
Com certeza, já deveis ter lido na Escritura Sagrada Universal acerca da verdadeira realeza da alma, da realeza que foi libertada pelo Espírito.
Compreende-se que um tal Sacerdócio Real, um estado de ser absoluto, seja necessário para o Obreiro do Reino de Deus!
Por isso que semelhante Sacerdócio Real é, por exemplo, indicado como Sacerdócio Real de Melquisedec, o do misterioso dirigente de uma Ordem elevada, a Ordem de Melquisedec.
Melquisedec é a entidade que representa a Superior Justiça Divina, e reside na eqüidade do Divino Reino da Paz.
Por isso, diz-se que ele é Rei de Salém, Rei do Reino da Paz.
Todos, portanto, e na Sexta Hora de sua viagem para a Vida Universal começam a sua tarefa em serviço integral, são reis-sacerdotes segundo a Ordem de Melquisedec, com que se indica, na natureza da morte, a elevada autonomia e a inviolabilidade desse sacerdócio.
Assim, precisais compreender bem que o candidato nos Mistérios Gnósticos, candidato que ingressou na Ordem do Sacerdócio Real e executa o seu trabalho prestimoso, tem mais o que fazer, do que talar e testemunhar a respeito da vida libertadora do estado da alma.
Mediante exemplo dinâmico e vivo, e mediante a construção de um "campo de trabalho", um tal rei-sacerdote precisa estimular os pesquisadores a tomarem em suas mãos o cajado de peregrino.
  Este trabalho é, porém, tão somente uma relativa e pequenina parte do que, efetivamente, vai ser realizado.
O campo de atividade, ao qual o Rei-Sacerdote deve dirigir-se, é tão extenso, que é quase impossível fazer-se dele uma idéia.
Quem, pois, quer também compreender, mais ou menos, o significado da Sexta Hora, deve procurar dar uma vista de olhos nesse "campo de atividade", para abranger algo de sua grandiosidade e inviolabilidade.
Vivemos num mundo de ilusões, cujas causas, em sua maioria, encontram-se veladas.
Quem quer realmente auxiliar uma criatura, em todos os seus caminhos, pelo campo da existência, deve conhecer as mais recônditas causas desta vida.
Todos nós possuímos caracteres distintos, e não obstante sermos seres humanos, possuímos tipos basicamente diferentes, e, nas mesmas situações, pensaremos, sentiremos e agiremos diferentemente.
As atividades psicológicas são, quanto às causas e os resultados, inteiramente individuais.
Poderíamos liquidar essas diferenças falando em: passado, karma, estado de sangue, fatores hereditários, raça, povo, vida burguesa, mas, com tais palavras, pouco damos a entender basicamente.
Pois, quando dizemos que somos produtos do passado, então ainda nada dissemos da verdadeira natureza desse passado; e não é nada fácil sondar completamente esse passado, ainda que seja um pouco dele.
Na Escola aproximando-nos desse problema quando dizermos que toda manifestação de vida é a conseqüência de uma certa radiação eletromagnética de natureza cósmica.
Mas também assim ainda nada dissermos daquilo que se encontra por trás.
Os raios cósmicos, no que se refere ao seu objetivo, vêm diretamente a nós ou não?
Existem forças ou seres que a esse respeito ocasionam transformações que as distorcem com segundas intenções?
Existem talvez ainda outras obstruções?
Não seria que vários reinos de vida estariam se influenciando reciprocamente, fazendo surgir assim toda a espécie de radiações secundárias?
Deste modo podereis propor uma série de perguntas, e, quando na Escola da Rosacruz dizermos simplesmente que há uma radiação dialética e uma radiação gnóstica, estamos unicamente balbuciando o primeiro princípio de uma ciência da radiação, que deve ser investigada, ciência esta da qual se devem explicar todas as causas e estados da vida, antes de que se possa falar de um verdadeiro auxílio, de uma verdadeira terapia.
O que sabemos basicamente um do outro?
Vemos uns aos outros fazer coisas estranhas, funestas, deploráveis muitas vezes consternados, perguntamos por que?
E assim assomam muitas perguntas!
Por que um vem para a Escola da Rosacruz e um outro não?
Por que muitos, que estavam a ponto de encontrar a Rosacruz, no último momento, recuaram?
Que influências invisíveis fizeram-no mudar de direção?
Eis por que o verdadeiro e profundo amor ao próximo requer que se saiba por que alguém pensa, sente e age assim como o faz.
Que forças, em toda sua variegada multiplicidade, governam o homem?
 É possível, uma vez descoberta a fonte dessas forças, obstruí-las ou desviá-las de seu curso em relação a determinados grupos humanos?
Percebeis que possuir o domínio e o conhecimento da ciência da radiação,
(Nota: S.Estrelas - Temos de levar em conta que nessa época tudo era velado, oculto, ao se referir a radiação, bem pode ser o que hoje é Vibração assim como gnose se refere a ciência do conhecimento oculto, já não mais oculto hoje, tudo nos foi revelado. Bem da para ver como os ensinamentos que hoje nos são transmitidos por elevadas consciências, já eram de á muito conhecido, pelos menos para os que procuravam o Saber e sentido de nossa existência. Deixa bem claro, nesta Sexta Hora, o motivo dos ensinamentos serem praticamente secretos, pois poucos tinham suficiente crescimento interior para assimilá-lo e também deveriam ocultar-se para não serem perseguidos pelo sistema imposto, pelos dominadores, que tem o controle deste há 300.000 anos, e pensam continuar, mas deu, não vão mais, hoje temos a Luz que se manifesta e a tudo e a todos Ilumina e Despeta para a verdadeira vida).
em sentido universal, é uma necessidade para se executar verdadeiro serviço ao próximo?
Os Antigos distinguiram muitos grupos de radiações, segundo os seus efeitos.
Eles personificaram esses grupos e assim fala-se de deuses, ídolos e espíritos.
Mediante muitas invocações e apelos, mediante muitas práticas ocultas, procurou-se, em seguida, limitar a eficácia de certas radiações em sua atividade; ao mesmo tempo, procurou-se estimular outras radiações.
Assim, descobrimos que se trata de uma antiga ciência que, em certo sentido, perdeu-se, foi esquecida e arruinou-se, por ter sido empregada, ilegitimamente.
Essa ciência só deve ser conhecida e utilizada, quando se está animado de intenções verdadeiramente gnósticas(divinas,elevadas, espirutuais) intenções que a todos nós são diariamente sugeridas.
Podemos esboçar para vós essa Ciência (ciência que há muitas dezenas de milhares de anos esteve em poder da humanidade), para com segurança e rapidamente aplainar, um para o outro e conjuntamente, o Caminho para a Vida Libertadora.
Porém, desde há muito que esse Antigo Saber, outra vez foi retirado para os Mistérios da Ordem de Melquisedec, e só é presenteada àqueles que, na Sexta Hora, devem iniciar o seu trabalho auxiliador..
Em nosso próximo artigo, vos falaremos acerca dessa Ciência das Radiações Cósmicas, sobre sua natureza, objetivo e prática, a fim de pôr o significado da Sexta Hora do Nuctemeron sob luz clara.
Uma parte da Sexta Hora foi agora esclarecida para vós, justamente a que diz:
"O Espirito permanece impassível. Ele está sem medo."
A outra parte: "Ele vê o monstro infernal vir ao seu encontro", deve ainda seguir-se, e com estas últimas palavras faz-se, sob certos aspectos, referencia às Radiações Intercósmicas.

O Espirito permanece impassível.
Ele vê o monstro infernal vir ao Seu encontro e está sem medo.
Examinaremos neste artigo a segunda parte da Sexta Hora, cujo texto completo diz:
"O Espirito permanece impassível.
Ele vê o monstro infernal vir ao Seu encontro e está sem medo."

Temos, por conseguinte, de responder à pergunta:
Por que o homem liberto da dialética, mas que ainda nela se encontra em atividade a serviço do mundo e da humanidade, está absolutamente sem medo, apesar de ver aproximar de si o monstro infernal?
É necessário que compreendais bem que esse "sem medo" nada tem a ver com um eventual medo atinente a si mesmo, medo que se refira ao seu próprio estado de ser, porquanto o candidato, já na Quinta Hora, obteve a vitória sobre a morte e sobre a matéria.
Por isso que é compreensível, quando ele dá inicio a sua tarefa de libertação da humanidade, não pode, de nenhum modo, tratar-se de um vulgar medo atinente à sua existência, e, por conseguinte, também atinente à típica luta dialética pela existência.
O liberto tornou-se "sem medo" em relação à existência e, por isso, não tem nenhum sentido, na Sexta Hora, referir-se novamente a um estado que se relaciona com o ser natural.
Além disso, seria desperdício de preciosas palavras, visto que, conforme pudestes concluir conosco, o conjunto concernente ao Nuctemeron, às 12 Horas Mágicas, se caracteriza por uma formulação especialmente concisa.
Todo esse conjunto pode ser posto numa folha de papel.
Por conseguinte, Apolônio de Tiana ligou à Sexta Hora uma toda outra intenção, e assim faz-se necessário uma exposição bem pormenorizada.
Tende em vista, nesta afirmação, a constituição de um microcosmo.
Como sabemos, o quadro exterior de um microcosmo consiste, primeiramente e por fora, no grande campo magnético.
Em seguida, encontramos o sétuplo ser áurico, que se compõe de camadas de diferentes potências, e está semeado de pontos magnéticos.
No interior desse ser áurico vemos um espaço aparentemente vazio, e falamos de campo de respiração ou de campo astral, e nesse campo de respiração encontramo-nos como personalidade.
Pois bem, queremos muito especialmente chamar a vossa atenção para esse "campo de respiração" do microcosmo. Verdadeiramente, na Escola, nunca fizemos um estudo minucioso desse campo.
Bem que sabíamos, entretanto, que o "campo de respiração" é um campo organizado, e que nele circulam várias correntes de energia de natureza astral, correntes que estão ligadas ao sistema fígado-baço. ( Nota: S.Estrelas -
Além disso, no "campo de respiração" habitam forças das quais o microcosmo precisa ser libertado, forças demoníacas, auto geradas, que estorvam os homens, forças que, para eles, podem ser fatais, muitas vezes.
Apolônio de Tiana deseja que o candidato, em sua reflexão sobre a Sexta Hora, tome conhecimento desse fato e descubra que espécie de forças se fazem presentes no "campo de respiração", ou corpo astral de um microcosmo.
E quando nos aprofundarmos no assunto, constataremos que, jamais houve momento, para nenhum microcosmo, em que o seu "campo de respiração" não estivesse povoado.
Numa das precedentes exposições sobre o Nuctemeron, ficamos sabendo que se deve processar geral purificação e ordenação das várias tensões e radiações magnéticas nos vários órgãos e esferas do microcosmo.
No entanto, queremos dizer-vos que, quando num microcosmo tensões estas que entravam e prejudicam os homens, acontececertas tensões magnéticas são constatadas, esclarecidas e dissolvidas, que no lugar delas sempre surgirão outras relações magnéticas.
Em que se concentram, no decorrer dos anos, os vossos pensamentos, sentimentos, forças volitivas e atividades, que na maioria das vezes determinam vossas ações?
Sabeis que determinados pensamentos e sentimentos se vos impõem periodicamente.
Eles influenciam vossa secreção interna, vosso sangue e vosso fluido nervoso.
E, com a regularidade de um relógio, permaneceis ocupados com as conseqüências corporais de todas essas influências, abertas ou veladamente, hesitando ou com muito medo, e, como que sujeitos a uma pressão ou, talvez, com certo agrado, ou ainda com profundo desgosto, passais a ações que se harmonizam com essas influências. Muitos lutam desesperadamente contra essas inclinações, mas não há ninguém que possa dominá-las.
O homem é obrigado a obedecê-las, ainda quando põe em suas ações maior ou menor dose de cultura, de modo que as conseqüências correspondentes talvez satisfaçam à sua consciência ou a iludam.
Procura-se enfeitar todo esse processo com uma etiqueta psicológica, filosófica.
Discute-se academicamente sobre ele e procura-se dissecá-lo psico-analiticamente.
Buscam-se vias que nos dêem um comportamento pelo qual o nosso próprio grande conflito de consciência, causado por todos esses impulsos e sentimentos animalescos, possa ser eliminado, possa ser dissolvido psico-analiticamente.
A razão mais profunda de tudo isso radica, sem exceção, no "campo de respiração" do microcosmo, no qual tem sua base todos os estados magnéticos, tensões, tendências e forças.
Algumas dessas tensões entram pelo sistema fígado-baço, e fala-se então de subconsciente.
  Outras se põem a caminho através do cerebelo pela medula alongada ao coração, e fala-se então em desejos, anseios e estados sentimentais.
Outras ainda penetram pelas aberturas da pineal e perturbam os órgãos sensoriais e os órgãos intelectivos e, por fim, os órgãos da vontade, e quando o fogo da vontade é atiçado então surge a irrupção, como lei natural.
Por que sois assim como sois?
Por que agis do modo como agis?
A resposta podeis encontrá-la no "campo de respiração" (Plano Astral) e em seus habitantes.
Muitas dessas forças que lá residem, lá já se encontravam ao nascerdes, porquanto o microcosmo, que vos mantém cercados, não era puro e virgem ao nascerdes!
 Antes de vós já existiram muitos outros habitantes em vosso microcosmo.
Ele é uma casa que já foi habitada muitas vezes.
E muitos moradores do "campo de respiração", que se fazem constatar desde o inicio, nos pressionam.
Eles foram tomando o governo em vossa vida e a impelem em direções várias.
Eles ganham poder sobre vós em concordância com as vossas experiências e situações.
Talvez tenhais admitido que todos os povos primitivos, com sua crença em demônios, com seu perfeito animismo, foram insensatos, incongruentes.
Não, nesse ponto todos eles são igualmente naturais e verídicos.
Eles não desmentem os fatos, não sabem outro caminho senão admitir a realidade e a ela corresponder.
Eles procuram servir, em perfeita rendição e por turno, todos os seus deuses do "campo de respiração", a fim de satistazê-los e assim não aumentar as tensões.
O que os primitivos povos fazem, aberta e naturalmente, todo povo culto faz às escondidas e sob muitos disfarces, mesmo com o nome Jesus Cristo na boca.
Compreendeis o que pensamos a respeito de semelhante cultura.
 Não há homem algum de estrutura dialética, que não sirva aos seus deuses do "campo de respiração"!
Isto não é nenhuma acusação, mas tão somente expomo-vos a realidade, retiramos as máscaras.
Não há homem dialético algum e nenhum homem espiritual que possa subtrair-se da direção das forças magnéticas de seu "campo de respiração".
Por isso, não deveis presumir o que na realidade não sois.
Somos, em sentido mais profundo, pobres homúnculos, todos, segundo a natureza, joguetes das forças magnéticas.
Dos artigos precedentes vimos que, para o grande conflito de consciência e principalmente para o portador do Átomo Original, a vida, em sua totalidade, é um conflito de consciência e a única solução reside em fazer se desenvolver na Gnosis outras e novas forças magnéticas no "campo de respiração".
Realizamos isto, em primeiro lugar, mediante fé inabalável, profunda ânsia e dedicação que não conhece solução de continuidade.
Este é o segredo do sucesso.
Denominamo-lo:
"ESTAR SOBRE O TAPETE."

Se tiverdes êxito em introduzir algumas dessas forças magnéticas libertadoras em vosso "campo de respiração", obedecendo-as, seguindo-as perfeitamente, ao se fazerem valer através de um dos canais em vossa vida, e vós, nessa força, resistis, do vosso íntimo, às outras forças, então estareis no bom caminho.
E o candidato segue esse caminho como já o consideramos na Segunda Hora.
Vosso "campo de respiração" microcósmico é a vossa esfera vital, literalmente vosso "campo de respiração", vossa esfera particular e perfeitamente equivalente ao grande campo de respiração do cosmos-terra.
Se o vosso "campo de respiração" é de natureza inteiramente dialética, isto significa que ele se coaduna com o grande campo de respiração exterior, do qual encheis os vossos pulmões.
Assim, a vossa pequena natureza encontra-se perfeitamente sintonizada com a grande natureza, com todas as conseqüências resultantes desse aprisionamento.
Mas, quando mediante verdadeiro discipulado e realização enérgica e não há nenhum outro caminho, sois bem sucedidos em fazer desenvolver e manter forças magnéticas gnósticas em vosso campo de respiração, então também muda para vós o grande campo de respiração.
Então não mais assimilais o seu veneno, os seus demônios e todos os perigos que a humanidade demoníaca, a dialética demente faz aí vibrar, mas então só podereis inalar o que serve para a vossa paz, para a vossa saúde e magnificência, e aí se modifica a vossa respiração.
Prestai, pois, atenção à Sexta Hora.
O Irmão da Sexta Hora, como homem perfeitamente liberto e servo da humanidade, encontra-se absoluta e evidentemente, em seu trabalho, em país inimigo.
Por conseguinte, é uma verdade que salta aos olhos o fato de que as inúmeras tensões magnéticas monstruosamente infernais - agrupadas em grandes poderes no grande "campo de respiração" cósmico - vão contra esse irmão, porque o Servo da Luz está a ponto de arrebatar as vítimas desses poderes.
Mas um obreiro dessa categoria está absolutamente sem medo.
  Ele não está temeroso com relação a si mesmo, o que é evidente!
Ele também não tem receio quanto ao resultado de seu trabalho salvador, libertador!
Disto queremos tratar mais de perto.
Suponde que procurais salvar uma alma, estando vós na condição de liberto.
Os poderes infernais levantam-se contra vós, eles não podem prejudicar-vos, mas sim, o objeto de vossa assistência.
Os grandes poderes infernais enclausuram aquela criatura, à qual estendeis as vossas mãos. Puxam-na com força!
Ela é como um joguete em seus braços de vampiro!
E ao mesmo tempo, compreendeis também, por que todo Servo da Luz Universal é mal compreendido em seu trabalho, por que ele é alvo de injurias, de grande ódio, de inospitalidade, oposição, calúnia e hostilidade organizada.
Por que precisa estar continuamente de guarda com relação às suas atividades, mesmo em seu ambiente imediato.
A inimizade e o ódio sistemático e natural do monstro infernal assaltam-no dia e noite naqueles que ainda se prestam para tanto.
 No entanto, tudo isto não o perturba.
Seu espirito está impassível, ele, o servo, está sem medo, não está preocupado, mesmo quando é ameaçado por aqueles para os quais volta-se o seu amoroso interesse.
Então não será ele vencido pela dor, pelo pesar e pela desgraça, por todas estas experiências com a humanidade possessa?
Não, porque ele sabe perfeitamente que é senhor absoluto.
Ele vencerá!
Mas como?
Porque em todos os seus caminhos está cercado e acompanhado, dia e noite, pela Justiça Vingadora de Deus.
Que é isto?
Seria uma especulação acerca do deus do Velho Testamento?
Não, todo Irmão da Luz possui em seu "campo de respiração" uma força magnética, uma tensão magnética que, de fato, pode ser denominada justiça vingadora, força que o acompanha e o protege de modo absoluto, força que, pelos Rosacruzes Clássicos, e sem nisto quererem ser do Velho Testamento, foi denominada Jeová.
Eles se colocaram, conscientemente, em todos os seus trabalhos, sob a Sombra de Suas Asas.
E quando o monstro infernal faz uma tentativa de oposição ao amoroso trabalho de colheita, quer direta quer indiretamente através de terceiros, e o Irmão obreiro não se perturba absolutamente e não tem nenhum medo e, segundo os padrões dialéticos não desenterra o machado de guerra para a luta pela existência, então a Força Jeovática que o acompanha, que o penetra e o cerca, falará por seu intermédio e o auxiliará através de todos os perigos, até que o seu objetivo tenha sido atingido.
Seria então essa Justiça Jeovática uma radiação vingativa, rancorosa, sedenta de sangue e mortal?
Não, ela é um Fogo Protetor.
Quem agride ou insulta esse fogo, ou de algum modo o ameaça, é, em conseqüência disto e em tempo determinado, queimado por ele!
Quem presta cuidadosa atenção a isso e conhece a história da Santa Obra e de seus obreiros, sempre verá confirmada essa lei de proteção.
Essa é a explicação da Sexta Hora de Apolônio de Tiana.
Um fogo, que concede a vida a todos os seres animados, é governado pela vontade de homens puros.
O Iniciado estende a mão e o sofrimento transforma-se em paz. 



SENHOR DESMANIPULADOR